Pilotos aprovam novo banco da Stock Car

Rubens Barrichello

Rubens Barrichello testando o novo banco

Após a disputa de um GP completo em Curitiba, os pilotos aprovaram a adoção do novo banco do carro da Stock Car. Além das duas sessões de 30 minutos na quinta-feira para adaptação ao novo equipamento, a novidade foi testada nos treinos livres, classificação e na corrida de mais de 40 minutos no último domingo, vencida pelo piloto Átila Abreu, da equipe Mobil Super Pioneer Racing.

O consenso geral foi de que a novidade trouxe avanços em um quesito tão importante como segurança. Além disso, passada a dificuldade natural de adaptação no primeiro contato, a maioria considerou o novo banco mais confortável – inclusive melhorando o contato do piloto com o carro.

“Fizemos um modelo especial para a Stock Car, buscando um banco mais seguro e confortável que o anterior. Foi concebido especialmente para nossa categoria, com o máximo de tecnologia e com custos dentro da realidade brasileira”, diz Zequinha Giaffone, diretor da JL Racing, que fabrica o carro da Stock Car. Concebido sob medida para o carro da categoria brasileiro, o projeto do banco é do engenheiro italiano Guenther Steiner, que inclusive esteve em Curitiba à disposição de pilotos e equipes.

“No primeiro contato, ainda tive que buscar algumas adaptações, mas logo depois de me senti bem mais confortável. É uma evolução nítida em relação ao modelo anterior, porque me sinto mais fixo ao chassi, que é um estilo mais próximo de conduzir de um fórmula, por exemplo”, diz Galid Osman, piloto da BMC Racing que em 2012 vem sendo o melhor estreante da Stock Car.

O novo banco foi homologada após rigorosos testes da FIA no laboratório Newton em Milão, na Itália. Esta homologação especial que adiou a estreia em alguns meses da novidade que já estava prevista para a temporada 2012.

A “concha” do banco é do mesmo tamanho para todos os pilotos, e o ajuste é feito através de uma espuma desenvolvida especialmente para esta finalidade, com três opções: pequeno, médio e grande. “É natural que alguns pilotos se sintam desacostumados no início, especialmente os maiores, mas trabalhamos neste sentido para fazer esta adaptação da maneira mais rápida possível, até porque a espuma que faz o molde pode ser feita pela equipe sob medida pra cada piloto, como em um fórmula”, diz Giaffone.

O próprio vencedor do GP de Curitiba, Átila Abreu, por ser o mais alto do grid, com 1m92, teve dificuldades no início, mas foi um dos pilotos que elogiou o novo banco na entrevista coletiva após a corrida. “Nos primeiros treinos, estava desconfortável, mas consegui me adaptar e na corrida foi até melhor do que eu imaginava. E é claro que tudo que é feito para trazer mais segurança é importante para nós na Stock Car”, disse.

A próxima etapa da Stock Car será no dia 11 de novembro, em Brasília (DF).

EB - www.autoracing.com.br

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