Stock Car – Comentários pós corrida – Salvador 2012

domingo, 26 de agosto de 2012 às 13:50
Allam Khodair em 2012

Allam Khodair

Allam Khodair, vencedor: Estou muito feliz. A Stock Car é uma categoria muito competitiva, com diversos pilotos de qualidade. Vencer uma corrida aqui é muito difícil. Vencer duas, então, é realmente um feito que temos que comemorar. Foi uma corrida difícil. Tive de imprimir um ritmo forte no início, mas isso é resultado do maior envolvimento com a equipe. Estou aprendendo a trabalhar com o Mauro [Vogel], ele sabe como eu gosto do carro e eu aprendi a guiar o carro dele, que é de um estilo diferente. Estamos muito bem agora, mas no começo do ano as coisas não encaixavam: foi porrada por trás, pneu que furou… Agora está dando certo, mas estou muito prejudicado no campeonato. Porém, nada está perdido, pois consegui tirar pontos do Cacá [Bueno, atual líder do campeonato com 115 pontos] e a última etapa vale o dobro. Vamos continuar pontuando para chegar em São Paulo com chances de título.

Luciano Burti, 2º colocado: Foi um jogo de xadrez, aquela coisa de estudar qual o melhor momento para usar o botão de ultrapassagem. Eu tentei a primeira vez, mas ele usou também para se defender. Na segunda, fingi que acionaria, ele acionou e não fui. Aí, dei o bote na volta seguinte. Foi uma ultrapassagem na hora certa, porque se fico preso ali atrás poderia ser atacado por outros pilotos. O meu ritmo era bom. Ganhar seria difícil porque o Allam estava rápido. Dava para tentar a ultrapassagem sobre o Duda, mas como a corrida terminou em bandeira amarela não foi possível. De qualquer forma, foi um excelente resultado, porque estar na frente em uma corrida como essa é um grande mérito. A gente se encontra neste tipo de pista. Andamos bem nos traçados mais travados. Eu gosto muito de circuitos de rua, você sente o público muito próximo e o desafio é realmente muito grande. Você busca o limite e não pode errar. Qualquer falha pode acabar com o fim de semana.

Átila Abreu, 6º colocado: Pouco antes do safety car na volta 24, a direção parou de funcionar. Ficou muito difícil e no fim eu só torcia para acabar logo. Foi bem desgastante fisicamente. Hoje a gente não tinha um equipamento para vencer a corrida, mas daria para brigar um pouco mais à frente. No fim das contas, foi positivo terminar novamente entre os 10 do jeito que foi a prova. Precisamos ter atenção, já que hoje poderíamos ter tido uma outra quebra, que teria prejudicado bastante no campeonato. Na pista de rua normalmente o trabalho do piloto é mais intenso e ficou bem difícil naquela situação. Ainda sofri uns toques do carro que vinha atrás, o que complicou mais ainda o quadro. Sorte que deu para segurar ali, e o outro safety car no final foi muito bom para a gente.

Thiago Camilo, 7º colocado: Fui até onde poderia ir. No finzinho da corrida, o carro do Átila Abreu, que estava na minha frente, estava com problemas, eu ainda tinha duas chances de usar o botão de ultrapassagem e certamente ganharia a posição, mas um acidente fez com que a corrida acabasse sob bandeira amarela, com os carros atrás do safety car. Em termos de campeonato, o resultado foi positivo, pois dois pilotos que estavam em disputa direta comigo não marcaram pontos (Daniel Serra e Valdeno Brito), e o líder (Cacá Bueno) fez apenas dois pontos a mais que eu.

Ricardo Sperafico, 8º colocado: Tivemos um fim de semana positivo e isso é muito motivador. Nossa equipe vem em uma crescente de resultados, o que mostra que estamos no caminho certo. Neste ano estreamos uma nova estrutura técnica e isso exige um natural período de adaptação, que está sendo cumprido etapa a etapa. Gosto da pista e, nesta corrida, tive a chance de brigar novamente pelas seis primeiras posições. Logo após a primeira entrada do safety car acabei sendo ultrapassado pelo Thiago Camilo, e quando acionei o push-to-pass para recuperar a posição via a sinalização da segunda bandeira amarela da prova. No final, nosso ritmo permitiria sonhar com o sexto lugar, mas acabamos surpreendidos pela bandeira.

Xandinho Negrão, 10º colocado: Meu carro não tinha a mesma aderência do sábado e chegava a escapar um pouco na curva 1.

Felipe Maluhy, 11º colocado: Com a tração e as freadas, ele foi piorando.

Tuka Rocha, 12º colocado: Na largada, meu carro entrou em modo de segurança e perdi seis posições. Consegui muitas ultrapassagens e foi uma corrida bem divertida. Não posso reclamar do que aconteceu porque potencial a gente tem para andar na frente. É preciso apenas encaixar. Vamos ver se com esses pontos nós vamos ter tranquilidade para encaixar tudo. Ano passado foi bastante sorte, muito mais na base da estratégia. Agora, eu era rápido e foi bem legal. O ritmo foi bom, essa foi a diferença. Todas as ultrapassagens foram legais. Quando o carro entrou no modo de segurança e perdi posições, tive de andar o tempo todo em ritmo de classificação, sem estratégia, só acelerando, e era mais fácil bater.

