Stock Car – Comentários pós corrida – Londrina 2012

domingo, 1 de julho de 2012 às 18:26

Stock12-LBurtiLuciano Burti, 2º colocado: Quando vi o tempo do Cacá no treino classificatório, sabia que seria difícil alguém tomar esta vitória dele. Eu consegui largar bem e valeu a estratégia de escapar dos outros antes de brigar entre nós. Quando conseguimos, apertei o ritmo e me aproximei do Cacá, mas ele reagiu na volta seguinte e mostrou que estava administrando a corrida. A partir de então minha preocupação foi manter a concentração e cuidar do carro até o final. Esse segundo lugar é um resultado importante para nós e agora o objetivo é buscar uma constância. O grande segredo da Stock Car é ter regularidade. As principais equipes conseguem andar sempre entre os dez primeiros, mesmo nos finais de semana mais difíceis. As quatro primeiras corridas não foram boas para nós, mas fizemos uma revisão e uma reestruturação. Nesse trabalho, encontramos algumas coisas que estavam erradas, identificamos o que não estava funcionando e o resultado apareceu aqui. Foi mesmo uma questão de trabalho na oficina. Agora, o objetivo é continuar com esse bom desempenho no restante da temporada.

Thiago Camilo, 4º colocado: Mantive a terceira posição na largada, usando, como todo mundo, o botão de ultrapassagem. Depois o Daniel Serra me passou na quarta volta e devolvi na seguinte, usando novamente o push. Lá para o meio da corrida ele estava se aproximando muito, e apertei pela terceira e penúltima vez o botão, e consegui abrir. Depois meu carro perdeu muito rendimento pelo desgaste excessivo dos pneus, usei o push para me defender dele uma vez, mas ele ainda ficou com um ‘tiro’ e me ultrapassou no fim. Ali os pneus estavam praticamente na lona e dei sorte de ainda conseguir me defender do pessoal que vinha atrás, e nestas circunstâncias o quarto lugar foi a melhor posição possível. Não subi de posição no campeonato, mas agora estou no bolo e se voltar a andar bem no Rio de Janeiro, daqui a duas semanas, certamente vou galgar posições.

Valdeno Brito, 6º colocado: Tinha carro para chegar pelo menos em terceiro. O carro não estava respondendo bem com o pneu novo, mas estava competitivo com o pneu velho. Foi exatamente o que aconteceu. A equipe me deu um carro muito constante para a corrida. Poupei pneus no começo, porque sabia que teria um carro muito bom no fim da prova. Mesmo sem o pódio, nosso saldo foi positivo, como a gente esperava o carro esteve bom na corrida. Marcamos bons pontos para o campeonato.

Marcos Gomes, 7º colocado: Mexemos no acerto depois do qualifying e o carro estava animal no começo, mas eu sabia que não conseguiria avançar quando fiquei sem o push”, explicou o piloto de Ribeirão Preto. “Depois, só me preocupei em levar o carro até o final. Além disso, os pneus já estavam bastante desgastados nas últimas voltas.

Julio Campos, 8º colocado: A troca de motor ajudou bastante, tínhamos um carro mais competitivo. Na hora de passar o Khodair, que estava com o pneu furado, tive de desviar, fui para a grama e depois não tive mais como brigar, pois fiquei longe do Marcos Gomes. No final, acabei chegando um pouco no pessoal, mas era tarde.

Antonio Pizzonia, 10º colocado: Aqui em Londrina sempre tem alguma batida ou safety car, mas neste ano a corrida foi bem tranquila para todo mundo. Consegui ganhar três posições e talvez seja um resultado pior do que a gente tinha capacidade, mas, por outro lado, estar no top-10 é sempre bom, são uns pontinhos para o campeonato. Agora é fazer a avaliação, evoluímos muito aqui. É chegar ao Rio de Janeiro e aproveitar essa evolução. Tentei preservar os pneus ao máximo. Meu pneu acabou ficando crítico, mas os que estavam na minha frente vinham piores. Estava torcendo para um safety car, estava economizando os pushes. Usei um na largada, um para passar o Átila e estava guardando os outros dois para o fim. Planejei ter um fim de corrida forte, mas pensei que fosse ficar mais embolado nas últimas voltas. Não cheguei o suficiente, talvez umas duas voltas a mais fossem o ideal.

