Wolff surpreso com pole “além da compreensão” de Antonelli
sábado, 24 de outubro de 2026 às 21:09
Kimi Antonelli
Toto Wolff admitiu que não esperava ver Kimi Antonelli conquistar a pole position para o GP dos Estados Unidos de Fórmula 1.
O chefe da Mercedes ficou impressionado com a volta do italiano no Circuito das Américas e classificou a performance como algo “além da compreensão”.
Antonelli marcou 1m34.035s e superou Max Verstappen por 0.179s. Isack Hadjar colocou a segunda Red Bull em P3, enquanto Charles Leclerc e Lewis Hamilton completaram os cinco primeiros pela Ferrari.
George Russell, companheiro de equipe de Antonelli, garantiu apenas o sexto lugar.
Em entrevista à Sky F1 após a classificação, Wolff revelou que havia sido bastante conservador ao avaliar as chances do italiano antes da sessão. Inclusive, ele admitiu que a pole o surpreendeu.
“Sim, ainda é um pouco surpreendente. Tínhamos um convidado na garagem que me perguntou o que eu esperava da classificação. Respondi algo entre P3 e P5”, contou Wolff.
“Então, o sujeito deve achar que sou totalmente incompetente nas minhas avaliações, mas não esperávamos aquela volta”.
Quero ser VIPWolff compara Antonelli a um cavalo de corrida
A pole position coloca Antonelli em uma posição favorável para tentar conquistar o título mundial já em Austin. Para isso, o italiano precisa vencer a corrida, com Lewis Hamilton terminando em P5 ou abaixo e Russell em P9 ou pior.
Entretanto, o que mais impressiona Wolff é a maneira como Antonelli consegue extrair velocidade do carro. Segundo o dirigente, o jovem piloto ultrapassa constantemente os limites na busca por tempo de volta.
“A verdade é que ele força tanto os limites que parece entrar em uma espécie de piloto automático, pensando apenas no que consegue extrair do carro. Então, você percebe que ele ultrapassa esses limites”, explicou.
Wolff também contou que costuma conversar sobre o assunto com o pai do piloto durante os GPs. Mesmo assim, a capacidade de Antonelli continua difícil de explicar.
“Tenho brincado com o pai dele durante as corridas, perguntando como isso é possível. Ele disse que, para o próprio pai, também está além da compreensão”.
Por fim, o chefe da Mercedes recorreu a uma comparação para explicar por que prefere trabalhar com um piloto tão agressivo na busca por desempenho.
“Prefiro desacelerar um cavalo de corrida a tentar acelerar um burro, porque isso não é possível”, concluiu Wolff.
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