Mercedes F1 pode boicotar GP da Austrália
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026 às 19:49
Toto Wolff
O suposto favoritismo da Mercedes ao título mundial de Fórmula 1 de 2026 pode ter um revés com um boicote. Atualmente, rumores indicam uma mudança de última hora no regulamento técnico da categoria. A FIA pode fechar uma importante brecha que a fabricante alemã vem explorando em seu motor. Segundo o regulamento de 2026, a taxa de compressão do combustível deve ser de 16:1 No entanto, equipes rivais acreditam que a Mercedes encontrou uma maneira de atingir 18:1. Esse ganho ocorreria apenas quando o motor está bem quente durante a atividade na pista.
Irregularidade no motor e pressão das equipes rivais
O mesmo regulamento diz que a FIA testa os motores apenas em temperatura ambiente. Portanto, a suposta irregularidade da equipe alemã não seria detectada nas inspeções. Por causa disso, as equipes rivais da Mercedes se uniram para reclamar formalmente. As sete equipes que não usam motores dos Prateados podem tentar aprovar uma mudança normativa. Essa alteração faria com que a FIA ampliasse suas inspeções técnicas imediatamente. Consequentemente, isso forçaria a Mercedes a fazer alterações quase impossíveis em sua unidade de potência, devido ao prazo curtíssimo antes do início da temporada.
Ameaça de retirada do grid no GP da Austrália
Na quarta-feira, surgiu a informação de que os carros com motor Mercedes podem não largar na Austrália. Isso ocorreria se as regras mudarem a menos de um mês da corrida inicial. Mas o jornal Blick revelou agora que a Mercedes realmente ameaçou não colocar seus carros na pista. Além da equipe de fábrica, as campeãs McLaren, Williams e Alpine também não alinhariam no grid. De fato, isso seria desastroso para a Fórmula 1 em termos de audiência e esporte. Entretanto, o jornal Blick sugere que se trata apenas de “uma ameaça vazia”, já que não partiu da cúpula da Mercedes. Além de tudo, existem contratos comerciais rígidos que precisam ser cumpridos pelas equipes.

Consequências técnicas para a equipe Mercedes
Ainda assim, é evidente que a situação atual é extremamente crítica para a categoria. Se o truque com a compressão de combustível for permitido, a Mercedes consolidará uma vantagem no ICE. Por outro lado, se o recurso for eliminado, a equipe poderá ficar em situação delicada. Inicialmente, acreditava-se que a proposta de mudança nas regras esperaria até o ano de 2027. Contudo, as rivais parecem ter os votos necessários para aprová-la antes desse prazo. Se esse for o caso, não há motivo para os adversários esperarem mais tempo. Como eles não conseguem replicar a tecnologia, não permitirão que a equipe corra assim.
O posicionamento de Toto Wolff sobre o debate
Os adversários consideram que o motor atual da Mercedes é ilegal perante o espírito esportivo. Mas os votos das equipes não são suficientes para alterar o cenário agora. A FIA e a FOM também precisariam votar junto contra a Mercedes neste impasse. Um grande problema é que a FIA já garantiu conformidade à equipe anteriormente. Se a FOM e a FIA agora optarem por votar contra a Mercedes, Wolff admite problemas. O chefe da equipe afirma que eles estarão em apuros caso isso aconteça. “Não se trata apenas das equipes, é preciso ter os votos do órgão regulador e dos detentores dos direitos comerciais. Se eles decidirem compartilhar uma opinião e uma agenda, então ficaremos todos em apuros”, disse ele à Autosport.
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