F1 – FIA defende escolha do halo para 2018

Mercedes testando o halo

Mercedes testando o halo

A FIA defendeu sua decisão de introduzir o dispositivo de proteção de cabeça, apelidado de halo, na Fórmula 1 na próxima temporada, rotulando-o como a “melhor solução” entre as opções disponíveis.

O esporte se esforçou para aumentar a proteção do cockpit frontal nos últimos anos, com o halo, que envolve o cockpit sob a forma de três hastes, sendo amplamente testado em 2016.

A implementação planejada do halo foi adiada por um ano, enquanto ocorreram análises adicionais, tanto no halo quanto em outras opções, e foi anunciado na quarta-feira que o sistema seria obrigatório em 2018.

No sábado, a FIA lançou uma declaração detalhada explicando sua escolha, sob a manchete “por que (o) halo é a melhor escolha para 2018”.

Enfatizou que “a gravidade dos incidentes deixou claro à FIA que o desenvolvimento de uma solução para mitigar o impacto frontal na área do cockpit é uma prioridade de pesquisa para a FIA. Houve também uma série de quase acidentes (ou) acidentes que evidenciaram a necessidade de ação”.

A FIA esboçou que o halo foi avaliado com sucesso em ensaios extensivos, incluindo a deflexão de objetos grandes, e que esses testes haviam aliviado qualquer preocupação com a menor visibilidade ou dificuldades de extração.

“Centrando-se em três grandes tipos de risco importantes, contato de carro com carro, contato de carro com ambiente e objetos externos, os testes revelaram que, no caso de incidentes de carro com carro, o halo foi capaz de suportar 15x a carga estática da massa total do carro e conseguiu reduzir significativamente o potencial de lesões”, explicou a FIA.

“Em testes de carro com ambiente externo, foi estabelecido que o halo foi capaz de evitar o contato do capacete com uma parede ou uma barreira em muitos casos, usando uma seleção de incidentes anteriores como referência”.

“Finalmente, no caso de objetos externos, o halo desvia objetos grandes para longe do ambiente do cockpit e também demonstrou um aumento do nível líquido de proteção contra pequenos detritos”.

“Além disso, os comentários sobre extensos testes de pista revelaram que a visibilidade era substancialmente inalterada e não houve obstrução visual significativa devido ao suporte central”.

“Os teste de pista também não revelaram problemas relacionados à saída do cockpit e testes de extração múltiplos foram conduzidos com o halo no lugar, com um procedimento revisado formulado para garantir retirada segura”.

Sebastian Vettel testou um dispositivo alternativo, o “shield” semelhante a um escudo, durante os treinos para o GP da Inglaterra, embora a natureza embrionária do sistema significasse que não era uma opção viável.

A FIA passou a explicar que, com o halo atualmente sendo a melhor solução, e tendo prometido introduzir maior proteção de cabeça para 2018, sua decisão era definitiva. “Após o teste estático, o sistema ‘shield’ recebeu um teste curto de pista no GP de 2017, com o dispositivo instalado na Ferrari de Sebastian Vettel. O feedback deste teste envolveu uma série de limitações em torno desse sistema”.

“À luz disso e conscientes dos testes de deflexão bem-sucedidos realizados com o sistema halo, os múltiplos testes de pista bem sucedidos realizados com uma grande variedade de pilotos e equipes na segunda metade da temporada de 2016 e a necessidade de implementar regulamentos para o início da temporada 2018, o sistema halo representa a melhor solução para a questão da proteção do cockpit frontal atualmente existente”.

“O último design do halo agora será refinado antes da sua introdução em 2018 em um esforço conjunto entre equipes, pilotos e FIA”, concluiu o órgão regulador, que explicou que o “aeroscreen” da Red Bull, testado na Rússia no ano passado, foi “bem sucedido em algumas áreas”, mas que “testes adicionais suscitaram preocupações quanto à eficácia do dispositivo”.

EB - www.autoracing.com.br

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