Herbert duvida da Ferrari e freia Hamilton
domingo, 1 de março de 2026 às 9:00A Ferrari chamou atenção nos testes de pré-temporada, porém isso não garante disputa direta pelo título em 2025. A análise é de Johnny Herbert, ex-piloto da Fórmula 1, em entrevista à plataforma Snabbare. Ele demonstrou ceticismo sobre o real potencial da equipe italiana e indicou que o cenário pode impedir Lewis Hamilton de ameaçar marcas históricas de Ayrton Senna.
Senna segue como maior vencedor da história do GP de Mônaco, com seis triunfos. Além disso, detém o recorde de cinco vitórias consecutivas no circuito, conquistadas entre 1989 e 1993. Portanto, qualquer tentativa de reescrever essa estatística exige um pacote técnico dominante ao longo do ano.
Testes não garantem favoritismo
Para Herbert, o desempenho da Ferrari nos testes pode não refletir a realidade do campeonato. Ele levantou dúvidas sobre o quanto as rivais realmente mostraram na pista.
“Será que a Ferrari é tão rápida quanto parece? Eles estão realmente rápidos ou é só porque as outras equipes ainda não mostraram tudo o que têm? Eu acho que é mais a segunda opção. Se você tem algo muito bom, você esconde, não sai mostrando tudo”, afirmou.
Nesse contexto, o britânico alertou que impressões iniciais costumam enganar. Segundo ele, as equipes raramente revelam todo o potencial antes da primeira etapa. Assim, qualquer leitura definitiva baseada apenas em testes tende a ser precipitada.

Elogios de Hamilton não bastam
Herbert também relativizou os comentários positivos de Hamilton sobre o carro. Para o ex-piloto, adaptação e competitividade não são sinônimos.
“Mostrar velocidade nos testes é positivo, principalmente porque os comentários do Lewis foram positivos. Mas sentir que o carro está mais próximo do que ele gosta não significa que seja um carro vencedor. Pode ser mais fácil de pilotar, mas não necessariamente o mais rápido”, analisou.
Além disso, ele relembrou o que ocorreu no ano passado com Charles Leclerc. O monegasco encerrou os testes de Barcelona em destaque, contudo o rendimento não se sustentou durante a temporada.
“Eles fizeram exatamente a mesma coisa com o Charles; ele foi o mais rápido no fim dos testes, mas não terminou a temporada como o mais rápido.”
Evolução não é suficiente
Na visão de Herbert, a equipe de Maranello precisa apresentar clara superioridade técnica. Progresso incremental, segundo ele, não basta para vencer rivais consolidadas.
“Melhorar não é suficiente. Tem que ser incrível. A única forma de vencer corridas e ganhar um campeonato é quando o carro é melhor do que todos os outros.”
Embora reconheça que o início do campeonato coloca todas as equipes em igualdade formal, Herbert questiona se as mudanças internas recentes produziram o ambiente ideal.
“Houve mudanças na estrutura, mas será que é suficiente? Esse é o ponto de interrogação. Eles conseguiram criar o ambiente certo, com as pessoas certas? Eu não acho que a Ferrari vá brigar pelo campeonato. Acho que eles vão ficar em uma posição parecida com a do ano passado”, finaliza.
Caso essa projeção se confirme, Hamilton pode ver outra oportunidade escapar. Consequentemente, os recordes históricos de Senna em Mônaco permaneceriam intactos por mais uma temporada.
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