Red Bull explica fim do problema de correlação em 2026
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026 às 9:11
Pierre Waché
Pierre Waché, diretor técnico da Red Bull, explicou por que os antigos problemas de correlação não devem comprometer o projeto de 2026. Segundo ele, embora a equipe tenha enfrentado dificuldades recentes, o cenário técnico mudou de forma significativa.
A hexacampeã de construtores na Fórmula 1 sofreu com inconsistências nos últimos anos, principalmente porque utiliza o túnel de vento mais antigo do grid.
Inclusive, Christian Horner, ex-chefe da equipe, costumava chamá-lo de “relíquia da Guerra Fria”. Por isso, a organização decidiu investir pesado em uma nova instalação.

Problemas no fim do ciclo regulatório
Durante o ciclo anterior, a Red Bull enfrentou divergências constantes entre dados de túnel de vento e simulações em CFD. Como resultado, diversas atualizações não entregaram a performance projetada. Consequentemente, a vantagem construída em 2023 começou a desaparecer.
Naquele ano, Max Verstappen dominou amplamente o campeonato de pilotos. Entretanto, o holandês perdeu o título para Lando Norris na temporada passada. Além disso, a equipe caiu para dois terceiros lugares consecutivos no mundial de construtores.
Ao mesmo tempo, a McLaren evoluiu de forma agressiva e superou a rival em ritmo de desenvolvimento. Portanto, enquanto a Red Bull buscava respostas, a concorrência avançava. Ainda assim, Waché não acredita que o problema terá o mesmo peso daqui em diante.
Novas regras mudam o cenário
Durante os testes de pré-temporada no Bahrain, o engenheiro detalhou os fatores por trás das falhas. Primeiramente, o túnel de vento atual é bastante antigo. De fato, trata-se do mais velho da categoria. Por conseguinte, limita a precisão quando os ganhos aerodinâmicos se tornam marginais.
Além disso, no fim de um regulamento, as equipes disputam ganhos mínimos. Nesse contexto, qualquer diferença pequena entre simulação e pista se torna crítica.
Assim, a margem para erro diminui drasticamente. Quando a precisão exigida é extremamente alta, o risco de seguir um caminho técnico equivocado aumenta.
Porém, agora o cenário é diferente. Como as regras de 2026 são novas, as áreas de desenvolvimento se ampliam. Portanto, os dados disponíveis são mais volumosos e oferecem maior margem de exploração.
Consequentemente, o risco de correlação incorreta diminui. Isso não elimina totalmente as incertezas. Contudo, reduz consideravelmente a probabilidade de desvios graves.
Novo túnel reforça confiança
Além das mudanças regulatórias, a Red Bull aposta fortemente na nova infraestrutura. A instalação deve entrar em operação no fim deste ano ou no início de 2027. Quando isso ocorrer, o modelo atual, com cerca de 70 anos, será definitivamente aposentado.
Segundo Waché, a equipe investiu intensamente para construir a melhor estrutura do grid. Dessa forma, a organização pretende reduzir progressivamente qualquer discrepância entre simulação e desempenho real.
Portanto, embora o histórico recente gere questionamentos, a confiança interna é clara. Com novas regras, maior volume de dados e um túnel de vento moderno a caminho, a Red Bull acredita que os problemas de correlação não voltarão a comprometer seu projeto na F1.
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