Wolff explica troca entre Antonelli e Russell na Holanda
domingo, 23 de agosto de 2026 às 15:07
Kimi Antonelli e George Russell
Toto Wolff explicou a decisão da Mercedes de inverter as posições entre seus pilotos no final do GP da Holanda de Fórmula 1.
George Russell recebeu ordem para deixar Kimi Antonelli passar nas voltas finais da corrida em Zandvoort. Os dois pilotos são rivais diretos na disputa pelo título.
Na largada, Antonelli conseguiu ficar à frente de Russell. No entanto, perdeu a posição quando a Mercedes aproveitou um safety car virtual tardio para colocar pneus macios no carro do italiano.
Enquanto isso, Russell permaneceu na pista com pneus duros mais desgastados. Por isso, Antonelli passou a ter uma vantagem clara de performance e reduziu rapidamente a diferença para o companheiro.
Diante desse cenário, a Mercedes decidiu intervir. Assim, a equipe ordenou que Russell abrisse caminho para Antonelli.
Depois de alguma hesitação inicial, Russell cumpriu a determinação e deixou o companheiro passar. Como consequência, o britânico perdeu três pontos para o italiano de 19 anos, ficando 59 atrás no campeonato.
Quero ser VIPWolff explica decisão da Mercedes
Após a corrida, Wolff explicou a estratégia adotada pela Mercedes.
“Não acho que Norris estivesse nem perto de ser alcançado”, disse o chefe da Mercedes à Sky Sports F1. “Foi apenas a maneira mais segura em termos de pontuação”.
“Você talvez poderia deixá-lo no Overtake Mode, mas estaria arriscando demais. Havia duas Ferraris nos ameaçando”.
Portanto, embora a decisão pudesse parecer controversa, Wolff considerou a ordem necessária. Afinal, a Mercedes pretende lutar pelos títulos de construtores e de pilotos.
“São decisões difíceis, mas precisam ser tomadas quando você quer lutar pelo campeonatos de construtores e pilotos”, afirmou.
Mercedes mantém regras claras entre os pilotos
Wolff destacou que a Mercedes possui regras claras para situações envolvendo seus pilotos. Segundo ele, Russell e Antonelli conhecem essa política e sabem como a equipe pretende agir durante as corridas.
“É assim que trabalhamos. Os dois pilotos sabem disso. Evitamos situações como as de algumas outras equipes nas quais isso não é discutido claramente”, declarou.
Wolff ressaltou o tamanho da estrutura da Mercedes na F1. Para o austríaco, a disputa pelo campeonato envolve milhares de profissionais. Portanto, as decisões não podem considerar apenas os interesses individuais dos pilotos.
“São tempos difíceis. Há 2.500 pessoas trabalhando pelos campeonatos, isso não é um jogo de um homem só. É assim que operamos nos últimos 15 anos”, acrescentou.
Wolff minimiza dificuldade da decisão
Questionado, então, se a ordem para Russell deixar Antonelli passar havia sido difícil de tomar, Wolff rejeitou essa ideia.
“Isso parece difícil de fora, mas não internamente”, respondeu. “É uma situação que discutimos muitas vezes”, revelou.
“Também hoje de manhã: ‘Não vamos perder tempo lutando entre nós e ter duas Ferrari respirando no nosso pescoço'”.
Por isso, Wolff garantiu que a decisão não teve relação com a posição de cada piloto no campeonato. Em outras palavras, a Mercedes teria feito a mesma escolha caso Russell estivesse à frente de Antonelli na classificação.
“Seria exatamente igual se fosse o contrário. Não importa quem está à frente no campeonato ou não. Trata-se apenas de proteger as melhores posições possíveis”, concluiu.
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