Votação pode mudar regulamento de motores ainda em 2026
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026 às 11:45
Dentro da câmara de combustão
A Fórmula 1 se aproxima de uma votação decisiva que pode alterar o regulamento técnico ainda nesta temporada.
Em jogo, está a forma como a categoria mede a taxa de compressão dos motores. Consequentemente, o impacto pode ser direto no equilíbrio de performance em 2026.
Durante o inverno europeu, veio à tona que a Mercedes High Performance Powertrains (HPP) desenvolveu uma unidade capaz de atingir taxa de compressão de 18:1 quando aquecida. Entretanto, o limite regulamentar permanece em 16:1.

A brecha técnica e o ganho potencial
Atualmente, o regulamento determina que a medição ocorra em temperatura ambiente. Dessa forma, o motor da Mercedes passa nos testes estáticos sem qualquer irregularidade.
No entanto, graças ao uso de metais que se expandem com o calor, a taxa pode subir para 18:1 em condições reais de pista. Assim, ainda que o motor cumpra a regra no papel, ele poderia operar acima do limite durante a corrida.
Em termos práticos, estima-se um ganho de aproximadamente 0.3s por volta no circuito de Albert Park, sede do GP da Austrália.
Portanto, a discussão não é apenas regulatória. Pelo contrário, trata-se de uma possível vantagem competitiva concreta.
Reunião no Bahrain define próximos passos
Na quarta-feira, durante o segundo teste de pré-temporada no Bahrain, o Comitê Consultivo da Unidade de Potência (PUAC) se reuniu para tratar especificamente do tema. Nesse contexto, os principais fabricantes expuseram suas posições.
O comitê reúne representantes da Mercedes HPP, Red Bull Powertrains, Ferrari, Audi e Honda. Além deles, participam a FIA e a Formula One Management (FOM).
Para que a regra mude e passe a exigir medição com o motor aquecido, será necessária uma supermaioria: quatro fabricantes a favor, além da aprovação da FIA e da FOM.
RBPT, Ferrari, Audi e Honda apoiam a alteração. Por outro lado, a Mercedes se posiciona contra. Dessa maneira, o peso da decisão pode recair justamente sobre FIA e FOM, que ainda não declararam publicamente sua posição.
Proposta formal para 2026
Durante a reunião, foi apresentada uma proposta objetiva. A partir de 1º de agosto de 2026, a conformidade com a taxa de compressão deverá ser demonstrada não apenas em temperatura ambiente, mas também em uma “temperatura operacional representativa de 130°C”.
Em seguida, o texto foi submetido às fabricantes de UPs. Agora, a expectativa é que o resultado da votação seja conhecido dentro dos próximos 10 dias.
Mesmo assim, caso a proposta avance, qualquer modificação no regulamento técnico da F1 ainda precisará de ratificação formal do Conselho Mundial de Automobilismo (WMSC).
Mais cedo, Laurent Mekies, chefe da Red Bull, afirmou que sua estrutura busca “clareza” sobre o caminho a seguir, independentemente do desfecho.
Portanto, agora a categoria aguarda uma definição que pode influenciar diretamente o cenário competitivo da F1 2026.
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