Um dia na McLaren com a TAG Heuer

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Fernando Alonso e Jenson Button

Conteúdo patrocinado por: tag-heuer-logo

Por: Adauto Silva

Luxo. É a palavra que melhor descreve um dia inteiro que passei com a equipe McLaren em Interlagos no GP do Brasil.

Convidado pela TAG Heuer, que depois de 30 anos de parceria com a equipe de Woking vai deixá-los pela Red Bull (como o Autoracing publicou aqui), o dia começou às 9 horas da manhã nos encontrando  na loja da TAG Heuer no Shopping Cidade Jardim.

Lá, encontrei o diretor da TAG Heuer para a América do Sul, Bruno Duchene e mais três jornalistas, um deles chileno. Juntos partimos numa Van luxuosa da TAG para o circuito de Interlagos.

Chegamos um pouco antes do primeiro treino começar e fomos direto para o hospitality center da McLaren. Um “super” hospitality aliás, bastante grande, com ótimas acomodações e localizado praticamente em cima da curva do Laranjinha. Enquanto assistimos dali o treino – que podia ser tanto olhando para a pista quanto para o enorme telão dentro do hospitality – , tomamos um excelente café da manhã oferecido pela McLaren.

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Hospitality McLaren – GP do Brasil 2015

Logo que acabou o treino fomos visitar o pitlane e, além de podermos entrar no box da McLaren, consegui também entrar no box da Lotus e da Pirelli, além de poder ver todos os carros e muitos mecânicos de todas as equipes. Ali encontrei com um monte de gente, principalmente alguns jornalistas estrangeiros com os quais eu não conversava há algum tempo.

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Carro de Button no box da McLaren

Depois voltamos para o hospitality center da McLaren porque Jenson Button ia lá dar uma “palhinha” conosco. Button está muito magro. Depois que o regulamento mudou em 2014 e ele passou a se dedicar ainda mais em ser um triatleta – vai participar do próximo Ironman – ele está incrivelmente magro.

Conversamos um pouco ali, Button falou das perspectivas futuras (sem muita animação), o que ele achava da pista, da atmosfera de Interlagos (que ele adora), mas evitou falar de aspectos técnicos tanto do chassi quanto do motor da McLaren.

Button é um cara educado, sempre foi. Mas só dá “mole” para os convidados da McLaren e para a imprensa inglesa. Os demais mortais ele simplesmente ignora, chega a ser engraçado até…

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Jenson Button falando sobre a pista de Interlagos

Logo que Button saiu do hospitality da McLaren nós também saímos. Fomos conhecer o entorno de onde estávamos, passamos pelas lojas das equipes (R$ 400,00 uma camiseta da McLaren, o mesmo da Ferrari e cerca de R$ 200,00 uma da Red Bull), paramos para cumprimentar a Bianca Senna na loja dos produtos da família e depois voltamos para o box, desta vez para o paddock, que é uma área nova em Interlagos que fica atrás dos boxes, entre eles e um prédio novo onde os pilotos e os membros das equipes passam grande parte do tempo, comem, descansam, fazem reuniões e etc.

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Lojas das equipes

Ali encontramos vários pilotos, chefes de equipe e etc. Paramos para conversar com o Felipe Nasr, sempre uma simpatia e pronto para atender as pessoas nas horas possíveis.

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Com Felipe Nasr e turma!

Pudemos entrar de novo no box da McLaren, desta vez por trás e ver tudo lá dentro, tocar nos carros, falar com o pessoal e etc. De repente ligaram o motor do carro do Alonso, já que o espanhol tinha dito que havia ouvido algum barulho estranho durante o treino. Naquele momento entramos numa cabine que fica bem no meio do box e colocamos os fones de ouvido, pois mesmo com o ronco muito mais baixo que o motor da F1 é hoje, ainda não dá pra ficar sem proteção quando ele é acelerado dentro do box.

Nessa cabine tinha algo muito interessante. Na minha frente havia um monitor e eu pude ver que ele mostrava uma sala com sete pessoas também com fones de ouvido olhando para seus monitores. Perguntei onde estavam aquelas pessoas e me surpreendi quando me falaram que eles estavam em Woking, Inglaterra, sede da McLaren, escutando e monitorando em tempo real aquele motor que estava sendo acelerado naquele momento.

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Carro de Alonso no box da McLaren

Perguntei porque eles não estavam ali no box fazendo isso e me responderam que a equipe só pode levar 66 pessoas para a pista (fora o pessoal da Honda), portanto essa era um maneira de eles terem mais engenheiros estudando e trabalhando em tempo real em todos os dados que a equipe vai coletando. Realmente impressionante…

Depois saímos de lá e fiquei “fuçando” em tudo que dava lá dentro. Descobri, por exemplo, que a McLaren tem um software que analisa absolutamente tudo em relação ao carro, motor, pista, temperatura, pressão atmosférica, altitude, umidade, asfalto, compostos de pneus, os tempos feitos nos treinos – tanto dela quanto da concorrência – e lista até 150 mil possibilidades de estratégias para a corrida! É uma coisa de louco, como aliás, tudo que envolve a Formula 1.

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Equipe Lotus

Desde 2009 eu não entrava no box de alguma equipe de F1 podendo ficar “à vontade”. Nesses 6 anos, é absolutamente espantosa a evolução e o nível de precisão de tudo o que envolve uma equipe de F1. E posso garantir que não há nada sequer parecido com isso em qualquer outra categoria do automobilismo mundial. As equipes do WEC – onde estive no ano retrasado – também são bastante desenvolvidas, mas estão a anos-luz da estrutura e do que uma equipe de F1 é capaz de fazer.

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Scuderia Ferrari

Depois disso fiquei mais um pouco no paddock, troquei uma palavra ou outra com gente que conhecia, tentei falar com o Mauricio Arrivabene, mas tudo que consegui foi um sorriso e um aceno e resolvi voltar lá para o hospitality da McLaren para almoçar, já que o segundo treino estava para começar!

Chegando lá não me surpreendi com o nível espetacular da comida e bebida que estavam disponíveis para nós convidados. E ainda ganhei um quiz que o assessor de imprensa da McLaren fez durante o almoço, que me valeu um boné da equipe autografado pelo Alonso e pelo Button!

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Com Bruno Duchene, diretor da TAG Heuer

Ah, muito importante! A TAG Heuer, que é uma das maiores incentivadoras do automobilismo de alto nível mundial, além de apoiadora de inúmeros pilotos brasileiros, como Bruno Senna, Felipe Nasr, Lucas di Grassi, além de ter o eterno Ayrton Senna como seu grande embaixador, também é parceira do Autoracing há três anos e seguimos firmes em 2016!

Adauto Silva

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