Stock Car – Comentários de domingo – Brasília 2013

domingo, 10 de novembro de 2013 às 15:53
Átila Abreu

Átila Abreu

Galid Osman, 4º colocado: Ontem eu fui atrapalhado na classificação, tinha carro para ir para o Q2 e disputar a pole position. Largando em 11º em tinha três acionamentos do botão de ultrapassagem a mais que o pessoal da frente e procurei administrar bem essa vantagem. O carro estava muito bom e quase consegui subir no pódio. Mesmo assim estou bastante feliz porque todos na equipe sabíamos que os resultados que eu vinha obtendo não espelhavam o que podemos alcançar. Agora vamos para a Corrida do Milhão muito motivados e sem nada a perder, podendo arriscar na estratégia. Ano passado eu cheguei a liderar, quem sabe esse ano…

Átila Abreu, 6º colocado: Foi uma prova bem movimentada e felizmente conseguimos evoluir o carro em relação ao treino de sábado. Tive felicidade de ganhar posições na largada e conseguimos na sequência um ritmo bom de corrida, que me permitiu fazer as ultrapassagens, inclusive algumas por fora. Teve bastante disputa, alguma troca de tinta com outros carros… É isso que os torcedores querem quando assistem uma corrida e fico contente de ter proporcionado esses pegas. Conseguimos solucionar o problema de o carro sair de frente aqui em Brasília, então saio satisfeito tanto pelo resultado quanto pelo aprendizado que tivemos nesta etapa. Agora vamos trabalhar forte na Corrida do Milhão para acabar a temporada entre os 10, que é um desfecho mais digno do nosso potencial. Vamos trabalhar para isso em Interlagos.

Valdeno Brito, 9º colocado: É difícil encontrar palavras em um momento tão frustrante. A gente fez um ótimo treino classificatório, conquistando um lugar na segunda fila. Depois, consegui imprimir um ritmo forte no começo da prova e, com o ótimo pit stop da equipe Shell Racing, consegui sair na primeira colocação após o reabastecimento. É lamentável perder uma corrida assim. Já vi outras circunstâncias em que o safety car foi acionado por motivos muito mais simples. Hoje era muito grave e demoraram muito tempo para intervir. De qualquer maneira, a equipe Shell Racing está de parabéns: a gente lutou pela vitória e tinha real chance de sair daqui com a primeira colocação. Vamos buscar este resultado agora na Corrida do Milhão.

Rafa Matos, 10º colocado: Foi uma das provas mais disputadas do ano, devido às características da pista e o ritmo dos pilotos que está muito próximo. Largar atrás é um pouco difícil. Fiquei um pouco prejudicado, porque estava pelo lado de dentro na curva 3. Mas o carro tinha um ritmo muito bom, usei uma estratégia agressiva com o uso do push-to-pass no início. Obviamente não trocamos pneus no pit stop e foi a decisão correta. A equipe fez um ótimo pit e terminamos em décimo. Estamos agora em 11º no campeonato e bem próximos do nosso objetivo de terminar o ano entre os Top-10. A expectativa é muito boa. Evoluímos aqui em Brasília. Muitas coisas que aprendemos, vamos transferir para São Paulo e estou bem confiante. O carro está rápido, o motor está bom e tem tudo para ser um final de semana muito bom pra gente. Só precisamos melhorar um pouco a performance na classificação para largarmos mais à frente e sair dos acidentes e tentar terminar numa posição melhor.

Diego Nunes, 13º colocado: Foi uma corrida boa, muito equilibrada, em que foi muito importante a estratégia de parada para o pitstop e para o acionamento do push. Agora vamos para a próxima pensando em retornar ao grupo dos top 10.

Duda Pamplona, 16º colocado: Parece satisfatório o resultado de hoje, mas temos muito o que trabalhar para a equipe manter um ritmo melhor e mais equilibrado durante as provas.

Popó Bueno, 18º colocado: Desde o início a gente sabia que teria uma corrida boa, porque, nos treinos livres, o carro estava bem ajustado, tanto que fiz o quarto melhor tempo na sessão que antecedia a classificação. Conseguir estar perto do top-10 era nosso objetivo nas voltas iniciais e tudo estava saindo perfeito. É possível que eu também tenha passado em cima de detritos, como no problema que afetou diretamente o Valdeno (Brito, companheiro de equipe de Popó). Foi algo inesperado, tanto que foi o composto traseiro direito que furou, e não o esquerdo, que é o mais exigido aqui. Em todo caso, consegui voltar para pista e ainda marcar pontos. Estou animado para Corrida do Milhão, desde que trocamos de chassi nosso desempenho melhorou sensivelmente.

