Stock Car – Comentários de domingo – Campo Grande 2015

domingo, 13 de setembro de 2015 às 19:00

Allam Khodair

Allam Khodair, 2º/7º colocado: Saltamos três posições na tabela e isso é muito bom, porque entramos na reta final do campeonato e queremos chegar na última corrida entre os candidatos ao título. Mas, ao mesmo tempo, também fica uma pontinha de frustração porque, com todos os ‘pushs’, poderíamos ter vencido a primeira prova e até voltado ao pódio na segunda. A sensação de correr sem ‘push’ é a mesma de estar sem calças. Aqui em Campo Grande, uma pista com poucos pontos de ultrapassagem, ganhar posições sem ele era muito difícil. Mesmo estando mais rápido que o piloto da frente. Tive que ficar muito atento na briga com o Marcos Gomes na primeira corrida. Cada vez que eu apertava o botão, ele apertava duas.

Thiago Camilo, 3º/17º colocado: É uma pena acontecer um problema mecânico que foge ao nosso controle numa etapa onde eu precisava me aproximar dos líderes do campeonato e tinha carro para isso, prova é que ainda consegui subir ao pódio na primeira corrida. Mas na segunda não deu para aguentar o esforço.

Ricardo Maurício, 4º/3º colocado: Foi uma construção durante todo o fim de semana, o carro não estava muito bom quando iniciamos os treinos, mas no classificatório já tínhamos encontrado um bom setup que se manteve competitivo nas duas corridas. Fui administrando o push do meio da primeira corrida para frente para garantir que ainda teria esse recurso na segunda prova.

Júlio Campos, 9º/não terminou: Meu carro estava com uma vibração horrível desde a largada. Nas retas, parecia até que os olhos iam saltar da cara.

Ricardo Zonta, 11º/11º colocado: Com certeza nossa corrida seria outra largando na pole na etapa 2, mas eu tinha poucos pushes, em função de uma punição que eu e outros 4 pilotos recebemos após a etapa de Cascavel (por uso do push na largada). Mesmo assim, estou feliz com a evolução no campeonato, subimos mais algumas posições e estamos nos aproximando da meta de ficar no top-10 da tabela.

Valdeno Brito, 12º/9º colocado: Com as boas pontuações nas últimas etapas, consolidamos bem nossa posição entre os ponteiros da Stock Car, sendo que estamos a apenas 22 pontos do quarto colocado, por exemplo. Está tudo muito embolado neste grupo e por isso é fundamental marcamos muitos pontos mesmo quando a gente não tem chance de vitória, como foi nosso caso hoje. Tive um problema no balanço de freios que nos tirou um pouco de competitividade, mas mesmo assim terminar o saldo foi bem positivo para nós em Campo Grande.

Antonio Pizzonia, 16º/não terminou: Mas nem sei se essa batida que levei seria tão determinante porque sofri demais com a perda de eficiência dos freios e a quebra da correia do alternador. Foi por causa desse problema elétrico que tive de parar na segunda corrida.

Sergio Jimenez, 13º/8º colocado: Na primeira prova estava brigando entre o sexto e o nono colocado, mas cometemos um erro de estratégia. Escolhemos juntos e não foi ideal, trocamos dois pneus, então a gente perdeu o top10, que foi uma falha nossa. O ritmo era bom pra andar entre os seis primeiros, mas isso comprometeu inclusive a corrida dois. Vínhamos bem, quando tinha uma igualdade em sentido de pushs. Fizemos alguns pontos, colhemos informações importantes e conseguimos terminar as duas corridas, e isso é positivo.

Gabriel Casagrande, 18º/14º colocado: Eu cometi muitos erros no início da corrida que me custaram posições importantes e a gente acabou errando na estratégia do box. Trocamos os dois pneus, e isso me fez perder mais seis ou sete posições. Era pra estar brigando ali pelo décimo lugar pra tentar largar na frente na corrida dois. A gente tinha um bom carro, mas preso no pelotão não dá nem pra andar direito, então foi o que deu pra fazer, conseguimos alguns pontos. Agora é pensar na prova em Curitiba.

