F1 – GP da Grã-Bretanha está realmente ameaçado?

GP da Grã-Bretanha

GP da Grã-Bretanha

Parece que ano após ano o futuro do GP da Grã-Bretanha está em perigo.

Silverstone tem um contrato de 17 anos para sediar a corrida, que vai até 2026, e seu proprietário, o British Racing Drivers’ Club não quer perdê-lo.

Mas o BRDC está considerando o exercício de uma cláusula de ruptura, que permite que encerre o contrato na marca de 10 corridas (após a corrida de 2019) sem penalidade, por causa de pressões financeiras.

A primeira corrida do contrato atual em 2010 custou aos organizadores 12 milhões de libras. Um escalonamento feito no contrato, como é comum em acordos da Fórmula 1, significa que vai custar cerca de 26 milhões de libras no ano final.

Isso não é de forma alguma a maior taxa paga por um circuito – o GP da Rússia pode ter pago 25 milhões de libras para a sua corrida de abertura em 2014 com esse valor subsequentemente subindo.

Mas enquanto muitas das corridas no calendário da F1 recebem financiamento do governo, Silverstone não e apesar de atrair cerca de 140 mil fãs no ano passado, ainda luta para tornar o evento financeiramente viável.

O chefe da F1, Chase Carey, que se reuniu com o presidente do BRDC, John Grant, no GP da Espanha, disse durante o fim de semana que os novos proprietários “não estarão renegociando o contrato”.

Pode-se entender que, dizendo isso, a Liberty não está interessada em ajudar o GP da Grã-Bretanha a sobreviver, colocando a corrida sob ameaça.

Mas a outra leitura é que Carey escolheu suas palavras cuidadosamente.

É compreensível que ele não queira ajustar o arranjo atual, pois isso abriria a porta para outros circuitos que desejam fazer o mesmo.

Mas isso não significa que ele não estaria disposto a discutir um novo acordo, caso Silverstone estivesse interessado em ativar a cláusula de ruptura em seu acordo atual.

IB - www.autoracing.com.br

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