Domenicali defende regulamento da F1 2026
quarta-feira, 15 de abril de 2026 às 9:47
Stefano Domenicali
Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, fez uma defesa firme das regras técnicas atuais. O dirigente respondeu às críticas que ganharam força no paddock, principalmente de que o espetáculo está “artificial”.
Desde o início da temporada, surgiram questionamentos importantes. Isso porque as novas unidades de potência passaram a operar com divisão de 50-50 entre o motor a combustão e os sistemas elétricos. Como resultado, a parte elétrica agora entrega até 350 kW.
Problemas nas primeiras corridas
Nas etapas disputadas na Austrália e no Japão, os pilotos enfrentaram limitações claras. Eles não conseguiram completar voltas de classificação sem recorrer ao lift and coast. Além disso, o chamado “super-clipping” também apareceu com frequência.
Nesse contexto, o piloto mantém o acelerador totalmente pressionado. No entanto, o carro perde velocidade enquanto recarrega a bateria. Por consequência, a performance cai justamente em trechos decisivos da volta.
Diante desse cenário, alguns competidores compararam o estilo de corrida a “Mario Kart”. Portanto, a categoria decidiu reagir. Assim, reuniões foram programadas para a pausa de abril, envolvendo a F1, a FIA e todas as equipes.

Domenicali rebate críticas
Apesar das reclamações, Domenicali apresentou outro ponto de vista. Segundo ele, não existe artificialidade nas disputas atuais. Pelo contrário, o dirigente defendeu que as ultrapassagens seguem naturais.
“Ultrapassagem é ultrapassagem. Então, o que seria artificial?” questionou em entrevista à Autosport.
Além disso, ele destacou um fator importante. Muitos críticos, segundo ele, ignoram o histórico da categoria. Dessa forma, acabam analisando o presente sem o devido contexto.
Comparação com a era turbo
Para sustentar seu argumento, Domenicali recorreu à década de 1980. Naquele período, a F1 já apresentava características semelhantes.
Na época, o lift and coast também fazia parte das corridas. Além disso, diferentes configurações de turbo influenciavam diretamente o desempenho. Consequentemente, os pilotos precisavam ajustar velocidade e estratégia constantemente.
Da mesma forma, o gerenciamento de combustível era essencial. Caso contrário, completar a corrida se tornava um desafio.
Por fim, Domenicali reforçou sua posição. Para ele, críticas atuais desconsideram que esse tipo de gestão sempre existiu. Portanto, tais elementos continuam sendo parte fundamental da essência da F1.
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