Nonô Figueiredo, 11º colocado: Largar em 19º em Londrina, que tem um circuito travado, é um desafio. Mesmo com poucos “Push to Pass”, oito ultrapassagens. Em momento nenhum fui ultrapassado. Isso reafirma o potencial do nosso carro, esta etapa valeu muito aprendizado. Estou somando pontos em todas as etapas.

Ricardo Zonta, 12º colocado: O carro ficou muito desiquilibrado, pois o desgaste de pneu do carro foi bem grande. Desta forma, o carro ficou praticamente a corrida inteira desequilibrado e sofri com isso na hora de pilotar. Por isso, não deu pra passar muitos carros e ganhar mais posições. No final da corrida, nas últimas duas voltas, o carro começou a dar falta de combustível até que acabou sem combustível nenhum.

Átila Abreu, 13º colocado: Àquela altura, as coisas iam bem. O carro parecia muito competitivo no começo, do jeito que eu esperava. Só que a partir do momento que passei o Khodair e pulei para sexto, o carro passou a perder muito rendimento na parte traseira, não conseguia contornar as curvas do jeito que eu queria. No final, depois da corrida a gente viu que o pneu estava totalmente deformado, com bolhas e a gente não sabe o que pode ter sido. Agora vamos precisar fazer uma avaliação mais detalhada. Mas visivelmente foi esse o problema. Do meio para o final, quando começamos a ficar bem mais lentos tentei administrar pensando em somar alguns pontos para nossa posição no campeonato, porque um final de semana ruim pode comprometer. Aí consegui chegar em 13º.

Ricardo Sperafico, 15º colocado: Como usamos uma vez o botão de ultrapassagem na largada, o que é natural até mesmo para evitar a perda de posições, na corrida ficamos com apenas três possibilidades para o uso desse recurso. Com isso, apesar de eu ter um bom carro nas mãos, acabei não conseguindo ir além do 15o lugar, que foi justamente minha posição de partida.

Diego Nunes, 16º colocado: Desgastei os meus pneus traseiros para tentar equalizar o carro, mas no final quando ele melhorou já não tinha mais push e, como neste circuito é difícil passar, não deu para fazer muita coisa. Pelo menos conseguimos nos manter na 14ª posição no campeonato e agora vamos para o Rio tentar uma reação.

Popó Bueno, 17º colocado: O fato de largar atrás me deixou amarrado num pelotão, e isso dificultou também a ultrapassagem. Por isso, deixei para usar o botão de ultrapassagem mais pro final, com um carro mais equilibrado; mas, se forçasse mais, teria um desgaste de pneu maior. Temos que trabalhar essa questão para melhorar no Rio e evitarmos o desgaste de pneus, já que a pista também tem essa característica.

Denis Navarro, 18º colocado: No meio do bolo onde eu estava teve mais de oito trocas de posições. Eu passava e era ultrapassado de volta. Foram disputas muito pesadas, intensas e isso acabou me forçando a usar os pushes, porque se eu ficasse conservando muito para o final ia acabar ficando muito para trás. Cheguei a andar em 15º, passava com o push e depois os outros me passavam com push… Vale como experiência e conseguimos um ritmo legal na corrida. Não foi o melhor final de semana, mas pelo menos marcamos uns pontinhos e saímos com mais experiência. Foi uma prova muito disputada. A gente não era muito mais lento que os ponteiros, mas todo mundo tinha um ritmo legal nessa prova. Mais de 30 carros terminaram. Eu estava contando que aconteceriam alguns enroscos e eu poderia herdar umas posições, mas todos os carros chegaram no final.”Não houve nenhum safety car, 31 carros chegando… Enfim, foi uma corrida bem intensa essa realmente. E numa categoria acirrada como a Stock desembarcar na sexta sem a melhor condição acabou comprometendo.

David Muffato, 19º colocado: A largada foi complicada, acabamos perdendo contato com o pelotão da frente no momento da aceleração e eu achei até que a largada não seria autorizada. Com isso, cheguei a ser ultrapassado e ganhei poucas posições. Não era o que queria para largada, porque depois fiquei preso ali no bolo. Mas estamos saindo daqui com mais alguns pontos e agora é pensar no Rio de Janeiro.

