Williams e Head continuam comprometidos com a equipe

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Frank Williams e Patrick Head garantem que continuam totalmente comprometidos com sua equipe de Fórmula 1 e seus negócios, apesar da confirmação de que venderão suas ações privadas na iminente entrada no mercado de ações.

A Williams revelou mais detalhes sobre seu lançamento de ações, que deverá ocorrer na Bolsa de Valores de Frankfurt no próximo mês e oferecerá até 27 por cento da equipe a investidores privados.

A maior venda de ações virá de Head, que vai reduzir sua parcela na Williams Grand Prix Holdings PLC de 23.5 por cento para apenas 5.8 por cento. A venda de 17.69 por cento da companhia deverá lhe render 46.8 milhões de euros – baseado na estimativa do preço médio de 26.5 euros por ação.

O próprio Williams está vendendo 6.4 por cento da equipe – equivalente a cerca de 16.9 milhões de euros – para reduzir sua parcela para 50.3 por cento.

Apesar da atitude ter dado origem a conversas de que os dois poderiam estar preparando os planos para a aposentadoria, ambos insistiram que a equipe continua sendo seu foco.

“Quero deixar claro neste ponto que, quando seguirmos em frente, eu continuarei sendo o acionista majoritário deste grupo e terei energia infinita por um longo tempo a fim de garantir que a equipe não apenas prospere, mas continue cada vez melhor nos circuitos”, disse Williams durante uma conferência de imprensa em Londres na quarta-feira.

“A Fórmula 1 é imensamente competitiva e não há tempo para descansar, quase não há tempo para dormir. Há algumas pessoas extraordinariamente inteligentes, de competência acima da média, que precisamos bater – e desafiá-las é um desafio enorme”.

Head, diretor de engenharia da Williams, espera mudar o foco de sua função para outros interesses de negócios da companhia – incluindo a bem sucedida Williams Hybrid Power – apesar de continuar à disposição para quaisquer exigências da equipe de Fórmula 1.

“Eu passei a posição de diretor técnico para Sam Michael em 2004, e desde então, ainda estive muito envolvido no processo de projetar o carro de Fórmula 1, apoiando Sam”, declarou ele.

“Pelo que observo, acho que ele (Michael) é mais do que capaz de voar sozinho – então, com Sam projetando e com meu apoio, ele construiu uma estrutura excelente dentro da equipe. Igualmente, faço 65 anos em 2011, e creio que ainda estou bastante saudável. Acredito que posso continuar contribuindo”.

“A Williams é uma companhia muito forte em termos de engenharia. Sempre foi, e sempre foi uma meta minha e de Frank que fosse dessa maneira – e meu interesse é como engenheiro, e não como corredor, como Frank diz. A engenharia sempre me motivou, e estou profundamente envolvido com a Williams Hybrid Power. Ela tem seu próprio pessoal técnico, mas estou envolvido no apoio da companhia”.

“Há áreas onde a Fórmula 1 pode contribuir para outros aspectos da tecnologia, e eu provavelmente voltarei minha atenção mais para isso. Enquanto isso, continuo observando o lado da Fórmula 1, e se houver algo que puder fazer para ajudar, certamente o farei. Os relatos sobre minha aposentadoria são prematuros”.

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