Vasseur dá crédito a Hamilton por decisão crucial em Sepang

segunda-feira, 5 de outubro de 2026 às 14:36

Hamilton comemora P3 em Sepang

Frederic Vasseur deu crédito a Hamilton pela decisão de permanecer na pista com pneus macios usados durante o GP do Bahrain, em Sepang. Segundo o chefe da Ferrari, o próprio piloto escolheu continuar quando a equipe ofereceu a possibilidade de uma parada.

Como o Autoracing já relatou, Hamilton recuperou terreno após um início difícil e conquistou P3 em Sepang. Além disso, a explicação de Vasseur revela a importância da participação do heptacampeão na estratégia que ajudou a garantir o pódio.

Vasseur dá crédito a Hamilton pela escolha

A decisão aconteceu durante o safety car provocado pela saída de Valtteri Bottas, na nona volta. Naquele momento, Hamilton ocupava P15, depois de enfrentar dificuldades com os pneus para pista seca no início da corrida.

A Ferrari avisou que estava pronta para recebê-lo nos boxes. Entretanto, essa comunicação não representava uma ordem para parar. Pelo contrário, o britânico tinha liberdade para avaliar as condições e escolher.

“Deixamos a escolha com ele”, explicou Vasseur à F1TV após a corrida. “No fim das contas, nessa situação, são eles que estão no carro. Quando dizemos que estamos prontos, é apenas para avisar que ele pode ir aos boxes se achar que essa é a decisão certa.”

Assim, Hamilton assumiu a responsabilidade de continuar com os macios usados. Afinal, uma parada naquele momento poderia colocá-lo atrás de adversários como Lando Norris e Charles Leclerc.

Hamilton sustentou a aposta com gerenciamento dos pneus

No entanto, permanecer na pista exigia mais do que uma boa leitura estratégica. Hamilton precisava preservar os pneus e, ao mesmo tempo, manter um ritmo que permitisse aproveitar a evolução das condições.

O britânico conseguiu fazer as duas coisas. Além de avançar pelo pelotão, prolongou o primeiro stint e chegou à disputa com Isack Hadjar por P4. Em seguida, os dois pararam na mesma volta.

Por isso, Vasseur destacou a combinação entre decisão e execução.

“Ele fez uma corrida muito boa, com uma estratégia muito bem executada”, afirmou. “Conseguiu fazer um stint extremamente longo, gerenciando muito bem os pneus macios.”

Portanto, o mérito de Hamilton não ficou restrito à escolha de continuar. Seu gerenciamento também tornou a aposta viável e ajudou a transformar a posição na pista em uma recuperação consistente.

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A escolha inicial e a recuperação foram momentos diferentes

Hamilton reconheceu após a corrida que a opção inicial pelos pneus para pista seca havia sido equivocada. Contudo, sua decisão posterior de permanecer com os macios ocorreu em outro momento, com o safety car oferecendo uma oportunidade de recuperação.

Por isso, as duas escolhas precisam ser avaliadas separadamente. Enquanto a primeira trouxe dificuldades, a segunda ajudou o piloto a recuperar terreno.

Mais tarde, George Russell abandonou devido a uma falha na unidade de potência. Depois, na última relargada, Hamilton ultrapassou Hadjar e assumiu P3.

Dessa forma, completou uma reação que combinou oportunidades criadas pela corrida, trabalho da Ferrari e contribuição direta do piloto.

Ao explicar que deixou a escolha com Hamilton, Vasseur reconheceu essa participação. Assim, o heptacampeão teve papel decisivo tanto na escolha estratégica quanto na execução: preservou os pneus e fez a aposta funcionar na pista.

AS - www.autoracing.com.br

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