Stock Car começa “pra valer” na volta a Santa Cruz do Sul

terça-feira, 8 de abril de 2014 às 14:58
StockCar 2014

StockCar 2014

Depois de dois anos afastada do calendário, a cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul não apenas está de volta ao mundo da Stock Car como servirá de palco para a primeira rodada dupla – uma das grandes novidades da temporada – de 2014. A corrida inaugural, no mês passado em Interlagos, teve um caráter mais promocional, com os pilotos titulares dividindo o carro com um convidado em bateria única, e contou pontos pela metade. A partir deste fim de semana, o saldo das duas corridas será fundamental aos projetos de cada piloto e equipe.

Júlio Campos comentou: “A corrida de São Paulo foi diferente, muito bonita para o público, mas valeu muito mais como uma festa e treinamento para as equipes, juntamente com os testes coletivos de fevereiro em Curitiba. No nosso caso, foi ótimo para solucionar de vez os problemas de câmbio que vínhamos sofrendo. O câmbio foi passado no rolo e, aparentemente, está OK. Agora é hora de transformar toda essa preparação em realidade e ir para cima.”

Campos acredita que o formato será facilmente assimilado ao menos por grande parte dos pilotos. “Muitos da Stock Car correm ou correram no Brasileiro de Turismo, que usa um sistema similar. O maior desafio será se posicionar bem na corrida, economizar os pneus e deixar reserva do ‘push to pass’ para a segunda corrida. O perigo é estar brigando entre a 9ª e a 11ª ou 12ª posições no fim da prova inicial, porque todos vão querer terminar em 10º para sair na pole na outra pelo formato do grid invertido. E o risco de acidente deve ser evitado a todo custo, porque as corridas estão separadas por apenas 30 minutos. Quem bater e não largar sofrerá prejuízo enorme”, lembra.

“O ideal será chegar sempre entre os quatro ou cinco primeiros na primeira corrida e somar bons pontos na segunda”, avisa. Com base na etapa de Interlagos, sabe que o comportamento dos carros tende a se nivelar depois que os pneus perdem rendimento. “Fica todo mundo muito igual. Por isso, quem sair nas primeiras filas na segunda bateria tem chances grandes de terminar bem.”

Campos tem o amazonense Antonio Pizzonia como companheiro de equipe. Em Interlagos, Pizzonia – que correu em dupla com Bruno Senna – viveu um fim de semana complicado por batidas tanto na tomada classificatória quanto na corrida. Em conversa com o Juan Carlos Lopez, diretor-técnico da Prati-Mico’s Racing, reivindicou mudanças no carro. “Pedi um acerto que me permita carregar velocidade nas entradas de curva, como gosto e não estava conseguindo”, observou. Pizzonia é outro que tem a mão dos 3.531 metros do circuito. “Gosto muito do traçado e costumo andar bem lá”, disse o ex-piloto da Williams, que tem no 4º lugar em 2009 e 2010 o ponto alto das visitas ao Autódromo Internacional de Santa Cruz.

AS - www.autoracing.com.br

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