Stock Car – Comentários de sábado – Interlagos 2020

sábado, 22 de agosto de 2020 às 14:52

Ricardo Zonta

Cesar Ramos, P2: Estou muito feliz com esse sábado. Claro que quando você larga na pole quer e espera ganhar, mas dentro das circunstâncias que se apresentaram o segundo lugar foi o melhor possível, e mostrou que a equipe está fazendo um trabalho muito forte e consistente para me dar um bom carro em qualquer condição. Na volta dos pits, com pneus slick e a pista ainda molhada em alguns trechos, eu demorei um pouco para encontrar o melhor ritmo, mas no fim estava andando tão rápido ou mais que o Nelsinho. Foi importante também essa experiência com os pneus de pista seca porque amanhã provavelmente será essa a condição da Corrida do Milhão, e sabemos que temos chance de brigar de novo pela vitória.

Ricardo Zonta, P3: O fim de semana estava difícil com os treinos no molhado, e trabalhamos bastante, mas não aparecemos em hora nenhuma entre os cinco, nem entre os dez. Mudamos bastante o carro para as condições de chuva, para a classificação. Conseguimos classificar em quarto, até mesmo foi muito bom largar entre os quatro primeiros, porque você sai da confusão de largada, mesmo com o safety car. Quando começou a secar, eu senti que os meus pneus de chuva ainda estavam bons, ainda conseguia ir para cima e fazer ultrapassagem. Quando coloquei o pneu de seco, a saída do boxes estava muito molhada, todo mundo correu um risco muito grande de deslizar. Mas deu tudo certo, e estou bastante feliz. Mesmo com todas as circunstâncias e confusões que deram na corrida, com pilotos com pneus de chuva no meio dos pilotos com pneu de seco, teve situações em que quase me tiraram da pista. É Stock Car. Stock Car é competitiva, e você tem de estar na hora certa e no lugar certo, e neste ano, estamos. Hoje sou líder do campeonato, com uma vitória e dois pódios, isso é muito bom para nós. Vamos tentar amanhã fazer uma classificação e uma corrida mais agressiva, para saírmos completamente líderes.

Rafael Suzuki, P4: Foi um dia bom, não posso reclamar. Estivemos competitivos o tempo todo, tanto na classificação, quanto na corrida. Fica um gostinho um pouco amargo de estar tão perto do pódio e não conseguir. Mas todo mundo fez um grande trabalho, conseguimos bons pontos. E vamos analisar os dados para a corrida de amanhã. Essa já passou. Agora vamos focar na próxima.

Gabriel Casagrande, P6: Foi uma corrida bacana e conseguimos um bom resultado. No início tivemos um pouco mais de dificuldade porque não era uma condição nem de pista seca e nem de chuva, a pista estava uma ‘meleca’ como costumamos chamar este tipo de situação. Nós perdemos um pouco de tempo no procedimento de pit-stop, então tive que recuperar posições depois e com os pneus de pista seca o ritmo do carro era bom. Foi legal recuperar, fiz boas ultrapassagens e cheguei em sexto. Agora vamos pensar na corrida de amanhã, a previsão é de que não chova, então acredito que o carro tenha boas condições de brigar pela ponta. É possível sonhar até com pódio amanhã.

Rubens Barrichello, P7: Foi um dia super emocionante. Todas as corridas em que a pista vai secando e você está com os pneus de chuva e tem de trocar para os pneus slicks, já são emocionantes por si só. Nós largamos em 13º, lembrando que a gente carrega 30 kg a mais por chegar aqui líder do campeonato. Esse é um ‘pesinho’ que fez a gente perder um pouquinho na subida da Junção. Mas vamos ter a noção certa amanhã, na Corrida do Milhão, onde não haverá a regra do lastro. Estou satisfeito com o sétimo lugar. Eu estava em sexto e o Casagrande me passou na linha de chegada. Mas foi uma bela luta e fiquei feliz. Agora é focar na Corrida do Milhão amanhã e lutar pela terceira vitória nesta prova, que seria a minha primeira também em Interlagos.

Gaetano di Mauro, P8: Estou muito feliz com o resultado, uma pena que perdemos muito tempo nos boxes. Era para estarmos ali no bolo para tentar a quinta colocação. Mas trabalhamos bastante e conseguimos um bom equilíbrio no carro para a corrida. Largamos bem, ganhei várias posições no começo, e, depois do pit, recuperei o que dava. Eu tinha guardado os pushes para a parte seca da corrida, e fiz o que dava. Tiramos o máximo que podíamos da corrida.

Allam Khodair, P9: Uma pena não ter largado em uma posição melhor, porque nosso carro cresceu muito durante a prova e poderíamos ter brigado pelas primeiras posições. Mas o mais importante foi termos conseguido somar pontos importantes para o campeonato e nos mantermos na briga. Amanhã teremos uma nova classificação, outra corrida e acredito que estaremos numa condição melhor para lutar pela vitória.

