Stock Car – Comentários pós corrida – Curitiba 2013

domingo, 17 de março de 2013 às 14:50
Thiago Camilo

Thiago Camilo

Thiago Camilo, 3º colocado: Estamos apenas na segunda de doze corridas, e marcar pontos em todas, bons pontos, de pódio, é fundamental para quem pensa no título. Na primeira corrida eu tinha carro para brigar pelo pódio e acabei fora da disputa por um problema no pneu. Aqui, tinha um bom carro, mas quando vi que não era o suficiente para passar o Ricardinho, preferi levar até o fim. Não ia recuperar o prejuízo de Interlagos em uma corrida. Tivemos uma boa chance de ganhar posições no pit stop, mas perdemos um pouco de tempo. Eu entrei colado no Khodair e ele saiu na liderança, enquanto eu me mantive em quarto. Ele (Valdeno) usou o push (botão de ultrapassagem) no fim da reta e me passou, eu usei na reta oposta e devolvi.

Valdeno Brito, 4º colocado: Foi uma prova bastante disputada, com todos os pilotos da frente virando voltas rápidas e com uma estratégia de reabastecimento parecida. Por isso, fico feliz de fazer muitos pontos hoje e seguir na disputa da liderança. O campeonato ainda está começando, mas na Stock Car o nível de competitividade é muito alto e é preciso estar bem na disputa pelo título desde as primeiras provas para chegar na final com chance de ser campeão. Além deste problema do rádio, corri boa parte da prova com o para-brisa sujo com lama que foi espirrada de um carro que vinha logo à minha frente. A visibilidade ficou prejudicada e quase escapei da pista em duas ocasiões.

Ricardo Zonta, 6º colocado: Foi uma ótima corrida. A equipe tem feito um ótimo trabalho desde a primeira etapa e estou muito feliz em estarmos ocupando essa posição no campeonato de equipes. A Stock Car é a maior categoria do automobilismo brasileiro com grandes equipes e nossa meta sempre foi trabalhar muito para estarmos entre as melhores e essa evolução vem acontecendo com bons resultados na pista. Vamos trabalhar pesado para mantermos esse desempenho.

Átila Abreu, 8º colocado: Foi uma corrida de muito aprendizado. Pela performance dos treinos, a expectativa era mais alta para a tomada e a corrida. O resultado não foi o que a gente esperava, mas não é todo ruim num campeonato de pontos corridos. Saio aliviado, porque pela condição que tivemos de carro o resultado não foi tão ruim. O carro empurrava de frente desde a tomada e isso se repetiu na corrida. Administrar a temperatura dos pneus também foi crítico. A gente sabia que poderia ter problema, como o carro do Khodair teve. Pontuar, com os adversários principais pontuando é importante. E temos que saber tirar proveito quando eles tiverem problemas.

Sergio Jimenez, 9º colocado: Para uma categoria tão forte e equilibrada como a Stock Car, nossa corrida foi muito boa. O carro hoje estava muito melhor do que ontem, o que mostra o ótimo trabalho que a Voxx Racing fez e que ele tem muito potencial e é bem competitivo. Achamos um bom caminho e terminei a corrida em nível igual aos ponteiros. Vamos manter este nível para a próxima etapa, em Tarumã.

Rodrigo Sperafico, 10º colocado: A gente precisava treinar, terminar uma corrida para avaliar nosso desempenho, porque na primeira etapa nenhum dos dois carros terminou. E a corrida de hoje serviu para isso. Vimos que o carro é bom, que estamos no caminho certo. Procurei evitar os incidentes de largada, que me prejudicaram em São Paulo. Depois consegui manter um ritmo durante a prova, mas não era exatamente o que eu esperava. Fizemos algumas mudanças no carro depois da classificação, e elas não funcionaram totalmente. Então eu não tinha o mesmo ritmo dos ponteiros. Por outro lado, não tinha problemas para me manter no Top-10. Foi bom marcar pontos e ganhar essa quilometragem com o carro. Vai começar do zero para todo mundo, porque vamos ter que buscar um novo acerto do carro com essas molas. É, praticamente, um novo começo de campeonato.

Júlio Campos, 11º colocado: Achei que se tivesse sol hoje eu não aguentaria. A temperatura foi fundamental para eu conseguir fazer a prova. Também usamos um ar-condicionado voltado para o meu rosto. Se não fossem esse aparatos, eu não teria condição nenhuma de correr Alguém tocou na minha traseira e, consequentemente, eu encostei a frente em outro carro. Com isso, quebrou o airbox e eu perdi pelo menos seis quilômetros de velocidade final nas retas. Mas, no geral, foi ótimo. Não tenho do que reclamar. Terminar a corrida no estado que eu estou, marcar pontos para a equipe em casa, tudo foi positivo diante das circunstâncias. Amanhã tenho uma consulta médica, uma série de exames e se for realmente hepatite, como parece ser pelos sintomas, preciso ficar pelo menos 20 dias de repouso.

