Stock Car – Comentários pós corrida – Ribeirão Preto 2012

domingo, 20 de maio de 2012 às 17:33

Stock12-JCamposJulio Campos, 4º colocado: Foi um trabalho bem realizado. Tivemos um ‘penaltizinho’ que a gente não pôde se defender, mas, na verdade, perdemos um ponto só. Estamos aqui para pontuar. É claro que queremos o pódio, mas nada de se desesperar. Uma hora vai chegar. O Cacá [Bueno] largou mal e mantive o terceiro lugar; tomei até um toque. Depois foi tentar se manter o quanto dava, mas essas diversas entradas do safety car anulava toda a diferença que construíamos pro quarto colocado. No fim, o Átila [Abreu] chegou e tive esse problema na embreagem, que acionava cada vez que eu usava o ‘push’.Com isso, não podia usar o ‘push’ e, quando o Átila passou, não tive como me defender. Mas foi um fim de semana legal, pena que não fizemos o pódio. Ficamos devendo um pouco para a Red Bull e para o Átila, coisa de um décimo por volta.

Marcos Gomes, 5º colocado: Meu carro não estava tão veloz como o do pessoal da frente. Optamos por um acerto agressivo no treino classificatório que não funcionou tão bem na corrida. O máximo que eu poderia sonhar era o terceiro, porque estava mais rápido que o Júlio Campos. O problema é que fui usar o botão de ultrapassagem sobre o Max Wilson, que era retardatário, e ele fez o mesmo para se defender. Com isso, fiquei vendido na volta seguinte, porque o push demora um tempo até ser reativado, e o Átila me passou. Temos de pontuar sempre. Se não tivesse sofrido o acidente na etapa passada no Velopark, estaria na briga pela liderança.

Thiago Camilo, 6º colocado: Foi uma corrida bem travada, como já era de se esperar aqui. Consegui uma boa posição no grid, mas não pude fazer muita coisa na largada. Depois da largada a corrida ficou praticamente inalterada nas primeiras posições. Após duas corridas sem marcar pontos, foi importante chegar ao final, subir duas posições na colocação no campeonato. Daqui para frente é isso que esperamos, ir subindo aos poucos e reentrar na briga pelo título. A próxima corrida é em Londrina, uma pista onde tenho vitória, e vamos pensando num resultado de pódio.

Denis Navarro, 7º colocado: É importante andar ali entre os primeiros. É muito bom estar novamente no top-10. A gente sabe que dali para frente é ainda mais complicado, porque a Stock Car tem pilotos experientes, mas o objetivo é sempre trabalhar para chegar mais à frente possível. Trabalhando direitinho e aos poucos, com um passo de cada vez, os resultados vão chegar. A mudança no sistema de pontuação faz com que a constância seja muito importante. Estamos mostrando uma regularidade e isso é muito importante para o campeonato. A equipe é muito boa. Na corrida, andei no ritmo forte do pelotão da frente. E conseguimos manter os acertos feitos na classificação. E mais uma vez o resultado veio.

Luciano Burti, 8º colocado: Com certeza, são pontos valiosos, mas não estou contente porque não conseguimos resolver o problema do carro, que não estava bom desde o treino anterior ao classificatório. Se não houvesse tantas intervenções do safety car, seria mais difícil manter a posição, porque não tinha ritmo para acompanhar os outros pilotos. Aparentemente, o David (Muffato) está feliz com o certo, mas precisamos entender o que está acontecendo com o meu. É preciso mexer no carro para deixá-lo mais competitivo, porque neste ano não há descarte, playoff, nada, então precisamos chegar mais à frente.

Diego Nunes, 9º colocado: Larguei bem e ganhei duas posições. Mas depois, em uma disputa com o Thiago Camilo, acabei perdendo as duas colocações e terminei em nono. Foi a única chance que eu tive de tentar um resultado melhor, então valeu a tentativa. O importante é que marcamos bons pontos e estamos ai, bem próximo dos 10 primeiros no campeonato.

Eduardo Leite, 12º colocado: Estou contente, porque nas condições que estávamos o meu maior objetivo era mesmo chegar nos pontos.

Galid Osman, 13º colocado: Na largada, recebi um toque que me arrancou metade da carenagem traseira do carro e ainda o desalinhou. Mas o saldo em Ribeirão foi bom para mim, ganhei mais importantes pontos, que me deixam perto do top-10 da tabela e como o melhor estreante. Além disso, aprendi mais sobre andar em circuitos de ruas e a meta agora é continuar pontuando sempre entre os dez em todas as etapas. Fiquei feliz com esses oito pontos. Se mantermos essa média de oito a 12 pontos por corrida, consigo me manter entre os dez primeiros ao fim do campeonato.

Rodrigo Sperafico, 15º colocado: Nossa meta era pontuar novamente, já que estamos no início do trabalho com a equipe e ainda buscando o melhor acerto do carro”, disse Rodrigo. “A evolução tem sido constante a cada treino e corrida, apesar dos contratempos. Agora teremos um grande intervalo até a próxima etapa e vamos trabalhar para voltar ao Paraná um pouco mais competitivos.