Rodrigo Sperafico, 21º colocado: Tive um ritmo realmente muito bom nessa etapa, o que mostra que o rumo que encontramos para o acerto do carro está correto. Tivemos um salto de desempenho neste fim de semana, e minha expectativa era ter largado entre os dez ou 15 primeiros neste domingo. Embora minhas melhores voltas tenham sido muito próximas às dos primeiros colocados, fiquei preso no tráfego e não consegui grande evolução.

Pedro Boesel, 22º colocado: A prova foi bem atípica, praticamente todos os carros completaram e Londrina é uma pista difícil de se ultrapassar. Fiz uma boa largada, mas na terceira ou quarta curva a minha fila praticamente parou, perdi três ou quatro posições. Meu carro ficou um pouco traseiro, mas fiquei satisfeito com o fim de semana. Estamos dando a volta por cima, nossa performance melhorou. O Antonio sempre esteve rápido e fechamos com o primeiro Top 10 na temporada. Temos tudo para repetir a boa performance no Rio, casa do patrocinador, da equipe e onde eu moro. Foi positivo pela superação e trabalho nesse intervalo. Isso marca uma nova fase para a gente. O ritmo aqui é alucinante, 100% do começo ao fim, sem safety car. A temperatura é muito alta dentro do carro, o pé fica fervendo. É um desgaste muito grande, o ritmo da Stock Car é fortíssimo, mas vamos lá. Os pilotos vieram me parabenizar pela evolução no fim de semana, sabemos que a categoria é complicada. Saio feliz, apesar de não ter pontuado.

Tuka Rocha, 23º colocado: Larguei em último por conta de uma punição e, com os dez pushes (botão de ultrapassagem), ganhei dez colocações na pista, mas sem pontos. Geralmente em Londrina a corrida tem muitas disputas, acidentes, abandonos e safety car, mas nada disso aconteceu hoje. Pelo menos poupei pneus para etapa do Rio de Janeiro e certamente seremos mais competitivos lá.

Vitor Meira, 24º colocado: Não chegamos bem aqui em Londrina como equipe, e me incluo nessa também. A única coisa positiva foi que conseguimos parar a maré de alguém bater em nós, e, assim, conseguimos concluir mais uma corrida, o que era importante para mim, pois só tinha conseguido isso em Curitiba e sempre tinha alguma coisa acontecendo. Enfim, agora é pensar totalmente na prova do Rio.

Galid Osman, 25º colocado: Este não foi um bom final de semana para nossa equipe em termos de desempenho do carro. Vamos analisar o que aconteceu, porque a gente estava saindo muito de frente nas curvas de alta velocidade, o que prejudica muito a performance em uma pista como esta de Londrina. Em todo caso, estou otimista para o Rio de Janeiro, onde larguei na pole e fui no pódio no ano passado com a Copa Montana.

Duda Pamplona, 26º colocado: Acredito que a nossa classificação foi determinante para não conseguirmos fechar nos pontos, pois aqui em Londrina é muito difícil de ultrapassar, então, você faz uma corrida em fila indiana. Agora, vamos focar no Rio, pois temos muito o que melhorar para ficarmos competitivo.

Eduardo Leite, 27º colocado: Não achamos um bom equilíbrio para o carro e, largando lá atrás, fica difícil vir mais pra frente e aqui não dá para passar.

Allam Khodair, 30º colocado: Foi uma pena, porque vínhamos muito bem. Nosso ritmo de corrida era bom e certamente chegaríamos para brigar pelas primeiras posições. O lado bom é que mais uma vez conquistamos um bom lugar no grid de largada e mais uma vez tivemos um carro muito rápido na corrida. Infelizmente as últimas corridas não deram certo para nós. Mas uma hora vai ‘encaixar’. E quando isso acontecer, nós vamos ganhar. Em um campeonato como este, com pontos corridos e sem descarte, é muito ruim ficar sem pontuar. Mas acredito que na próxima corrida será diferente. O acerto do Rio de Janeiro é muito parecido com o de Londrina. Nosso carro foi muito bem aqui e tem tudo para ser bom lá também.

EB – www.autoracing.com.br

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