Bruno Baptista, P10: Eu estava fazendo uma excelente corrida, principalmente depois que troquei os pneus nos boxes. Cheguei ao quinto lugar e até acreditava que poderia ainda melhorar, porém, tomei uma batida forte na traseira do Rubinho e não só perdi o quinto lugar para o Ricardo Maurício, como caí na mesma hora mais duas posições. Foi na curva do Laranjinha e o meu Corolla ficou bem danificado na caixa de roda, que passou a raspar no pneu. Dei sorte de completar a corrida e de terminar ainda em décimo.

Átila Abreu, P12: Na chuva, logo que começou, com pouca água na tomada, tínhamos ido bem no Q1, porque tinha um pouco mais de água, nosso carro ficou muito traseiro muito rápido. No Q2 já sofremos com isso, caímos a performance. E assim que largou o carro ficou muito traseiro desde o início, e fui ficando muito lento. Eu vi que a pista iria secar, então esperei abrir a janela para trocar o pneu. No pit stop, perdi uns quatro cinco segundos. No seco, o carro tinha um bom comportamento, vim fugindo das confusões, estava em 20º e cheguei em 12º, consegui ganhar algumas posições. Fica uma decepção depois do treino, mas é corrida. Quando você não pode mexer no carro da tomada para a corrida, você fica um pouco vendido, e estávamos torcendo mais para chover do que secar, pelo receio de o carro ficar traseiro. É um aprendizado, conseguimos salvar uns pontos numa situação adversa, numa corrida que tinha tudo para ser até pior. Vamos focar amanhã na Corrida do Milhão, que deve ser uma outra condição de pista.

Diego Nunes, P14: Nossas maiores dificuldades estão aparecendo com pista molhada. Com pista seca, já mostramos, tanto hoje como em Goiânia, o quanto estamos competitivos. Como a previsão para amanhã não aponta chuva, acredito que estaremos bem mais fortes do que hoje.

Galid Osman, P15: A corrida foi bem difícil. Não tinha muita estratégia, era aproveitar o máximo das oportunidades. O que me deixou contente é que, com o pneu de seco, cheguei a fazer a melhor volta, então eu estava superbem. Estou bem confiante para a Corrida do Milhão, se fizer tempo seco, poderemos conseguir largar lá na frente.

Cacá Bueno, P16: Foi uma corrida complicada. Largando em 16º, consegui evitar muito contato na largada e vinha num bom ritmo de corrida, acompanhando o Rubinho (Barrichello, que terminou em sétimo), o Daniel (Serra) e sabia que poderia somar bons pontos para o campeonato. Infelizmente, após o pit stop, levei um encontrão do Pedro Cardoso, quando ele estava saindo dos boxes, que me fez perder muito tempo. Depois acabei sendo envolvido num acidente com o Guilherme Salas, quando já estava ultrapassando ele e o (Matias) Rossi, no S do Senna. Agora é recuperar o carro, que ficou um pouco danificado e pensar em amanhã, que já tem classificação e a Corrida do Milhão Solidário.

Júlio Campos, P18: Infelizmente, foi um erro no pitstop. Fui liberado com dois compostos de cada condição de pista, ainda consegui brigar por posições nas primeiras voltas, mas depois não tinha mais o que fazer. É uma situação que acontece, ainda mais com o tempo que ficamos sem correr. O importante é que voltamos a estar competitivos e com condições de brigar pelo pódio. Agora é pensar na Corrida do Milhão, onde temos que fazer uma boa classificação, com chances de uma grande corrida.

Thiago Camilo, P22: Mesmo com os 20 quilos a mais eu estava atrás do Suzuki, que chegou em quarto, no momento do incidente, e ia disputar lá perto do pódio. Lamentável sair sem pontos hoje, mas tenho certeza de que terei um carro competitivo amanhã.

Matias Rossi, não terminou: Foi um dia difícil, acabei levando um toque, depois de um incidente na minha frente. Tentei esquivar, mas um piloto me acertou e danificou bastante o meu carro. Tive de vir para os boxes. Na classificação, também não consegui estar entre os mais rápidos. Não foi um dia bom, mas agora vamos trabalhar para amanhã, no reparo do carro e tentar melhorar.

Pedro Cardoso, não terminou: Foi uma pena, fiquei chateado com o incidente. A gente tinha ritmo na prova, fizemos um pit-stop e estava na volta de saída quando veio o impacto do Cacá (Bueno) na freada da reta oposta. A gente provavelmente ficaria na briga pelo top-10. A gente já sabe do que o carro é capaz e amanhã vamos com tudo para tentar a melhor colocação possível na Corrida do Milhão. A previsão não é de pista molhada, como foi hoje, e a equipe tem uma base de setup com os dados que conseguiu colher com o Gabriel (Casagrande), meu companheiro de equipe.

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