Stock Car – Comentários pós corrida – Jacarepaguá 2012

domingo, 15 de julho de 2012 às 14:27

Stock12-PizzoniaAntonio Pizzonia, 4º colocado: O mais importante foi a nossa estratégia, de poupar pneu o máximo possível no início para poder levar vantagem no final. Foi o que eu fiz. No meio da corrida comecei a perceber que o pessoal na minha frente estava com um desgaste maior. Preparamos o carro para isso e comecei a ficar mais rápido que eles. Enfrentamos um problema de freios no final, mas conseguimos um bom resultado. A largada foi muito boa, sabia que precisava me concentrar em fazer uma boa largada para poder terminar bem. Assumi a quarta posição já no início e continuei entre os primeiros até o final. Faltando cerca de 15 voltas para o final eu comecei a ter problemas de freio, com isso perdi um pouco de tempo. Chegava nas curvas mas não conseguia parar o carro. Nas últimas cinco voltas estava praticamente sem freio. Tive que o usar o freio motor, tirava o pé e reduzia. Mesmo assim foi uma corrida fantástica. Um bom resultado para mim e para a equipe.

Nonô Figueiredo, 6º colocado: O fim de semana começou bem, mas a 13ª colocação no grid não era o esperado. Eu e o Átila largamos bem, mas sabíamos que no Rio de Janeiro todos os carros perderiam muita performance no decorrer da prova. O determinante era saber quando optar pela agressividade em detrimento do equipamento e vice-versa. O 6º lugar é uma boa posição diante de uma categoria tão competitiva quanto à Stock Car, mas quero mais. Com uma melhor posição no grid posso lutar pelo título, é isso que eu vou buscar. Agora vou ter que correr muito contra o prejuízo. Esse resultado não poderia ter acontecido. Não pontuar complica muito, caí muito na tabela. Se tivesse terminado nas posições que eu estava, por volta do sexto lugar, agora estaria em quarto no campeonato. Mas não adianta ficar chorando o que passou. É brigar para vencer corridas na segunda metade da temporada. Só chegar na frente não adianta mais, é preciso descontar os pontos dos primeiros. E para isso é lutar por pódios e vitórias.

Denis Navarro, 7º colocado: Foi uma corrida muito difícil, com muitas trocas de posições, e no final, com o carro muito desgastado, acabei sofrendo pressão dos pilotos quem vinham atrás. Mas, estar no Top 10 novamente é bacana e faz manter uma boa regularidade no campeonato. Guardei um push para a última volta e isto evitou que eu fosse ultrapassado pelo Cacá Bueno e o Duda Pamplona. Recebi um toque de leve do Duda, coisa normal de corrida, e ter este push fez toda diferença. O final da corrida foi emocionante. Agora é tentar trabalhar para estar no Top 5 na próxima etapa e seguir pontuando bem no campeonato. A corrida no autódromo do Rio de Janeiro é sempre muito desgastante, principalmente para os pneus, mas conseguimos um bom equilíbrio no carro que garantiu o resultado.

Duda Pamplona, 9º colocado: A largada não foi muito boa, além de largar do lado sujo da pista, o Átila ainda me espremeu um pouco. Mas o nosso intuito era salvar mais para o final da corrida e realmente depois da metade da prova nosso ritmo estava melhor. Infelizmente na última volta eu já não tinha mais push quando ultrapassei o Denis, mas ele e o Cacá tinham o push e terminaram na minha frente. Bom, conseguimos pontuar e isso é muito importante para a equipe daqui pra frente no campeonato.

Pedro Boesel, 10º colocado: Foi a minha melhor corrida e, com certeza, a que tive o melhor equipamento. Se a gente tiver sempre um carro bom, temos como ser competitivo. Se não tivesse errado na classificação, poderia ter largado entre os dez primeiros e o resultado seria melhor. Mas estou super feliz. A equipe está de parabéns, pois colocar os dois carros no top-10 mostra que o trabalho foi bem feito no fim de semana. Nas voltas finais, foi um grande desafio segurar o carro, por conta do desgaste dos pneus. É difícil estar no meio de disputas acirradas e ter a consciência para poupar o equipamento. Arrisquei quando tive que arriscar e fiz uma corrida bem consciente. Sabia que seria difícil segurar o Cacá (Bueno) nas voltas finais, porque ele vinha virando muito rápido. Estou feliz por este top-10 e espero manter o ritmo nas próximas.

Julio Campos, 11º colocado: Esse tipo de pista muito abrasiva, com um asfalto que ainda não tínhamos pego esse ano, realmente, eu não gosto de andar nesse tipo de pista. Essa pista não é asfalto é o resto do resto de Jacarepaguá, então é buscar o resultado na próxima. Nossa ideia era chegar entre os oito e ficar se mantendo no campeonato com uma boa classificação na tabela, nós queremos chegar entre os cinco, então é lutar corrida a corrida e ir buscando esse resultado.

Popó Bueno, 12º colocado: Não achamos o melhor acerto para a classificação, largamos em uma posição ruim, pois a equipe tem capacidade de largar bem mais na frente e para a corrida achei que teria um carro, que depois de uma certa volta ele fosse mais constante e eu conseguisse vir para cima, para ganhar posições e chegar entre os dez primeiros. O carro ficou muito dianteiro e a pista abrasiva se perde muita tração o que me tirou qualquer possibilidade de poder ir mais para frente.

