Antonelli pode ter vantagem com novas regras da F1
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026 às 8:46
Kimi Antonelli e Peter Bonnington
Kimi Antonelli surge como um possível beneficiado pelas novas regras da Fórmula 1. Isso porque, segundo a Mercedes, o jovem italiano possui uma “capacidade mental extra” que pode fazer diferença no novo ciclo técnico.
Além disso, Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista da equipe alemã, acredita que essa característica ajudará Antonelli a lidar com carros mais complexos e exigentes. Assim, o piloto pode acelerar o processo de adaptação já no início da temporada.
Na temporada passada, Antonelli teve um ano de estreia consistente. Ainda assim, a performance apresentou contrastes claros.
Por um lado, ele começou e terminou o campeonato em boa forma nas corridas fora da Europa. Por outro, sofreu bastante durante a sequência de provas europeias no meio do calendário.
Agora, entretanto, o cenário muda completamente. Com alterações profundas no regulamento, o piloto de 19 anos praticamente precisa reaprender tudo. Consequentemente, o estilo de pilotagem exigido será diferente tanto em classificação quanto em ritmo de corrida.

Juventude facilita adaptação ao novo regulamento
Mesmo diante desse desafio, Shovlin não demonstra preocupação. Pelo contrário, ele vê vantagem no perfil jovem de Antonelli.
“Estamos entendendo muito melhor quem ele é”, afirmou o engenheiro ao falar com a imprensa no fim da última temporada.
Segundo ele, Antonelli está cada vez mais confortável dentro da equipe. Além disso, mostra confiança crescente no próprio desempenho, algo fundamental em um ano de mudanças radicais.
De acordo com Shovlin, adaptar-se às novas regras depende sobretudo de prática. Nesse ponto, a juventude pesa positivamente. Antonelli consegue passar horas no simulador sem perder foco ou rendimento.
Além disso, pilotos mais jovens, criados no universo dos games, desenvolvem uma habilidade rara. Eles conseguem pilotar enquanto pensam em outros aspectos. Assim, conversam, analisam dados e mantêm a concentração ao mesmo tempo.
Como resultado, a pilotagem se torna quase automática. Dessa forma, sobra espaço mental para pensar em energia, estratégia e oportunidades de ultrapassagem. Não por acaso, Antonelli gosta do simulador e aceita fazer quantas horas forem necessárias, algo visto internamente como decisivo.
Comunicação técnica acelera evolução
Ao longo de 2025, a evolução de Antonelli ficou evidente. Primeiramente, ele passou a entender melhor o fluxo completo de um fim de semana de corrida. Em seguida, avançou no uso das ferramentas de engenharia para equilibrar o carro.
Outro ponto importante envolve a comunicação. Antonelli demonstra muita clareza ao explicar o comportamento do carro. Com isso, o trabalho ao lado do engenheiro de corrida Pete Bonnington flui melhor.
Quando Antonelli descreve exatamente o que sente, Bonnington sabe como agir. Assim, a dupla consegue explorar diferentes formas de ajustar o equilíbrio mecânico ao longo da volta.
Com o tempo, esse processo cria um repertório técnico valioso. Ou seja, o piloto passa a associar mudanças específicas a sensações claras. Portanto, quando encontra um problema semelhante, consegue recorrer a soluções já testadas.
Ajustes finos ainda são desafio
Apesar do progresso, Shovlin apontou uma área que ainda exige atenção. Antonelli precisa entender melhor como abordar corridas e sessões de classificação. Em especial, falta calibrar o quanto deve forçar em cada momento.
Na última temporada, a execução de voltas rápidas nem sempre foi ideal. Frequentemente, o piloto forçou demais nas primeiras curvas. Como consequência, o carro escapava e os pneus aqueciam além do ideal.
Assim, ele não conseguia reduzir a temperatura ao longo da volta. A classificação para o GP da Hungria ilustra bem esse cenário, quando terminou apenas em 15º. “Ele exagerou”, resumiu Shovlin.
Além disso, quando os resultados começaram a melhorar, Antonelli também se empolgou. Em várias sessões, foi muito bem no Q1 e Q2. No entanto, acabou forçando demais no Q3 e pagando o preço.
Porém, esse tipo de erro faz parte do aprendizado. Pilotos com seis ou até 10 anos de carreira só dominam esses detalhes após muita experiência. Ainda assim, há pontos positivos claros.
Antonelli chegou ao Q3, completou todas as corridas e assim maximizou o aprendizado. Portanto, quando retornar aos mesmos circuitos, tudo tende a ficar mais simples e natural.
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