Aston Martin enfrenta obstáculos com o AMR26 de Newey
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026 às 8:54
Adrian Newey
Com a chegada de um grande pacote de mudanças no regulamento da Fórmula 1, tornou-se praticamente impossível prever quem iniciará a temporada em melhor forma.
Ainda assim, algumas equipes naturalmente atraem mais atenção. Entre elas, a Aston Martin desponta como uma das mais observadas do paddock.
Isso ocorre porque o novo carro nasceu em grande parte sob a liderança de Adrian Newey. Além disso, a Honda retornou oficialmente à F1 como fornecedora de unidade de potência da equipe britânica. Como resultado, o projeto passou a ser visto como um dos mais ambiciosos do grid.
Newey chegou à Aston Martin na primavera passada depois de encerrar sua longa passagem pela Red Bull. Desde então, a equipe o promoveu ao cargo de chefe de equipe.
Historicamente, sua habilidade de explorar brechas logo no início de novos ciclos técnicos sempre representou um diferencial competitivo.
Por característica própria, Newey leva conceitos ao limite. Assim, ele força soluções extremas para extrair performance adicional, mesmo quando isso exige mudanças profundas de filosofia.

Obstáculos técnicos mudaram o rumo do projeto
No entanto, de acordo com informações do racingnews365.com, a Aston Martin enfrentou diversos entraves durante o desenvolvimento do AMR26. Por causa disso, a equipe precisou reavaliar pontos-chave do conceito inicial.
Primeiramente, Newey identificou que nem o túnel de vento nem as simulações computacionais entregavam dados consistentes. Diante desse cenário, ele exigiu a recalibração completa do túnel de vento durante o verão europeu. Ao mesmo tempo, determinou a reescrita do software específico de simulação.
Naturalmente, essas decisões trouxeram consequências. Por um lado, o cronograma de design passou por ajustes. Por outro, esse processo não gerou um atraso significativo no projeto como um todo.
Entretanto, quando as novas ferramentas começaram a fornecer dados mais confiáveis, outras fragilidades vieram à tona.
Com isso, a equipe implementou mudanças adicionais sob supervisão direta de Newey. Como consequência, várias peças do novo carro receberam aprovação final mais tarde do que o previsto inicialmente.
A estratégia de desenvolvimento da Aston Martin
Atualmente, a Aston Martin atravessa um período de evolução constante. Esse contexto inclusive ficou claro no fim de 2025, quando a estrutura de gestão passou por mudanças que culminaram com Newey assumindo o comando da equipe.
Ainda assim, esses sinais não indicam instabilidade. Pelo contrário, fazem parte do método de trabalho de Newey. Em geral, ele prefere finalizar o carro apenas no último momento depois de analisar em profundidade como cada área pode evoluir ao longo da temporada.
Dessa forma, o AMR26 atuará como um verdadeiro laboratório em pista em 2026, talvez mais do que os carros de outras equipes. Mesmo com as limitações impostas pelo teto orçamentário, o plano de desenvolvimento segue metas claras e bem delimitadas.
Algumas atualizações terão foco na otimização da aerodinâmica interna e no layout da unidade de potência. Nesse estágio inicial, o objetivo não envolve apenas confiabilidade. Além disso, busca-se uma evolução estrutural do conceito do carro.
Newey já seguiu esse caminho anteriormente. Por exemplo, durante a introdução do KERS, ele apostou em uma integração ousada dos componentes para obter vantagem técnica.
Por outro lado, outras evoluções concentrarão esforços exclusivamente no ganho de desempenho aerodinâmico. Nesse ponto, a colaboração estreita entre Aston Martin e Honda sustenta boa parte das soluções idealizadas por Newey.
Na prática, essas duas frentes acabam se complementando. Segundo a filosofia de Newey, essa combinação cria uma vantagem técnica difícil de ser copiada pelos rivais ao longo da temporada.
Assim, a expectativa é que o carro alcance sua forma definitiva até a pausa de verão, estabelecendo uma base sólida para o projeto de 2027.
Por enquanto, a Aston Martin segue como um canteiro de obras em atividade, focada em construir fundamentos consistentes para o futuro. Talvez os resultados imediatos não apareçam. Ainda assim, o caminho traçado aponta claramente para objetivos maiores a médio prazo.
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