Wheatley foi demitido da Audi por conflito com Binotto
quarta-feira, 8 de abril de 2026 às 16:20
Jonathan Wheatley e Mattia Binotto
Jonathan Wheatley deixou a Audi poucos dias antes do GP da China. No entanto, os dirigentes da marca alemã já sabiam de sua saída com antecedência. Wheatley deixou a Audi em meio a fortes rumores sobre sua ida para a Aston Martin. Lá, ele deve assumir o cargo de chefe de equipe. Ele substituiria Adrian Newey, seu antigo colega na Red Bull.
Relatos recentes indicam que Wheatley não era bem visto por Mattia Binotto. Atualmente, Binotto é o COO e CTO da Audi. Ele se juntou à Sauber alguns meses antes de Wheatley chegar. Naquela época, a equipe era comandada pela Kick Sauber. Os dois profissionais entraram em conflito diversas vezes nos bastidores. Eles discordavam de várias decisões importantes para o futuro do projeto.
Crise interna no GP da Austrália
Parece que houve um último conflito grave entre os dois dirigentes. Esse episódio levou a Audi a perceber que a dupla era incompatível. A parceria entre Jonathan Wheatley e Mattia Binotto fracassou totalmente durante o GP da Austrália. De acordo com o Autosport do Japão, houve um desentendimento pesado em Albert Park.
Esse confronto final ajudou os dirigentes a entenderem que a coexistência era impossível. Contudo, o CEO da Audi, Gernot Dollner, estava presente no evento. Por isso, a equipe precisava manter as aparências. A opção foi demitir Wheatley poucos dias depois do encerramento das atividades na pista.
“Dirigentes da Audi disseram que foi no sábado, em Melbourne, que a relação entre Wheatley e Binotto piorou drasticamente, momento em que ficou claro que eles não conseguiriam trabalhar juntos. Contudo, como o CEO da empresa, Gernot Dollner, estava a caminho da Austrália para inspecionar o primeiro GP da Audi, anunciar a saída de Wheatley naquele momento poderia prejudicar o evento. Isso significava que Wheatley permaneceria em sua posição por algum tempo.”

A nova estrutura de poder na equipe
“No entanto, como o CEO da empresa, Gernot Dollner, iria à Austrália para inspecionar o primeiro GP da Audi, anunciar a saída de Wheatley naquele momento poderia ofuscar o evento. Isso significava que Wheatley permaneceria em sua posição por algum tempo.”
Na ausência de Wheatley, Binotto afirmou que um novo chefe de equipe será nomeado logo. Entretanto, não se espera que o substituto tenha os mesmos poderes. Binotto não pretende conceder poderes adicionais ao futuro vice-chefe de equipe.
A reportagem revelou que Iñaki Rueda será promovido internamente. Rueda é o atual diretor esportivo da Audi. Ele será o novo vice-chefe de equipe, mas sem nova autoridade. “Espera-se que o diretor esportivo Iñaki Rueda, colaborador de longa data de Binotto, seja promovido a vice-chefe de equipe. No entanto, afirma-se que ele não receberá nenhuma nova autoridade além de sua posição atual.”
Binotto e a gestão centralizadora
Binotto não considerou contratar alguém de outra equipe no momento. Fica claro que ele busca alguém fiel para executar suas instruções. Ele prefere obediência em sua ausência em vez de alguém com autonomia. Binotto parece tentar administrar a Audi com mão de ferro agora. Ele quer ser o único capitão real. Assim, ele fica acima de críticas de outros dirigentes.
Especula-se que Wheatley deixou a Audi devido a desentendimentos políticos. Binotto usou sua vantagem de oito meses na organização para obter mais poder. “Isso deve ser motivo de preocupação na Audi, já que as ações de Binotto parecem sugerir que ele quer ter autoridade total nas decisões da equipe.”
Bastidores F1, chefe de equipe, comentar formula 1, f1, formula 1, Gernot Dollner, gp da austrália, inaki rueda, jonathan wheatley, maior comunidade F1, mattia binotto, noticias f1, politica f1, red bull racing, sauber
ATENÇÃO: Comentários com textos ininteligíveis ou que faltem com respeito ao usuário não serão aprovados pelo moderador.