Wolff aponta diferença da McLaren no uso do câmbio

sexta-feira, 13 de março de 2026 às 14:17

Toto Wolff

Toto Wolff afirmou que a McLaren adotou decisões técnicas bastante diferentes das escolhidas pela Mercedes na atual geração da Fórmula 1. Segundo o chefe da equipe alemã, um exemplo claro aparece nas relações de marcha utilizadas pelo carro britânico.

A declaração surgiu após comentários de McLaren e Williams sobre o desempenho da unidade de potência da Mercedes. As duas equipes sugeriram que a equipe de fábrica poderia extrair mais desempenho do motor do que suas clientes neste início de temporada.

Andrea Stella, chefe da McLaren, também mencionou a questão. Ele indicou que ainda falta informação da Mercedes High Performance Powertrains, embora tenha reconhecido evolução no entendimento do conjunto após a classificação sprint do GP da China.

Debate sobre desempenho do motor Mercedes

A equipe de fábrica da Mercedes divide sua unidade de potência com outras três equipes no grid. McLaren, Williams e Alpine utilizam o motor desenvolvido pela Mercedes High Performance Powertrains.

Depois de um início forte da Mercedes na nova temporada, em Melbourne, Wolff defendeu a relação da fabricante com seus clientes. Mesmo assim, algumas equipes ainda buscam compreender completamente o desempenho do conjunto.

Enquanto McLaren e Williams sugeriram falta de informações técnicas mais detalhadas, a Alpine adotou um tom mais moderado. A equipe francesa afirmou que receber mais dados ajudaria, porém descartou a ideia de que o motor esteja limitando seu desempenho.

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Mercedes forte também em Xangai

Na segunda etapa do campeonato, em Xangai, a Mercedes voltou a mostrar competitividade. George Russell garantiu a pole position da Sprint, enquanto Kimi Antonelli completou a primeira fila para a equipe alemã.

Wolff destacou especialmente a integração entre os diferentes elementos do carro ao comentar o desempenho após a sessão.

“Estou muito feliz. A integração, unidade de potência e chassi, funciona bem”, declarou o dirigente à Sky F1.

Além disso, o austríaco apontou que equipes de fábrica costumam ter algumas vantagens técnicas nesse processo.

“Você também vê a Ferrari, que é uma estrutura integrada, e a Audi, também como equipe de fábrica, que tem certas vantagens porque você aprende mais cedo.”

Força da Mercedes aparece nas curvas

Apesar das discussões sobre a unidade de potência, Wolff destacou que o verdadeiro ponto forte da Mercedes aparece nas curvas. Segundo ele, grande parte do ganho de desempenho do carro acontece nesse tipo de trecho.

“Mas o que realmente me deixa satisfeito é como o carro se comporta. Você vê pelas câmeras onboard, o carro está nos trilhos, e a maior parte do tempo de volta que ganhamos está nas curvas.”

Relações de marcha diferentes na McLaren

Durante a entrevista, Wolff também comentou quanto tempo as equipes clientes podem levar para alcançar o mesmo nível de integração da Mercedes. Na resposta, ele revelou que cada equipe segue caminhos técnicos diferentes no desenvolvimento do carro.

“Todo mundo também tem um conceito diferente”, explicou Wolff.

Em seguida, ele citou diretamente a McLaren como exemplo dessa diversidade de soluções no grid.

“Com a McLaren, sem entrar em detalhes, eles tomaram algumas decisões que são muito diferentes das nossas quando se trata, por exemplo, das relações de marcha. Então isso pode ter sido bom ou pode ter sido ruim.”

EB - www.autoracing.com.br

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