Renault vende sua antiga sede de motores da F1

quinta-feira, 22 de outubro de 2026 às 13:18

Operação de motores da Renault em Viry-Châtillon passará ao controle do grupo Dumarey

A Renault acertou a venda de sua antiga operação de motores da F1 em Viry-Châtillon, perto de Paris. O grupo belga Dumarey assumirá a Alpine Racing SAS, empresa que concentrava o desenvolvimento das unidades de potência da fabricante francesa.

Segundo a Reuters, o acordo preserva 150 empregos. Entretanto, as empresas não divulgaram os termos financeiros da transação.

A negociação marca mais um passo no afastamento da Renault de seu antigo programa de motores. Ao mesmo tempo, oferece uma perspectiva de continuidade para parte do conhecimento técnico acumulado durante décadas na unidade.

Viry-Châtillon terá nova proprietária

Após a conclusão do negócio, a Alpine Racing SAS passará a operar sob a marca Dumarey. Assim, o grupo belga, especializado em sistemas de propulsão, assumirá a propriedade e a gestão da operação.

Portanto, a transação envolve a antiga divisão francesa de motores. A venda não corresponde à transferência da equipe Alpine que disputa o Mundial de Fórmula 1.

A mudança ocorre dois anos depois de a Renault decidir encerrar o desenvolvimento de suas próprias unidades de potência para a categoria. Como o Autoracing publicou em setembro de 2024, a fabricante desistiu de produzir motores para a F1 a partir de 2026.

Desde o início desta temporada, a Alpine utiliza unidades de potência da Mercedes. Dessa maneira, a equipe entrou no novo regulamento como cliente de outra fabricante, encerrando sua ligação com os motores desenvolvidos em Viry-Châtillon.

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Dumarey pretende preservar conhecimento técnico

Apesar da saída da Renault, a experiência dos profissionais da unidade poderá continuar ligada ao automobilismo. Segundo as empresas, a aquisição abre possibilidades de oferecer esse conhecimento em motores de F1 a outras equipes de corrida no futuro.

Porém, essa perspectiva ainda não representa o anúncio de um novo programa de fornecimento de motores para a Fórmula 1. Até agora, o acordo estabelece a mudança de controle da operação e a preservação dos 150 empregos.

Além disso, Guido Dumarey, presidente e fundador do grupo belga, destacou a intenção de desenvolver as competências da unidade.

“Nossa ambição é preservar e desenvolver ainda mais essa excepcional expertise em engenharia, ao mesmo tempo em que criamos novas oportunidades de crescimento”, afirmou em comunicado.

Assim, Viry-Châtillon inicia um novo capítulo sob outra administração. A Renault deixa para trás uma estrutura histórica de seu programa de F1, enquanto a Dumarey assume o desafio de transformar essa experiência em novos negócios.

AS - www.autoracing.com.br

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