Mercedes descarta asa “Macarena” em 2026

segunda-feira, 17 de agosto de 2026 às 9:12

Mercedes

A Mercedes prepara uma nova onda de atualizações para depois das férias de verão.

No entanto, segundo a Auto Motor und Sport, a equipe não pretende incluir a popular asa traseira rotativa, conhecida como “Macarena”, entre as novidades.

Ferrari e Red Bull desenvolveram o conceito durante o inverno. A McLaren testou sua própria versão no GP da Hungria. A expectativa é que a equipe utilize a solução em corrida até o GP da Itália.

Porém, a Mercedes seguiu outro caminho. Mesmo sem a asa rotativa, a equipe conseguiu alcançar uma forte velocidade em reta.

Por isso, não pretende gastar neste ano o orçamento necessário para desenvolver o sistema. Em vez disso, a Mercedes direciona seus recursos para o carro de 2027.

Quero ser VIP
 

Mercedes adotou desenvolvimento mais conservador

De acordo com Bradley Lord, vice-chefe da equipe, a Mercedes escolheu deliberadamente um programa de desenvolvimento menos agressivo que o de seus rivais.

Segundo Lord, o túnel de vento entrega uma determinada quantidade de desempenho a cada semana. Portanto, com o teto de gastos, a equipe precisa escolher cuidadosamente quando levar cada atualização para a pista.

“Com o teto de gastos, você precisa decidir quando levar as peças para a pista e concretizar o salto de performance”, explicou Lord.

“De maneira ideal, uma atualização chega quando um componente já está próximo do fim de sua vida útil. O segredo está no momento”.

Por outro lado, Lord ressaltou que a Mercedes realizou diversas mudanças menores ao longo da temporada. Contudo, nem todas apareceram nas listas oficiais de atualizações divulgadas pela FIA.

“Isso nos permitiu manter nossa posição”, afirmou.

Assim, a Mercedes conseguiu continuar competitiva sem adotar uma estratégia de desenvolvimento tão agressiva quanto a de outras equipes.

McLaren enfrentou dificuldades com a “Macarena”

Enquanto a Mercedes decidiu não investir no conceito neste ano, a McLaren avançou com sua própria solução.

Entretanto, Andrea Stella admitiu que o desenvolvimento da asa traseira rotativa apresentou dificuldades consideráveis. Ainda assim, o chefe da equipe destacou que o departamento de design conseguiu encontrar uma solução funcional.

“Foi um projeto complicado até agora”, disse o italiano. “Nós sabíamos que seria complexo”.

“Preciso dizer que nosso departamento de design implementou esse projeto de uma maneira que funciona bem, pelo menos em relação à asa, tanto no acionamento mecânico quanto nos tempos de acionamento”.

Além do funcionamento mecânico, existe ainda um desafio aerodinâmico. Afinal, a asa precisa trabalhar corretamente enquanto o comportamento de todo o carro muda.

Por isso, Stella considera os testes na pista fundamentais para o desenvolvimento do sistema. Na prática, a equipe precisa entender como a carga aerodinâmica retorna ao carro depois da mudança de configuração da asa.

Consequentemente, o túnel de vento não consegue reproduzir sozinho todas as condições necessárias para validar o conceito.

“Com um projeto como esse, você não pode depender apenas do túnel de vento”, concluiu Stella.

 

LS - www.autoracing.com.br

Tags
, , , , , , , , ,

ATENÇÃO: Comentários com textos ininteligíveis ou que faltem com respeito ao usuário não serão aprovados pelo moderador.