Ferrari ainda busca explicação para falha que assustou Hamilton em Sepang
terça-feira, 6 de outubro de 2026 às 14:37
Hamilton quase parado na volta de formação – Sepang 2026
A falha de software em Sepang ainda exige esclarecimentos para a Ferrari. Fred Vasseur afirmou que a equipe não compreendia totalmente o problema que quase encerrou a corrida de Lewis Hamilton antes da largada do GP do Bahrain, na Malásia.
Além disso, o chefe da Scuderia destacou que enfrentar a mesma situação durante a corrida teria consequências potencialmente mais graves. Na volta de formação, porém, o número de carros afetados levou a direção de prova a interromper o procedimento.
Vasseur ainda não tinha uma resposta completa
Após o atraso provocado pela chuva, vários pilotos perderam potência enquanto circulavam atrás do safety car. Entre eles, Hamilton precisou parar e reiniciar o carro na pista, colocando em dúvida sua participação na corrida.
O Autoracing já publicou a explicação da FIA para a falha de software que provocou o caos em Sepang. Entretanto, a Ferrari ainda buscava compreender todos os detalhes do episódio quando Vasseur falou após a corrida.
“Honestamente, precisamos entender melhor, e não tenho uma resposta clara hoje, nem mesmo agora”, afirmou o francês.
Segundo Vasseur, a FIA solicitou uma alteração de software nos 22 carros antes da retomada do procedimento de largada. Assim, as equipes precisaram instalar a atualização para seguir com a corrida.
Falha de software em Sepang envolveu configuração para chuva
O problema envolvia o gerenciamento da unidade de potência em condições de pista molhada. Essas configurações limitam a assistência elétrica para controlar o torque quando há pouca aderência.
Contudo, a redução de potência não explica sozinha por que alguns carros deixaram de responder ao acelerador. A falha apareceu quando determinados pilotos circularam em velocidades extremamente baixas, impedindo a retomada normal da potência.
Mais tarde, Nikolas Tombazis explicou que nem todos os carros chegaram ao mesmo nível de baixa velocidade. Por isso, o problema não se manifestou de maneira igual em todo o pelotão.
Interrupção evitou consequências maiores
Para Vasseur, a quantidade de carros afetados foi decisiva para a intervenção da direção de prova. Afinal, se o problema tivesse atingido apenas um piloto, a corrida poderia ter seguido sem ele.
“É uma situação difícil: se afeta apenas um carro, você encosta e sua corrida acaba”, explicou.
Segundo o dirigente, entre seis e oito carros sofreram com a falha. Dessa forma, a interrupção permitiu que as equipes aplicassem a correção antes da largada.
Embora tenha hesitado em chamar o episódio de sorte, Vasseur reconheceu que lidar com a situação no meio da corrida seria muito mais difícil.
“Mas ainda precisamos entender exatamente o que aconteceu”, acrescentou.
Hamilton passou do pânico à recuperação
Enquanto isso, Hamilton descreveu o momento dentro do cockpit como de “pânico total”. O heptacampeão também afirmou que nunca havia precisado parar na pista, desligar o carro e reiniciá-lo daquela maneira.
Depois, a escolha da Ferrari pelos pneus para pista seca trouxe outra dificuldade. Enquanto grande parte dos adversários utilizava intermediários, Hamilton perdeu terreno e caiu para P18.
Apesar disso, o britânico reagiu e terminou em P3, atrás de Max Verstappen e Kimi Antonelli. Assim, transformou uma corrida ameaçada antes mesmo da largada em mais um pódio.
Quero ser VIPFerrari precisa esclarecer o problema antes de Cingapura
Com a possibilidade de chuva em Cingapura, compreender a falha ganha importância para a próxima corrida. Entretanto, as declarações de Vasseur descrevem as dúvidas da Ferrari naquele momento, após a prova de Sepang.
A FIA corrigiu o software antes da largada definitiva. Portanto, não há confirmação de que o problema voltará a acontecer.
Ainda assim, a preocupação de Vasseur é clara: uma falha semelhante durante a corrida poderia custar posições ou provocar um abandono, sem a oportunidade de correção que as equipes tiveram na Malásia.
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