Valdeno Brito, 14º colocado: Sabia que a corrida no Rio seria muito difícil pelas circunstâncias (de largar em último) e tive que forçar um pouco no começo da prova para ultrapassar. Meu pensamento era de poupar os pneus para chegar bem, mas tive que passar da conta e sofri nas últimas cinco voltas com pneus em condições piores. Do contrário, daria para chegar mais na frente. Mesmo saindo em 32º lugar, fizemos uma grande prova, mostrando que nosso bom desempenho não tem nenhuma vantagem do item que nos causou a desclassificação ontem. Não fosse a punição, com certeza a gente teria chances de lutar pelo pódio. O importante é que, apesar de tudo, consegui alguns pontinhos importantes para a temporada. Estamos fazendo um bom campeonato.

Galid Osman, 15º colocado: Avalio que foi uma corrida muito boa. Foi uma pena o toque que levei no meu carro logo no começo da corrida, porque com isso perdi sete posições. Isso me impossibilitou de terminar entre os 10 primeiros. Mesmo assim, consegui pontuar e agora é trabalhar para a próxima etapa, em Salvador. Foi uma disputa muito interessante. Passei uma vez, depois ele me ultrapassou. Acho que foi bem legal, a gente estava com um ritmo muito bom. No fim estava difícil administrar os pneus, mas o acerto do carro estava equilibrado. Faltou sorte mesmo na batida que levei no começo da prova.

Vitor Meira, 18º colocado: Foi um fim de semana que começou dificíl e podemos dizer que terminou razoável. Conseguimos recuperar um pouco, mas o que mais me deixou feliz foi ver os dois carros da Officer pontuando, isso ainda não tinha acontecido este ano. Pode dar inicio a uma maré de sorte, e para essa segunda fase do campeonato é fundamental. Tivemos dificuldades, coisas que talvez deveríamos ter feito e não fizemos, e ainda com tudo o que eu tenho que aprender na Stock a pista não me ajudou muito, eu não me adaptei com facilidade. Mais uma vez, independente da posição, o importante foi ter os dois carros da equipe na zona de pontuação.

David Muffato, 19º colocado: Foi complicado, além da dificuldade com o carro eu tinha essa questão pessoal, estava freando com o pé direito, algo que não fazia havia muito tempo, e por isso às vezes precisava frear até cedo demais. Diante dessa situação, é muito bom sair daqui marcando pontos. Agora, quero me concentrar nesta recuperação, tenho cirurgia marcada para quarta-feira (18) e com certeza estarei 100% para buscar um bom resultado em Salvador, uma pista que gosto muito e onde acho que teremos um bom equilíbrio no carro. O objetivo é alcançar melhores resultados, porque a gente sabe que não adianta pontuar em todas se não for lá na frente.

Eduardo Leite, 20º colocado: Levei alguns toques depois da largada e isso soltou o meu extrator. Com certeza, atrapalhou no rendimento do carro, que também estava bem dianteiro. Não tive como vir mais pra frente, mas pelo menos deu pra marcar um pontinho.

Tuka Rocha, 23º colocado: Desde a quinta etapa da temporada, em Londrina, estamos com dificuldades e não conseguimos ser competitivos. Temos de parar e pensar no que está acontecendo. Agora é aproveitar os 40 dias até Salvador para trabalhar.

Ricardo Zonta, 24º colocado: Em uma corrida onde o pneu é muito importante, este furo foi fatal. Bola para a frente, agora.

Átila Abreu, não terminou: Agora vou ter que correr muito contra o prejuízo. Esse resultado não poderia ter acontecido. Não pontuar complica muito, caí muito na tabela. Se tivesse terminado nas posições que eu estava, por volta do sexto lugar, agora estaria em quarto no campeonato. Mas não adianta ficar chorando o que passou. É brigar para vencer corridas na segunda metade da temporada. Só chegar na frente não adianta mais, é preciso descontar os pontos dos primeiros. E para isso é lutar por pódios e vitórias.Após a largada, notei que a temperatura começou a subir. Ele (Nonô) me ultrapassou e eu consegui ultrapassar de volta, mas a seguir o modo de segurança desativou o motor, que estava com temperatura superior a 100ºC. Aí tive que recolher para os boxes. Trocamos o motor de um dia para o outro, mas o furo de radiador pode ser muitas coisas… uma pedra, alguma coisa solta. Vamos avaliar nos próximos dias. Não acredito que tenha sido falha humana na troca do propulsor, porque aconteceu no meio da corrida (se tivesse algo solto o problema teria se apresentado antes). Foi uma infelicidade, um grande azar.

Diego Nunes, não terminou: No classificatório, tivemos algum problema, que nos atrapalhou para largar mais na frente. Mas o carro estava muito bom na corrida. Acho que o melhor carro que tive este ano durante uma prova. Era muito rápido e tinha chances de terminar bem classificado. Infelizmente, o freio começou a falhar, até que não consegui mesmo parar e passei reto. Ainda bem que tinha uma boa área de escape, pois não conseguia frear o carro e ele foi deslizando até parar.

Luciano Burti, não terminou: Eu não entendi muito bem o que aconteceu, o Rodrigo freou forte e não tive como evitar o impacto. Não foi proposital, claro, mas ele acabou rodando e eu segui em frente com o carro muito danificado. Aí ficou difícil. Mesmo antes de escapar, o capô levantava e eu perdia rendimento na reta e nas curvas. A largada foi boa, ganhei algumas posições, mas foi também bastante tumultuada. Antes da batida, deu para perceber que estávamos com um carro razoavelmente competitivo, dava para andar bem na parte final da prova. Foi uma infelicidade. Mas a expectativa para Salvador é boa, espero que a gente mantenha essa tradição de andar bem em pistas mais travadas.

EB – www.autoracing.com.br

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