Ferrari agora é apontada como favorita inicial em 2026

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026 às 9:18

Ferrari

A Ferrari agora surge como a principal candidata ao topo da Fórmula 1 em 2026. Depois de uma campanha decepcionante em 2025, a equipe italiana reagiu com firmeza. Como resultado, deixou excelente impressão no segundo teste de pré-temporada no Bahrain.

Além disso, rivais não esconderam a surpresa. Pelo contrário, reconheceram publicamente tanto o ritmo quanto a ousadia técnica da escuderia diante do novo regulamento focado em energia.

Inovações técnicas mudam o cenário

Em primeiro lugar, as soluções apresentadas chamaram atenção imediata. A Ferrari introduziu um elemento de asa resistente ao calor próximo ao escapamento. Ao mesmo tempo, apresentou uma asa traseira com abertura de 270 graus, algo incomum até então.

Além dessas mudanças, observadores acreditam que a equipe utiliza um turbo menor. Dessa forma, tenta reduzir as fragilidades na fase de largada vistas em outras equipes sob as novas regras.

Enquanto isso, o conceito da asa traseira passou pelo crivo regulatório. A FIA confirmou a legalidade do projeto.

Nikolas Tombazis explicou que agora não existe limite máximo para a abertura entre o elemento principal e a seção superior da asa.

Portanto, segundo ele, a federação decidiu ampliar a liberdade criativa. Assim, do ponto de vista técnico, a solução da Ferrari está plenamente dentro das normas.

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Elogios no paddock, mas com ressalvas

Naturalmente, os concorrentes reagiram. James Vowles, chefe da Williams, destacou que a Ferrari apresenta inovações consistentes e mantém desenvolvimento constante.

Além disso, ao comentar o pacote incomum da asa traseira, afirmou que a integração da aerodinâmica ativa nas aletas foi feita de forma inteligente. Inclusive, admitiu que não havia considerado abordagem semelhante.

Por outro lado, o ex-chefe de equipe Franz Tost levantou um possível contraponto. Segundo ele, as largadas fortes da Ferrari podem estar ligadas à arquitetura do turbo. Entretanto, essa escolha pode gerar pequena desvantagem em outras áreas de performance.

Largadas viram ponto central da discussão

Paralelamente, o debate sobre procedimentos de largada ganhou intensidade. Diversas equipes defendem ajustes que permitam mais tempo para o enchimento do turbo antes da largada.

Contudo, a Ferrari adota posição firme. Frederic Vasseur, chefe da equipe, revelou que levantou a questão com a FIA ainda no ano passado. Segundo ele, o problema era previsível sem o MGU-H. Ainda assim, a federação não alterou o procedimento.

Em contrapartida, a Mercedes enfrenta dificuldades evidentes nessa fase. Kimi Antonelli admitiu que as largadas representam o ponto fraco da equipe.

Além disso, George Russell foi direto ao ponto. Ele ressaltou que é preciso largar como um vencedor para vencer corridas. Por isso, classificou suas duas largadas no Bahrain como provavelmente as piores da carreira na F1.

Diante desse cenário, Toto Wolff apoia mudanças. O dirigente propõe, por exemplo, um aviso de cinco segundos antes da primeira luz se acender. Na avaliação dele, essa medida evitaria situações caóticas.

Confiança de Hamilton e velocidade de Leclerc

Fora da pista, Lewis Hamilton demonstrou resiliência. Após um fim de 2025 psicologicamente difícil, publicou mensagem confiante nas redes sociais.

Afirmou que não vai a lugar algum. Além disso, agradeceu o apoio recebido. Também reconheceu que, por um momento, esqueceu quem era. Porém, garantiu que aquela mentalidade não voltará.

Dentro do carro, os dados reforçam o otimismo. Charles Leclerc encerrou o teste do Bahrain com a simulação de classificação mais rápida da semana. Consequentemente, consolidou a impressão de que a Ferrari possui ritmo real.

Stefano Domenicali, CEO da F1, mostrou entusiasmo. Segundo ele, a Ferrari parte de uma base sólida. Além disso, destacou que tanto Leclerc quanto Hamilton aparentam confiança.

Apesar do cenário positivo, Vasseur mantém cautela. Para ele, o fator decisivo será a capacidade de desenvolver e produzir peças com rapidez ao longo do campeonato.

Em outras palavras, o título não será definido em Melbourne nem no Bahrain. Portanto, o objetivo não é liderar testes, mas sustentar evolução constante.

Por fim, Vowles fez um alerta estratégico. De acordo com ele, jogos já ocorrem nos bastidores. A Red Bull parecia muito forte até surgirem questionamentos sobre sua unidade de potência. Desde então, reduziu o ritmo aparente.

Assim, embora a Ferrari largue sob os holofotes, o equilíbrio pode mudar rapidamente. Afinal, na F1 moderna, desenvolvimento contínuo vale tanto quanto velocidade bruta.

 

LS - www.autoracing.com.br

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