Galid Osman, 13º colocado: Foi muito bom, disputei com vários pilotos e aprendi. Valeu muito pela experiência, consegui fazer mais nove pontos. Foi um bom resultado e agora é partir para as próximas corridas. Sem dúvida a melhor disputa foi logo no começo da corrida, com o Max Wilson. Se eu tivesse conseguido usar o push to pass para ultrapassá-lo, a corrida teria sido diferente. Mas estou feliz em ter terminado a corrida.

Pedro Boesel, 15º colocado: Tivemos um treino classificatório complicado. Depois de partir do 22º lugar, somar pontos foi muito bom. Guardei o push to pass (botão de ultrapassagem) para a parte final da prova, mas nas duas vezes que iria acioná-lo o safety car entrou.

Rodrigo Sperafico, 18º colocado: Largamos no pelotão intermediário, que é onde as confusões normalmente acontecem. E nesta prova não foi diferente. Por muito pouco minha participação na etapa de Salvador não terminou na primeira volta, mas consegui evitar o acidente. No final ainda deu para salvar alguns pontinhos, o que é sempre positivo. O melhor dessa etapa, no entanto, não pode ser traduzido só em resultados: nosso carro está mais competitivo e estamos evoluindo constantemente.

Diego Freitas, 20º colocado: Termino essa corrida muito feliz com o resultado, mas sobretudo com a oportunidade de voltar a correr na Bahia. Desde que o evento Stock Car desembarcou em Salvador pela primeira vez, em 2009, tenho conseguido viabilizar minha participação nessa prova. E isso é muito importante para mim, pois representa a chance de correr diante da minha torcida. Trabalhar com o Eduardo Bassani (engenheiro e chefe da equipe) é sempre um privilégio. Ele é uma figura muito profissional e competente, e posso dizer que consegui neste fim de semana, ao dividir o box com o Edu, uma conquista importante na minha carreira. Pelo trabalho do fim de semana, estou muito feliz e realizado. Sigo na busca por patrocínio para continuar competindo, e espero estar de volta ao GP da Bahia no ano que vem.

Diego Nunes, 21º colocado: Não bati (em Valdeno Brito, manobra que rendeu punição) de propósito. Eu usei o push-to-pass para ultrapassar o Xandinho (Negrão) e, em seguida, o freio não funcionou e acertei o Valdeno. Achei a bandeira preta exagerada, poderia ter sido um drive thru, que já me prejudicaria bastante. No começo, ele estava um pouco dianteiro, mas depois equilibrou bem. Estava rápido e vinha conseguindo ultrapassar alguns carros. Infelizmente, aconteceu a batida.

Valdeno Brito, abandonou: Foi uma atitude lamentável (o toque de Diego Nunes), porque eu estava completamente indefeso naquele momento: não eram dois pilotos disputando a freada, fui tocado e meu carro rodou, me tirando da corrida. A direção de prova tomou a atitude correta ao puni-lo, mas, infelizmente, os pontos que eu conquistaria não voltam. Já corri em Cascavel de fórmula, mas o traçado teve algumas alterações e será uma pista nova para todo mundo. Vamos trabalhar em conjunto com a equipe para chegarmos lá com um bom acerto e buscarmos essa recuperação.

Denis Navarro, abandonou: Vinha numa boa prova de recuperação, mas peguei uma aleta de outro carro e fui parar na sujeira. Então o carro perdeu totalmente o grip. Não deu para evitar o muro. Foi um final de semana complicado aqui. Circuito de rua não perdoa. Agora é esquecer o que aconteceu em Salvador e já pensar em Cascavel, que é um traçado muito desafiador.

Nonô Figueiredo, abandonou: O equipamento que eu tive no final de semana poucos pilotos tiveram. Quando quebrei, estava em 16º e ainda podia acionar o Push to Pass mais quatro vezes. Talvez desse para chegar entre os dez primeiros e isso saindo na 24ª posição seria uma vitória. Infelizmente passei por uma zebra e não terminei a prova, mas a equipe trabalhou muito bem, está de parabéns. Agora vamos focar na etapa de Cascavel.

Eduardo Leite, abandonou: Mais uma corrida que eu não completo em Salvador. Pelo menos, desta vez ainda dei algumas voltas. Foi uma pena, porque era uma corrida que teríamos chances de pontuar.

Antonio Pizzonia, abandonou: Foi uma pena, pois eu tinha mais seis acionamentos do push e poderia ganhar pelo menos mais quatro posições.

David Muffato, abandonou: Largamos mais atrás, mas o carro estava bom até sofrermos a quebra da suspensão. Eu ganhei algumas posições mesmo sem usar o botão de ultrapassagem e o ritmo era bom. Foi uma pena porque queria sair daqui com alguns pontos, mas mesmo assim estou feliz pelo pódio da equipe e do Luciano.

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