Pneus mostram baixa degradação no GP da Holanda

sexta-feira, 21 de agosto de 2026 às 19:30

George Russell – Holanda 2026

George Russell garantiu a pole position para a corrida Sprint do GP da Holanda. O piloto da Mercedes marcou 1min11s567 e superou Lando Norris por apenas 0s041. Logo atrás, Charles Leclerc ficou com o terceiro lugar, a 0s055 do líder.

A Classificação Sprint aconteceu com a pista a aproximadamente 30°C e o ambiente em torno de 22°C. Além disso, Oscar Piastri garantiu a quarta posição, encerrando a sessão a menos de um décimo de segundo da pole position.

Conforme determina o regulamento, todos os pilotos utilizaram um conjunto de pneus C4 em suas voltas mais rápidas no SQ3. Assim, Russell conseguiu extrair o máximo do composto Macio no momento decisivo da sessão.

McLaren lidera SQ2 com pneus Médios

No SQ2, os pilotos precisaram utilizar o composto Médio, assim como aconteceu no SQ1. Ainda assim, os dois pilotos da McLaren terminaram a sessão nas primeiras posições.

Piastri registrou 1min12s026, enquanto Norris marcou 1min12s189. Dessa forma, a equipe mostrou bom ritmo antes da disputa pela pole na fase final da classificação.

Depois da sessão, Russell recebeu o Sprint Qualifying Award. O prêmio foi entregue pelo diretor de Motorsport da Pirelli, Dario Marrafuschi.

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Antonelli lidera treino livre

Durante o TL1, quase todos os pilotos começaram utilizando pneus Intermediários. As exceções foram Max Verstappen e Liam Lawson, que não completaram voltas com o composto para pista molhada.

Entretanto, as condições melhoraram rapidamente. Por isso, os pilotos trocaram quase imediatamente para pneus slicks e passaram a avaliar os três compostos disponíveis para o fim de semana.

Kimi Antonelli terminou o treino na liderança, com 1min12s949. Na sequência, Norris ficou em segundo, enquanto Russell completou os três primeiros colocados.

Em relação à quilometragem, Arvid Lindblad liderou entre os pilotos que utilizaram o composto Duro, com 24 voltas. Já Russell completou 27 voltas com o Médio. Por fim, Alexander Albon foi quem mais utilizou o Macio, com 22 voltas.

Pirelli aponta degradação sob controle

Simone Berra, engenheiro-chefe da Pirelli, avaliou que o TL1 permitiu às equipes analisar os três compostos disponíveis para o GP. Segundo ele, a pista apresentou níveis de aderência melhores do que o esperado depois da chuva.

“Com exceção de algumas voltas de adaptação com pneus Intermediários, a primeira sessão de treinos livres foi dedicada à avaliação dos três compostos disponíveis para o fim de semana, com condições da pista que, em termos de aderência, se mostraram melhores do que o esperado após a chuva.”

O Médio apresentou maior abrasão do que o Duro. Ainda assim, Berra explicou que nenhum dos compostos mostrou níveis de desgaste capazes de comprometer sua vida útil.

“O composto Médio sofreu mais com a abrasão da superfície do que o Duro, mas, em geral, nenhuma das opções apresentou níveis de desgaste significativos o suficiente para comprometer sua vida útil.”

Além disso, o Macio ofereceu um ganho considerável de aderência. A evolução da pista no fim da sessão também contribuiu para esse desempenho.

“A aderência proporcionada pelo composto Macio foi considerável, também auxiliada pela evolução da pista no final da sessão.”

Estratégias ainda estão em aberto

As escolhas das equipes durante o TL1 também podem indicar diferentes planos para a corrida de domingo. Algumas utilizaram um conjunto de pneus Duros, enquanto outras preferiram preservar os jogos disponíveis.

“As diferentes abordagens adotadas pelas equipes — seja utilizando um conjunto de pneus Duros durante o TL1, seja reservando ambos os conjuntos — podem ser um indício inicial de que elas estão considerando números diferentes de pit stops.”

A degradação, portanto, deverá influenciar diretamente as estratégias. No momento, porém, a Pirelli considera o desgaste administrável, principalmente por causa das temperaturas mais baixas.

“A degradação dos pneus terá um papel fundamental, embora, no momento, pareça estar sob controle graças às baixas temperaturas, assim como a probabilidade de entrada do safety car, tradicionalmente alta neste circuito.”

Ainda assim, Berra acredita que os três compostos podem entrar nas estratégias da corrida principal.

“De qualquer forma, acreditamos que todos os três compostos possam ser utilizados nas estratégias de corrida no domingo.”

Pista pode ficar ainda mais rápida

A diferença atual de desempenho entre os pneus Médio e Macio está próxima de meio segundo. Segundo Berra, o número coincide com as expectativas da Pirelli e com as simulações realizadas antes do fim de semana.

“A diferença de performance entre o Médio e o Macio é de cerca de meio segundo, em linha com nossas expectativas baseadas nas simulações, embora essas simulações indicassem tempos de volta cerca de um segundo mais rápidos.”

Por isso, a evolução da pista será importante para o desempenho dos carros. Caso as condições não mudem significativamente durante a noite, a expectativa é de mais uma melhora no ritmo no sábado.

“Se a condição da pista não for redefinida durante a noite, devemos, portanto, observar uma melhoria adicional de performance amanhã mesmo.”

EB - www.autoracing.com.br

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