Alonso aponta motor Honda como causa de P20 na sprint

sexta-feira, 21 de agosto de 2026 às 14:45

Fernando Alonso

Fernando Alonso apontou a nova unidade de potência da Honda como um dos principais fatores para sua classificação na parte de trás do grid da sprint do GP da Holanda. O espanhol terminou a classificação em P20, enquanto Lance Stroll também foi eliminado ainda na primeira fase.

A situação representa um contraste com o desempenho apresentado pela Aston Martin na corrida anterior, na Hungria. Na ocasião, a equipe introduziu uma importante atualização no chassi, e Alonso conseguiu avançar do Q1 pela primeira vez na temporada.

Agora, porém, o cenário mudou. Além de correr em Zandvoort, a Aston Martin passou a utilizar uma unidade de potência Honda atualizada. Ainda assim, Alonso não conseguiu repetir o desempenho de Budapeste e acabou no fundo do pelotão.

O espanhol também teve um problema durante sua primeira tentativa na SQ1. Alonso travou os freios dianteiros e escapou para a brita na curva 1. Como resultado, foi o último piloto a registrar um tempo competitivo na fase inicial e ficou prejudicado pelo restante da sessão.

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Problemas de dirigibilidade prejudicam Alonso

Depois da classificação, Alonso explicou que o comportamento do motor dificultou principalmente as frenagens. Segundo o bicampeão mundial, a unidade de potência entregava mais desempenho do que o esperado em determinados momentos, tornando o carro difícil de controlar.

“O treino livre foi mais ou menos bom, mas, na classificação, tivemos problemas de dirigibilidade do motor”, disse Alonso.

“Ele empurrava durante as frenagens, então às vezes era difícil parar o carro porque o motor estava entregando potência demais. Depois, aparentemente, o SLM, o modo de reta, não funcionou para mim, então não consegui abrir a asa traseira.”

Para Alonso, a combinação dos dois problemas tornou as voltas ainda mais complicadas. Além disso, a falta do recurso de abertura da asa traseira prejudicou a velocidade do carro nas retas de Zandvoort.

“Uma combinação dos dois tornou as voltas muito complicadas”, explicou.

Alonso pede tempo para Honda

Apesar das dificuldades, Alonso evitou fazer críticas mais duras à Honda. O espanhol lembrou que o desempenho apresentado no treino livre havia sido positivo e indicava uma evolução em relação à corrida anterior.

“Como eu disse, o treino livre foi bom e senti um passo à frente”, afirmou Alonso.

Por outro lado, o piloto reconheceu que a unidade de potência ainda está em uma fase inicial de desenvolvimento. Segundo ele, os controles do novo conjunto ainda precisam de ajustes, enquanto o formato de fim de semana com sprint reduz o tempo disponível para encontrar soluções.

“Ainda é muito cedo e provavelmente a unidade de potência é um pouco imatura, com todos os controles. É um fim de semana de sprint. Em um fim de semana normal, temos três sessões de treino para acertar o pacote”, explicou.

Agora, a Aston Martin terá de trabalhar com os dados disponíveis para compreender os problemas antes da sprint. Alonso sabe que o tempo é curto, mas espera encontrar respostas para melhorar o comportamento do carro.

“Obviamente, em uma sprint, precisamos lidar com a situação na classificação de hoje e na corrida sprint. Vamos tentar entender algumas coisas”, completou.

EB - www.autoracing.com.br

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