Vowles explica atraso da Williams com o FW48

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026 às 9:41

Williams

James Vowles explicou de forma direta como a complexidade adicional dos carros da Fórmula 1 2026 influenciou no atraso do FW48. Como resultado, a Williams não conseguiu cumprir o cronograma inicial.

Inicialmente, o novo carro foi reprovado nos testes de impacto da FIA. Em seguida, surgiram preocupações relevantes relacionadas ao peso.

Por isso, a equipe optou por não participar do teste de Barcelona. Atualmente, a Williams segue como a única equipe que ainda não colocou seu carro de 2026 na pista.

No entanto, o cenário começou a mudar. Desde então, a FW48 passou com sucesso pelos testes de impacto. Além disso, a equipe já programou um shakedown privado. Depois dessa etapa, o carro seguirá para os testes oficiais no Bahrain.

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2026 sempre foi o alvo principal

Desde que assumiu o comando da Williams, Vowles deixou claro seu plano. Antes de tudo, ele priorizou uma ampla reestruturação interna em Grove. Ao mesmo tempo, direcionou recursos e processos pensando especificamente em 2026.

Entretanto, mesmo com planejamento, a realidade se mostrou mais dura. Afinal, o regulamento de 2026 representa a maior reformulação técnica ano a ano da história da F1. Por isso, segundo Vowles, acompanhar esse salto exigiu muito mais do que o esperado.

FW48 elevou a complexidade a outro nível

Durante conversa com jornalistas, Vowles detalhou o impacto prático dessas mudanças. De acordo com ele, o FW48 ultrapassou todos os projetos anteriores da Williams.

“O carro que construímos este ano, seja em horas ou em número de componentes, é cerca de três vezes mais complexo do que qualquer coisa que já passou pela nossa estrutura”, afirmou.

Como consequência, a carga sobre os sistemas internos cresceu drasticamente. Assim, o volume de trabalho aumentou na mesma proporção. Com isso, a equipe começou a ficar para trás na produção e enfrentou atrasos na entrega de peças cruciais.

Produção no limite e decisões inevitáveis

Diante desse cenário, algumas concessões se tornaram inevitáveis. Ainda assim, a Williams escolheu forçar os limites em áreas específicas do projeto. Além disso, a equipe avançou agressivamente em determinados testes associados a essas soluções.

Mesmo assim, Vowles fez questão de relativizar. Segundo ele, esses problemas foram apenas um ponto dentro de um quadro muito maior. Na prática, o conjunto do projeto levou a equipe além do que era possível executar no tempo disponível.

“Isso é mais o resultado não apenas de forçar os limites do design, mas também de até onde conseguimos levar a produção, considerando quantos componentes uma fábrica consegue processar em um espaço de tempo tão curto”, concluiu.

Portanto, embora o início tenha sido atrasado, a Williams acredita que o aprendizado será valioso. A expectativa agora é transformar esse esforço extremo em ganhos reais quando a temporada começar.

 

LS - www.autoracing.com.br

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