McLaren nomeia seis razões cruciais para otimismo antes de 2026
terça-feira, 6 de janeiro de 2026 às 8:52
Andrea Stella
Andrea Stella fez elogios enfáticos ao departamento técnico da McLaren e afirmou que o grupo atual está entre os mais fortes com os quais trabalhou em seus 26 anos de carreira na Fórmula 1.
O chefe da equipe sediada em Woking destacou seis profissionais-chave da área técnica. Ele usou esses exemplos para explicar por que a atual campeã de construtores segue confiante para a temporada 2026, mesmo diante de uma profunda reformulação no regulamento da categoria.

Novo regulamento aumenta desafios, mas não reduz confiança
A F1 passará por uma das maiores mudanças técnicas de sua história em 2026. Por um lado, as regras das unidades de potência serão totalmente revistas pela primeira vez desde 2014. Por outro, o regulamento aerodinâmico também sofrerá alterações significativas.
No caso específico da McLaren, a situação parece um pouco mais simples. Afinal, como cliente da Mercedes, a equipe precisará apenas integrar a unidade de potência e o câmbio fornecidos ao projeto do chassi. Ainda assim, existe um fator de risco.
Isso porque, apesar dessa vantagem operacional, ninguém pode prever com precisão a performance relativa de cada fabricante de motores. Portanto, não há qualquer garantia de que a McLaren manterá sua competitividade no novo ciclo técnico. Mesmo assim, Stella vê um motivo claro para otimismo.
Experiência recente sustenta o discurso otimista
Segundo o dirigente, a McLaren já mostrou que sabe reagir quando erra. Durante a primeira temporada da atual era de efeito solo, a equipe seguiu um caminho equivocado no desenvolvimento do carro.
Como consequência, iniciou 2023 com um dos piores desempenhos do grid. No entanto, a reação veio rapidamente. Ao longo daquele mesmo ano, a evolução foi constante e visível.
Assim, no final de 2023, o carro já figurava entre os melhores. Depois disso, o progresso continuou. Em 2024, a McLaren conquistou o título de construtores. Posteriormente, em 2025 – último ano da era do efeito solo – passou a dominar a F1.
“Esse tipo de conquista obviamente é resultado do trabalho de toda a equipe”, afirmou Stella à imprensa após Lando Norris garantir o título de pilotos e confirmar três campeonatos da McLaren em duas temporadas. “Ainda assim, desta vez quero fazer uma menção especial ao departamento técnico”.
Evolução técnica explica a virada da McLaren
De acordo com Stella, foi exatamente o mesmo grupo técnico que concebeu, projetou e desenvolveu um carro que saiu da nona ou décima posição no início de 2023.
Porém, o cenário mudou com o tempo. No fim daquela temporada, o carro já figurava entre os melhores. Em seguida, passou a ser gradualmente o mais competitivo do grid. No início de 2025, segundo o italiano, era claramente o melhor carro da F1.
Além disso, Stella destacou que a McLaren manteve alta performance mesmo após interromper o desenvolvimento do MCL39. Ainda assim, na segunda metade de 2025, a Red Bull voltou a pressionar e trouxe um desafio relevante.
Seis profissionais explicam a força do departamento técnico
Ao aprofundar sua análise, Stella citou nominalmente seis pessoas que, em sua visão, foram decisivas para a rápida recuperação da McLaren em menos de dois anos:
– Peter Prodromou, diretor técnico de aerodinâmica
– Rob Marshall, chefe de design
– Neil Houldey, diretor técnico de engenharia
– Mark Ingham, diretor de design
– Giuseppe Pesce, diretor de aerodinâmica e chefe de gabinete
– Mark Temple, diretor técnico de performance
Para o italiano, esse conjunto de profissionais forma um dos departamentos técnicos mais fortes dos quais já fez parte na F1.
Base sólida reforça expectativas para 2026
Stella reconhece que as soluções atuais não serão transferidas diretamente para o novo regulamento. No entanto, ele ressalta um ponto fundamental: a forma de trabalhar permanece.
Segundo ele, os padrões técnicos, a metodologia de desenvolvimento e a abordagem em relação aos objetivos continuam válidos. Dessa maneira, mesmo com uma folha em branco para todas as 11 equipes, a McLaren entra em 2026 com uma base sólida.
“Embora os detalhes técnicos atuais não se apliquem ao futuro, a maneira de trabalhar se transfere”, explicou. “Por isso, seguimos otimistas para a temporada 2026”.
Assim, a McLaren aposta não apenas em resultados recentes, mas também em um departamento técnico robusto – um fator que novamente pode fazer a diferença na F1.
aerodinamica formula 1, andrea stella, comentar formula 1, Engenharia Fórmula 1, equipe mclaren, f1 2026, formula 1, lando norris, mclaren, mclaren formula 1, Regulamento Fórmula 1, titulo de construtores
ATENÇÃO: Comentários com textos ininteligíveis ou que faltem com respeito ao usuário não serão aprovados pelo moderador.