Wolff confia na F1 diante da tensão no Oriente Médio
sábado, 7 de novembro de 2026 às 9:15Toto Wolff afirmou que confia nas decisões da Fórmula 1 e da FIA sobre a realização dos GPs do Catar e Abu Dhabi. A declaração ocorreu após novos ataques aéreos dos Estados Unidos contra o Irã, nesta sexta-feira, que aumentaram as preocupações com a segurança no Oriente Médio.
Segundo a agência iraniana Tasnim, citada pela Reuters, mísseis atingiram a ilha de Qeshm. Entretanto, o presidente americano Donald Trump evitou confirmar especificamente os ataques à região.
“Não quero falar sobre isso”, declarou Trump, segundo a CNBC.
Em seguida, o presidente comentou as operações militares americanas.
“Realizamos pequenos ataques, mas eles são eficazes. Eles construíram um pequeno dispositivo antiaéreo e nós o destruímos em cerca de 15 minutos, talvez cinco”, afirmou.
Trump também declarou que o Irã deseja chegar a um acordo com os Estados Unidos.
“Eles têm uma inflação de 300%. Sua Marinha acabou. Seu aeroporto, tudo acabou, e eles querem um acordo”, acrescentou.
Quero ser VIPGPs do Catar e Abu Dhabi seguem sob avaliação
A escalada do conflito pode afetar as últimas corridas da temporada de Fórmula 1. O GP do Catar está programado para este mês, enquanto Abu Dhabi também receberá uma prova nas próximas semanas.
Até o momento, porém, não existe uma decisão definitiva sobre possíveis alterações no calendário.
Além disso, a MotoGP disputa uma prova no Circuito Internacional de Lusail neste fim de semana, o que aumenta a atenção sobre as condições de segurança na região.
Anteriormente, a agência iraniana Fars divulgou uma lista de possíveis alvos de retaliação em caso de novos ataques americanos e israelenses. Entre os locais mencionados estavam hotéis utilizados por equipes da Fórmula 1 e da MotoGP durante os fins de semana de corrida.
Diante desse cenário, Wolff defendeu que as autoridades responsáveis avaliem os riscos antes de tomar qualquer decisão.
Wolff defende decisões baseadas em orientações oficiais
Durante o GP de São Paulo, o chefe da Mercedes afirmou que Stefano Domenicali, presidente da Fórmula 1, e Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, estão acompanhando a situação.
“Stefano e Mohammed foram bastante claros sobre a situação. A Fórmula 1 segue as orientações internacionais, sejam restrições de viagem, companhias aéreas que deixam de operar, alertas na região ou informações fornecidas pelos governos locais”, explicou.
Segundo Wolff, a categoria não deve considerar apenas as avaliações dos promotores das corridas. As recomendações das autoridades também precisam orientar as decisões.
“Não se trata apenas dos promotores, mas também das informações dos governos locais. Na minha opinião, é nisso que precisamos confiar, e concordo totalmente com essa abordagem”, acrescentou.
O dirigente também comentou a possibilidade de pilotos e outros participantes decidirem não viajar por questões de segurança.
“Acho que, quando pilotos se manifestam sobre algo que não conhecem geopoliticamente, mas têm um público que os escuta, isso acaba gerando repercussão na mídia”, afirmou.
“Eu teria feito o mesmo que a direção da MotoGP. Se você quer correr, vá. Se não quer, não vá. É simples assim. Todos podem tomar suas próprias decisões, e eu respeito isso”, continuou.
Segurança deve determinar futuro das corridas
Por fim, Wolff ressaltou que a situação exige acompanhamento constante, principalmente porque o cenário pode mudar rapidamente.
“É claro que precisamos ficar atentos ao que acontecerá nos próximos dias e semanas. Stefano acompanha tudo de perto”, destacou.
O chefe da Mercedes acredita que Domenicali e Ben Sulayem agirão caso as autoridades identifiquem riscos maiores para os profissionais envolvidos.
“Se a situação ficar mais perigosa e recebermos essas informações, Stefano será o primeiro, junto com Mohammed, a proteger as pessoas que deveriam viajar”, afirmou.
“Por isso, estou seguindo as orientações deles”, concluiu.
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