Vowles revela erros por trás dos problemas da Williams
sábado, 9 de maio de 2026 às 11:00James Vowles revelou detalhes importantes sobre os problemas enfrentados pela Williams durante o desenvolvimento da FW47 para a temporada 2026 da Formula 1.
A equipe britânica foi uma das primeiras do grid a direcionar praticamente todos os recursos para o novo regulamento técnico. Vowles enxergava 2026 como uma oportunidade decisiva para recolocar a Williams em posição competitiva após as mudanças estruturais implementadas desde sua chegada, vinda da Mercedes, antes da temporada 2023.
Apesar disso, o nascimento da FW47 acabou marcado por atrasos, falhas operacionais e problemas nos testes de impacto da FIA.
O carro de Alex Albon e Carlos Sainz perdeu o shakedown em Barcelona após a equipe não conseguir cumprir o cronograma inicial. Ainda assim, a Williams conseguiu colocar o modelo na pista posteriormente durante um dia de filmagem em Silverstone antes dos testes oficiais no Bahrain.
Quero ser VIPWilliams sofreu com excesso de peso
Além dos atrasos, a FW47 também nasceu significativamente acima do limite mínimo de peso de 768 kg imposto pelo regulamento.
Segundo a própria Williams, o excesso de peso afetou diretamente o desempenho do carro no início da temporada.
Durante o GP de Miami, a equipe iniciou o primeiro grande programa de redução de peso da FW47. Como resultado, Carlos Sainz e Alex Albon terminaram a corrida em nono e décimo lugares.
Com isso, a Williams conquistou sua primeira pontuação dupla da temporada. Além disso, os três pontos somados em Miami superaram o total obtido pela equipe nas três etapas iniciais do campeonato.
Vowles explica origem dos atrasos
Durante o fim de semana em Miami, Vowles explicou que o projeto da FW47 acabou sendo prejudicado por centenas de pequenos problemas acumulados ao longo do processo.
Segundo o chefe da Williams, o carro representou o primeiro projeto totalmente desenvolvido dentro da nova estrutura criada sob sua liderança.
“Fizemos muitas mudanças alguns anos atrás, colocando diferentes formas de planejamento, diferentes formas de estruturação e diferentes formas de trabalho. Esse foi o primeiro desenvolvimento de carro em que tudo isso foi colocado em prática”, afirmou Vowles.
O dirigente também admitiu falhas nos sistemas de planejamento utilizados pela equipe.
“Acho que cometemos alguns erros em parte do software que usamos. Foi nossa primeira tentativa real de planejar um carro totalmente novo de regulamento do começo ao fim.”
“Quando fizemos uma revisão global de tudo isso, eram detalhes pequenos e mínimos, mas centenas deles começaram a se acumular. Então existiam ineficiências em toda parte que não tinham sido consideradas e só apareceram quando começamos a pressionar o sistema”, explicou.
Complexidade da FW47 agravou cenário
Vowles destacou ainda que a Williams decidiu manter o máximo possível do desenvolvimento no túnel de vento antes de iniciar a produção física do carro.
Segundo ele, a equipe adotou uma abordagem mais agressiva no projeto da FW47.
“Embora tenhamos começado cedo no túnel de vento, não começamos cedo a construção do carro, porque queríamos manter todo aquele ganho no túnel de vento pelo maior tempo possível.”
“Nós queríamos nos pressionar a um nível mais agressivo do que antes, mesmo sem ainda operar como uma equipe campeã”, declarou.
O dirigente revelou também que a FW47 se tornou o carro mais complexo produzido pela Williams em muitos anos.
“O carro que produzimos é o mais complexo. Não importa o número de peças. Tudo era cerca de uma vez e meia a duas vezes mais complexo, e grande parte desse processo não aconteceu de maneira tranquila”, acrescentou.
Testes da FIA e peso pioraram situação
Outro fator importante nos atrasos envolveu os testes de impacto da FIA. Segundo Vowles, algumas avaliações foram aprovadas com tranquilidade, enquanto outras criaram enorme pressão sobre a operação da equipe.
“Houve vários testes de impacto. Alguns foram aprovados muito bem, mas outros foram difíceis, francamente, e isso colocou ainda mais carga no sistema em um momento muito complicado”, afirmou.
O chefe da Williams explicou ainda que o excesso de peso acabou sendo consequência direta da falta de tempo durante o desenvolvimento.
“Quando você começa a ficar sem tempo, adicionar peso se torna uma solução relativamente fácil para garantir que a peça funcione de maneira segura.”
“Basicamente, o carro acaba ficando pesado muito rapidamente como resultado disso. Esse é um resumo geral da situação”, concluiu.
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