Wellington Justino, 21º colocado: Largar lá atrás é um problema. Mas larguei bem, consegui ganhar quatro posições. Mas o problema de largar lá atrás são as batidas e chega uma hora que você precisa começar a tirar o pé para não se envolver nas confusões. No final, o carro veio se comportando de um jeito que me animou. O acerto melhorou. Agora é ir para São Paulo e usar mais ou menos o que trabalhamos aqui para tentar marcar pontos na última prova do ano e terminar o campeonato com um bom resultado.

Allam Khodair, 23º colocado: Cuidei dos pneus durante toda a prova. Andei abaixo do limite do carro em diversos momentos para não forçar. Tinha um carro muito rápido e competitivo. Poupei, não ataquei as zebras, porque sabia que teríamos um carro muito bom a corrida toda. O que pode ter acontecido é que a pista estava cheia de detritos e posso ter pegado algum pelo caminho. Foi muito injusto. Nós merecíamos o segundo lugar. Estou feliz pelo desempenho geral na corrida. Fomos rápidos, sinal que encontramos o caminho. Trabalhamos bem e isso foi o mais importante. Infelizmente o pódio não veio, mas temos consciência de que somos competitivos.

Rodrigo Sperafico, 24º colocado: Tinha acabado de ultrapassar o (Welington) Justino quando puxei o carro para o lado de dentro com o objetivo de defender a posição, e realmente não vi o Muffato. Ele manteve a aceleração após o primeiro toque e, pelo ângulo da batida e a velocidade, meu carro acabou sendo arremessado para o lado de dentro da pista.

Júlio Campos, não terminou: Foi um dia para esquecer completamente”, disse Campos. “Logo na primeira volta levei um toque que me jogou para a última posição. Na metade da prova, fui atingido por um carro que voltava para a pista após uma rodada, e o choque destruiu a lateral direita do meu Stock Car. Realmente não tive como evitar o abandono de hoje, e lamento por nossa equipe. Estávamos indo muito bem no fim de semana e, quando abandonei, tinha o mesmo ritmo dos três primeiros. Só não estivemos na ponta hoje (domingo) em razão dos acidentes.

Ricardo Sperafico, nao terminou: Um dia ainda volto aqui para Brasília para tirar a impressão deste ano, duas provas com falta de sorte.

Fábio Fogaça, não terminou: Mais uma vez perdi a chance de fazer uma boa corrida por causa de um toque sem defesa, como é uma batida na traseira. A Stock Car é uma das categorias mais difíceis e competitivas do mundo, e talvez 90% do grid represente a elite do automobilismo nacional. O problema foi que, por duas provas seguidas, tive algum tipo de incidente com a pequena parcela dos pilotos da categoria que não está preparada para todas as situações apresentadas durante uma corrida. E, pela segunda vez consecutiva, abandonei ao levar batidas por trás que poderiam ter sido evitadas: a primeira delas, em Curitiba, recebida de um retardatário, e a segunda, aqui em Brasília, recebida ainda na primeira volta. Foi uma pena porque nas voltas que completei antes de alinhar no grid de largada, percebi que o grande problema que tivemos na sexta e no sábado, que era o equilíbrio do carro nas entradas de curva, tinha sido corrigido. Até por isso fiz uma largada conservadora, porque sabia que tinha carro para ir para frente”, comentou Fogaça. “Agora vamos pensar na Corrida do Milhão e trabalhar para fechar o ano com um bom resultado em Interlagos.

Lucas Foresti, não terminou: Aprendi muito da categoria neste final de semana. Conheci o carro, a equipe, os concorrentes e principalmente a forma com que temos que nos posicionar na pista, completamente diferente de um fórmula. Eu larguei por fora o que me dificultou um pouco. Depois da primeira curva eu consegui me posicionar e já estava em 18º para completar a primeira volta, quando, de repente senti a forte batida do Fogaça na lateral traseira do carro. Não tive o que fazer. Agradeço muito aos BRB – Banco de Brasília, ao Coco Bambu e à Caruana que me proporcionaram a chance de participar desta prova. Agradeço também a toda a equipe Bassani Racing pelo empenho e dedicação de me ensinarem e me entregarem um carro cada vez melhor a cada entrada na pista.

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