Tuka Rocha, 12º colocado: Foi um final de semana muito produtivo. Na minha segunda corrida na equipe ocupo a sexta posição na tabela de classificação e isso é crucial para entrar na briga pela título. Estamos no caminho certo. Agora é trabalharmos para evoluirmos ainda mais em Tarumã.

Denis Navarro, 13º colocado: Hoje, assim como em São Paulo, nossa corrida foi de recuperação. Tínhamos um ritmo legal no começo, mas foi tudo bem embolado e tive que passar muita gente. No geral a corrida foi boa, mas ainda precisamos melhorar o carro em alguns pontos. Confirmamos que temos equipamento para brigar pelo top-10 em cada prova.

Nonô Figueiredo, 14º colocado: Foi uma corrida bem difícil. Na largada levei vários toque de principiantes na categoria, acabei perdendo muitas posições pela inexperiência deles. A partir disso tive que me recuperar da melhor forma. Terminei em 14º e pontuei. O campeonato começou para mim agora.

Popó Bueno, 16º colocado: Foi uma corrida bem movimentada e nosso rendimento melhorou na parte final da prova, com pneus mais usados. Mas sabemos que nosso potencial é muito maior do que o resultado de hoje. Eu e a equipes estamos empenhados para encontrar o problema do carro e já em Tarumã andar entre os primeiros.

Allam Khodair, 18º colocado: Foi uma pena. A corrida era nossa. Nós ainda estamos averiguando o que aconteceu. Uma das possibilidades que estamos estudando foram os toques, normais, de corrida, que troquei com o Daniel Serra no início da prova. Temos equipamento para ocupar uma posição muito melhor. Vamos tirar esta diferença em Tarumã. O trabalho da equipe está ótimo, o carro é bom. O campeonato está só começando. Vamos superar isso.

Fábio Fogaça, 20º colocado: Acabei perdendo posições na largada porque a fila de fora andou mais rápido. No miolo tomei um toque, fui para a grama e, como estava molhada, acabei rodando e caindo para último, cinco ou seis segundos atrás do penúltimo colocado. Corridas como esta ajudam no aprendizado, claro, mas não é o que eu queria. Queria fazer ultrapassagens para subir entre os dez primeiros. Mas esse tipo de situação faz parte do jogo. Vamos para a próxima.

Marcos Gomes, 21º colocado: Tive azar na largada, alguém bateu no meu carro que acabou me jogando pra cima do Rubens Barrichello e fechou a entrada do air box, limitando a potência do motor, o que me fez perder diversas posições. Na parada consertamos isso, mas já era tarde. Fiz o possível para me recuperar. Uma pena, porque o carro estava bastante competitivo, daria pra chegar entre os melhores, mas isso acontece. Vamos pensar agora em Tarumã onde espero que as coisas sejam mais positivas para a equipe.

Felipe Lapenna, 25º colocado: O começo foi muito bom. Passei 11 carros na primeira volta, consegui dar um pulo muito bom e me encaixar, o que é fundamental pois não adianta passar e não conseguir o posicionamento adequado depois. Perdia um pouco nas curvas de alta, quando o carro ficava dianteiro demais. Isso é um ponto que podemos melhorar no carro. Mas estava rápido até o contato com o Rubinho. Por azar toquei com o Rubinho num incidente totalmente de corrida. Prejudicou os dois, porque tomei punição e perdi várias posições”. O interessante é que eu consegui completar a primeira corrida e estou feliz por isso. Sei que melhorando um pouco o carro dá para andar entre os 15 primeiros e marcar ponto.

Rafa Matos, 26º colocado: Eu estava feliz com o equilíbrio do carro. Tinha um ritmo bom, em 13º, e estava chegando no Julio Campos e no Tuka Rocha, e vinha economizando o push (to pass), para tentar algo na volta derradeira, mas o pneu não aguentou e estourou. Fui para o box para poupar o equipamento e àquela altura não nada para fazer mais nada. Não fosse isso, acredito que tínhamos boas chances de estar de novo entre os dez. Uma pena.

David Muffato, 29º colocado: Eu não saí da pista, provavelmente passei por cima de um detrito e furou o pneu, o que acabou com a nossa prova. O carro estava bom, larguei bem ganhando algumas posições, sai do enrosco do começo, mas aí o pneu acabou com a corrida. Aproveitei o resto da prova para andar mais, já que em São Paulo abandonei cedo. O prejuízo está ficando grande, por isso temos que começar a nos recuperar em Tarumã.

Beto Cavaleiro, 30º colocado: Foi uma corrida bem movimentada, com estratégia de box. Consegui andar mais no meio do bolo com os outros pilotos, ultrapassando e sendo ultrapassado. É fundamental acumular quilometragem e hoje foi mais um dia assim. Hoje estava mais confortável com as regulagens feitas dentro do carro, trocando barra da suspensão, passando freio para frente e para trás… Também usei todos os push-to-pass, que em São Paulo só usei dois.

Wellington Justino, 32º colocado: A corrida estava boa, eu já tinha conquistado 11 posições e estava pontuando novamente, que era nosso objetivo, mas essa falha bem no final nos tirou qualquer chance. Fico chateado, mas já temos que pensar na próxima etapa e não adianta ficar lamentando.

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