Wolff explica vazamento estranho no carro de Antonelli em Singapura

domingo, 11 de outubro de 2026 às 12:45

Kimi Antonelli

Toto Wolff, chefe da Mercedes, acredita que um vazamento estranho sentido por Kimi Antonelli durante o GP de Singapura veio da garrafa de bebida instalada no W17. O italiano relatou o problema pelo rádio durante a corrida, mas a situação não comprometeu seriamente seu desempenho. Ele terminou em terceiro lugar e segue na disputa pelo título da Fórmula 1.

Durante a prova em Marina Bay, Antonelli avisou ao engenheiro Peter Bonnington que sentia algo molhado escorrendo próximo às pernas dentro do cockpit. A equipe ainda não confirmou a origem do líquido, mas Wolff apontou a garrafa de bebida como a principal suspeita.

“O líquido, não sabemos o que era. Suspeitamos que a garrafa de bebida tenha apresentado algum problema ou vazado, mas, se fosse esse o caso, ele provavelmente deveria ter percebido”, explicou Wolff à imprensa5.

Mercedes também enfrentou problema nos freios

Além do possível vazamento, Antonelli teve dificuldades com a temperatura dos freios. Segundo Wolff, o sistema sofreu com o acúmulo de calor, provavelmente após a parada nos boxes. Como consequência, o pedal ficou mais longo, mas voltou rapidamente ao normal quando o fluxo de ar ajudou a resfriar os componentes.

“Ele também teve acúmulo de calor nos freios, acredito que depois da parada nos boxes. Por isso, o pedal ficou mais longo e depois voltou imediatamente ao normal, quando os freios receberam mais refrigeração pelo fluxo de ar”, acrescentou o dirigente.

Mesmo com os contratempos, Antonelli conquistou um pódio importante para suas pretensões no campeonato. O resultado mantém o italiano em posição favorável na disputa pelo título, com seis corridas restantes no calendário previsto.

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Wolff evita fazer contas pelo título

Antonelli já pode conquistar o campeonato na próxima corrida, em Austin, nos Estados Unidos. Para isso, precisaria vencer o GP, enquanto George Russell terminaria em nono lugar ou abaixo. Apesar dessa possibilidade matemática, Wolff prefere não antecipar cenários.

O dirigente afirmou que ainda não analisou detalhadamente as combinações de pontos. Para ele, a prioridade continua sendo somar resultados consistentes, sem perder terreno para os rivais.

“Não olhei para a situação dessa perspectiva. Quando começo a pensar em quantos pontos são necessários e em quando ele pode conquistar o título, preciso me lembrar de que isso é automobilismo e de que coisas malucas já aconteceram”, afirmou Wolff.

O chefe da Mercedes também ponderou que um título já em Austin exigiria uma combinação improvável de resultados. Por isso, a equipe seguirá concentrada em maximizar a pontuação a cada corrida.

“Não fiz as contas matematicamente, mas provavelmente seria necessário que George e Lewis abandonassem, enquanto Kimi vencesse. Não é um cenário provável. O objetivo é somar pontos e evitar perder muitos para os outros”, explicou.

Wolff destacou ainda que Antonelli conseguiu ganhar terreno sobre Hamilton em Singapura, algo que não estava necessariamente nos planos da equipe. Na avaliação do dirigente, novas oportunidades podem surgir nas próximas corridas, incluindo os GPs do México e do Brasil.

Calendário ainda gera incertezas

A temporada tem seis corridas restantes no calendário previsto, mas o futuro dos GPs do Catar e de Abu Dhabi ainda depende da situação no Oriente Médio. A Fórmula 1 sinalizou a intenção de manter as duas provas, embora as tensões na região possam alterar os planos.

Durante o fim de semana de Singapura, rebeldes houthis lançaram uma série de ataques contra o aeroporto de Riade, na Arábia Saudita. Segundo o texto original, os ataques deixaram dezenas de mortos e centenas de feridos, aumentando as incertezas sobre a realização das corridas na região.

Uma decisão sobre o calendário era esperada até meados de outubro. Caso Abu Dhabi não aconteça, Imola aparece como possível substituta. A confirmação de seis corridas restantes, portanto, depende da manutenção das provas previstas no Oriente Médio.

“Pelo que sei, todos dizem neste momento que as corridas do Catar e de Abu Dhabi vão acontecer. Precisamos trabalhar com a perspectiva de que ainda temos seis provas, e não quatro”, concluiu Wolff.

EB - www.autoracing.com.br

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