Átila Abreu, 14º/13º colocado: Com o carro que a gente tem, saímos até no lucro, porque a performance foi muito baixa. Cheguei pela experiência de corrida, sabendo que seria importante pontuar e levar o carro até o fim evitando acidentes. Nossa realidade não era nem para andar entre os 15. Ia parar uma volta mais à frente, mas temia a entrada do safety-car em razão de um carro rodado na curva 1. Ideia era aproveitar a pista livre e usar o botão de ultrapassagem, trocar apenas um pneu e tentar ganhar posições no box, para tentar chegar entre os 10 e sair mais à frente na segunda prova. Foi uma boa troca e poderia ter sido melhor. Acabei parando um pouco à frente do ponto ideal e dificultando para os mecânicos. Mas o tempo que perdemos ali não fez tanta diferença no retorno à pista, já que quem vinha à frente realmente estava bem mais rápido. Como corrida valeram os nove pontos. Perdemos algumas posições no campeonato. Mas a verdade é que entre 12º e 15º não muda tanta coisa. O que precisamos é voltar a ganhar corridas. Agora temos um mês de intervalo até a próxima etapa e vamos trabalhar para retomar a performance do ano passado.

Felipe Lapenna, 15º/não terminou: Ficamos tristes com o resultado. Conseguimos excelentes ultrapassagens, mas infelizmente tivemos um problema com o carro e isso nos tirou da disputa.

Rafael Suzuki, 17º/18º colocado: Tínhamos um carro bem competitivo no início, e estava brigando perto do top-10, mas cometi um erro em uma disputa e perdi algumas posições. Mesmo assim, ainda somamos alguns pontos. A segunda corrida acabou sendo uma consequência, e como nossa estratégia era para a primeira corrida, não tinha mais pushs, e aí foi bem difícil avançar, já que os pneus também estavam gastos. Não foi o resultado que desejávamos, mas tivemos uma evolução importante no desempenho do carro, e é nisso que estamos confiando para um fim de campeonato com bons resultados. Na próxima etapa, voltamos para Curitiba, onde já andamos bem neste ano, então vamos seguir trabalhando para brigarmos no pelotão da frente.

Luciano Burti, 20º/10º colocado: Largar atrás tem seus prejuízos. Esperávamos classificar entre os dez primeiros, mas por algum motivo o carro era muito lento de reta e trocamos o motor depois da classificação. Melhorou, mas mesmo assim, na corrida 1 perdemos muita potência nas primeiras voltas. Parecia que eu ia ter que abandonar perdi algumas posições e aí o carro ficou normal, mas era lento de reta e novamente muito bom de curva, o que fez com que conseguisse ganhar algumas posições, mas quando vi que não seria possível conquistar as primeiras colocações comecei a economizar push para a segunda corrida, pois as chances de ganhar posições era maior e foi o que aconteceu. Na segunda corrida, o carro era muito bom e tinha push mais que a maioria e consegui buscar posições.

Raphael Abbate, 22º/15º colocado: Foi uma corrida que já sabíamos que seria difícil, porque a gente tinha menos da metade dos push-to-pass, devido a uma punição da direção de prova, com relação à etapa passada, que a gente não concorda. Achamos que foi mal elaborada, igual a largada de hoje com Safety Car e ninguém esperava isso, mas faz parte. Então, já imaginava que seria difícil pontuar na primeira bateria. A minha ideia foi guardar os acionamentos do push pra segunda prova e, como eu não estava pontuando na corrida 1, a gente optou por fazer um pit stop na última volta e trocar os quatro pneus pra ter um carro mais competitivo para a segunda. Na segunda bateria, consegui largar bem, mas o carro não estava rendendo o que eu esperava no começo. Depois ele veio melhorando, melhorando e a cada volta eu vinha baixando o meu tempo, enquanto a maioria estava piorando. Comecei a disputar e ganhar posições e foi bacana.

Fábio Fogaça, não terminou: A gente teve um problema de pressão de óleo e ai entrou em modo de segurança e apagou o motor. Uma pena… Eu estava tranquilo na corrida até ali, não tinha usado nenhum push e estava tentando passar o pessoal sem usar o botão. Estava me divertindo, até que aconteceu a quebra.

Rafa Matos, não terminou: O sentimento é de frustação, meu carro estava excelente, agora temos um mês de preparação para buscar a retomada na próxima etapa.

Lucas Foresti, não terminou: Eu vinha em um ritmo bom, poupando os pneus e melhorando a cada volta. Ultrapassei o Diego Nunes na curva 4 e quando ele foi recolher, tocou na minha roda, perdi a traseira e atravessei na pista. O Cesar conseguiu desviar, mas o Rafa Matos infelizmente, não. É uma pena, estávamos confiantes em um bom resultado, mas corrida é assim mesmo.

Denis Navarro, não terminou: Foi uma pena porque nosso carro estava muito rápido na corrida, vínhamos ganhando posições e somaríamos pontos importantes. A batida foi tão forte que teremos que trocar o chassis do carro para o restante do campeonato.

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