Hamilton rebate críticas sobre era do efeito solo
domingo, 16 de agosto de 2026 às 10:00Lewis Hamilton rebateu a ideia de que não conseguiu se adaptar aos carros da Fórmula 1 na era do efeito solo. O piloto da Ferrari destacou que, apesar da queda de desempenho em relação aos anos anteriores, seus resultados ainda superaram os de grande parte do grid.
Hamilton dominou a Fórmula 1 entre 2014 e o fim da década. Nesse período, conquistou seis títulos em sete temporadas. A sequência terminou de forma controversa em 2021, quando Max Verstappen e a Red Bull assumiram o protagonismo da categoria.
O retorno de Hamilton em 2022 trouxe resultados bem abaixo do padrão que ele havia estabelecido. Parte da queda pode ter relação com o desgaste da disputa pelo título de 2021. No entanto, a maior parcela dos problemas veio da Mercedes.
A configuração sem sidepods adotada pela equipe não entregou os níveis de pressão aerodinâmica previstos pelo túnel de vento. Mesmo depois de a Mercedes encontrar mais desempenho, Hamilton não conseguiu recuperar a mesma regularidade das temporadas anteriores.
Quero ser VIPHamilton enfrentou dificuldades com a geração anterior
A situação ficou ainda mais evidente quando Hamilton deixou a Mercedes e foi para a Ferrari. Em sua primeira temporada ao lado de Charles Leclerc, o britânico acabou claramente atrás do novo companheiro.
Leclerc conquistou sete pódios, enquanto Hamilton terminou o ano sem subir ao pódio. Em 2026, porém, o cenário mudou. Com carros mais leves e ágeis, Hamilton passou a liderar a disputa interna da Ferrari.
O heptacampeão acredita que os carros atuais permitem uma pilotagem mais próxima daquela que utilizava antes da era do efeito solo. Para Hamilton, essa característica ajuda a explicar parte de sua evolução nesta temporada.
“Consigo pilotá-lo um pouco mais como a geração anterior de carros. Nas corridas que venci com a geração anterior, pilotei exatamente da mesma maneira que piloto hoje.”
Britânico lembra seus resultados na era do efeito solo
Hamilton também contestou a ideia de que os carros anteriores não combinavam com seu estilo. O piloto lembrou que, mesmo durante essa fase, venceu mais corridas do que a maioria dos concorrentes.
“Existe toda essa conversa de que aquela geração de carros não combinava comigo, mas ainda assim venci mais corridas do que a maioria dos pilotos, provavelmente, naquele período.”
Além disso, Hamilton apontou características dos carros atuais que facilitam sua pilotagem. Eles são mais leves, mais tolerantes aos erros e não apresentam o quique que marcou parte da geração anterior.
“Os carros de hoje são apenas um pouco mais fáceis, mais tolerantes e mais leves. Eles não têm quique. O acelerador, a aplicação da potência exigem muito trabalho, e ajustar isso com os engenheiros é apenas mais um elemento que você precisa administrar.”
Gestão da potência ganhou importância
Hamilton explicou ainda que o trabalho dos pilotos mudou com a forma como os carros atuais utilizam a energia. Antes, a principal preocupação estava na dirigibilidade. Agora, a maneira como o piloto utiliza o acelerador também interfere na distribuição de energia durante a volta.
“Antes, era apenas uma questão de dirigibilidade. Hoje, a dirigibilidade está relacionada à forma como a energia é distribuída, e você muda isso o tempo todo.”
O piloto da Ferrari destacou que pequenas alterações no acelerador podem modificar a distribuição de energia ao longo de uma volta. Por isso, compreender essas nuances ganhou ainda mais importância para extrair desempenho.
“Entender que você pode realmente causar um efeito ao usar meio acelerador, tirar o pé do acelerador, voltar ao acelerador ou ficar 10% fora do acelerador muda a distribuição de energia durante a volta. Compreender isso é ainda mais crucial do que era antes.”
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