David Muffato, 16º colocado: O meu carro estava muito bom, quase perfeito. Na última volta fui o mais rápido da pista e durante boa parte da corrida percebi que estava andando num ritmo tão bom quanto os líderes. Então, saio daqui satisfeito por marcar pontos mesmo diante de todas as dificuldades. Até ali vinha tudo muito bem, ganhei muitas posições nas primeiras voltas e já estava em 20º. No acidente, cai para último e precisei parar nos boxes para trocar o capô. Na saída, um fiscal me sinalizou de última hora impedindo meu retorno à pista, mas foi tão em cima que não deu para parar. Acabei recendo um drive thru (passagem extra pelos boxes) como punição. Considerando tudo isso, sair daqui com pontos foi muito positivo.

Allam Khodair, não terminou: O Tuka tentou uma ultrapassagem que não havia como ele completar. Eu já estava na curva e ele tentou passar no momento da freada. Não é assim que se ultrapassa com o uso do push to pass. É uma pena ter ficado sem marcar pontos pela segunda vez. Mas infelizmente temos que lidar com isso e buscar a recuperação nas próximas provas. O campeonato é longo e a última corrida do ano conta com pontuação dobrada.

Tuka Rocha, não terminou: A prova foi boa. Tínhamos um ritmo forte, mas infelizmente não pontuamos. Sobre o acidente (com Khodair), usei o push-to-pass para realizar a ultrapassagem, mas fui surpreendido com a fechada dele. Se eu soubesse que ele iria faria a manobra desta forma, nem usaria o push. Em Londrina, também farei minha estreia com a Stock Car, mas conheço bem de outras categorias: fiz pódio lá ano passado, largando em terceiro e chegando em segundo na Copa Montana. Londrina é bastante travada, quase como um circuito de rua. Esperamos andar bem novamente e marcar o maior número de pontos possível.

Duda Pamplona, não terminou: Eu estava bem próximo, e aquela é uma curva razoavelmente rápida. Da distância que eu estava deles, era impossível desviar. Consegui praticamente parar o carro, mas todos que vinham atrás não conseguiram. Foi uma pena. A equipe trabalhou muito bem durante o final de semana e a corrida se desenhava bem para que nossos dois carros pontuassem em boas posições. Este, definitivamente, não era o jeito que eu esperava que as coisas terminassem.

Vitor Meira, não terminou: Eu vinha colado no carro da frente, concentrado e focado na tentativa de ultrapassagem; além disso, o muro da curva tapava a visão, e quando vi já era impossível fazer qualquer tentativa de desviar. Acho que temos que tirar o melhor de cada situação. Em ritmo de corrida, nosso carro é muito bom. Agora temos mais de um mês para absorver tudo e trabalhar forte visando a próxima corrida. Nosso objetivo passa a ser melhorar nas classificações, para fugir destas confusões que acontecem no pelotão.

Valdeno Brito, não terminou: Até a primeira relargada, meu ritmo parecia ser bom, mas usei o “push-to-pass” para me defender e acabei passando na parte suja da pista. Ali não tive mais como fazer a curva. Bati na proteção de pneus, e, para piorar, minha ré não entrava. A batida foi bem na minha frente e eu tive que parar, pois não tinha espaço para escapar. Desliguei meu motor para não esquentar demais, mas depois ele não religou mais. Foi um fim de semana para esquecer. Em Londrina vamos tentar voltar ao ritmo que nós vínhamos mostrando e brigar pelas primeiras colocações.

Antonio Pizzonia, não terminou: Largando atrás não tem muito que fazer. O máximo que dá é ultrapassar uns três, quatro carros e ir pegando as posições de quem vai ficando pelo caminho. Largar sem push em uma pista dessa, fazer ultrapassagens é praticamente impossível. De repente o carro parou, entrou em modo de segurança e não religava mais. É um fim de semana para ser esquecido. Agora é bola para frente. Temos um mês para ajustar o carro.

Ricardo Sperafico, não terminou: Quando fiz a curva vi diversos carros parados e não tive como evitar o choque. Consegui frear e isso diminuiu a violência da batida, mas eu tinha acabado de contornar a curva quando bati e não deu tempo de tirar a mão do volante. O choque deve ter acontecido a uns 50km/h, então não foi nada grave. Só lamentei mesmo ter abandonado uma corrida que poderia ter rendido alguns pontos no campeonato.

Pedro Boesel, não terminou: O problema começou quando fui alinhar para o grid. Na segunda volta de alinhamento para o grid, o carro entrou em modo de segurança. Trocamos um fusível antes da corrida e o carro voltou a funcionar, mas quando fui largar, coloquei a terceira marcha e o problema voltou. Agora é pensar para frente para que esses erros não aconteçam mais.

EB – www.autoracing.com.br

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