Verstappen: Lawson e Tsunoda provam que F1 está “antinatural”

quarta-feira, 9 de setembro de 2026 às 9:09

Max Verstappen e Liam Lawson

Max Verstappen afirmou que a facilidade de adaptação dos pilotos aos novos carros mostra como a Fórmula 1 se tornou menos desafiadora.

Segundo o tetracampeão mundial, o regulamento de 2026 retirou parte importante do desafio de conduzir um monoposto no limite. As características dos carros atuais também reduziram a recompensa para quem consegue extrair o máximo do equipamento.

Para Verstappen, essa mudança altera justamente um dos aspectos que sempre fizeram parte da essência da categoria.

Verstappen critica comportamento dos carros

Tradicionalmente, conforme explicou Verstappen, a F1 recompensa o piloto que consegue assumir mais riscos e explorar melhor os limites do carro.

“Na história do esporte, normalmente o piloto que é mais comprometido, freia mais tarde, acelera mais cedo e se compromete nas curvas de alta velocidade é recompensado porque você simplesmente ganha esse tempo na curva”, disse Verstappen à BBC.

“Mas agora você pensa constantemente: ‘Nesta curva talvez eu tenha de segurar um pouco. Acelerar mais tarde. Ou frear mais cedo. Ou tirar o pé. E então tenho mais velocidade máxima’. Coisas assim. É muito antinatural. Não é assim que deveria ser”.

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Lawson e Tsunoda reforçam argumento

Nesse contexto, Verstappen apontou as recentes mudanças envolvendo Liam Lawson e Yuki Tsunoda como exemplos claros.

Lawson voltou à Red Bull há duas etapas para substituir Isack Hadjar, que sofreu uma lesão. Ao mesmo tempo, Tsunoda, outro antigo companheiro de equipe de Verstappen, assumiu o carro de Lawson na Racing Bulls.

Apesar da troca, os dois pilotos conseguiram mostrar competitividade rapidamente. Por isso, Verstappen entende que o episódio ajuda a explicar uma característica dos carros de 2026.

Ainda assim, o piloto da Red Bull fez questão de destacar que seus comentários não representam uma crítica aos rivais.

“Sem desrespeito, e espero que ninguém interprete isso dessa maneira. Mas veja Yuki. Ele entra em um carro que nunca havia pilotado antes. Imediatamente foi competitivo”.

“Liam sai da Racing Bulls para a Red Bull e se mostra imediatamente competitivo. Isso acontece porque esses carros são insensíveis aos seus comandos como piloto”.

Portanto, para Verstappen, os monopostos atuais não recompensam suficientemente quem consegue extrair cada décimo do carro. Por outro lado, ele reconhece que a habilidade dos pilotos continua sendo importante.

“É claro que você ainda precisa fazer uma boa volta. Também precisa se comprometer. Os pilotos mais rápidos sempre vão terminar na frente. Mas isso é realmente limitado, como uma espécie de estrangulamento. Você fica contido”.

Verstappen espera evolução até 2030

Apesar das críticas frequentes ao regulamento de 2026, Verstappen decidiu continuar na Red Bull. Recentemente, o holandês assinou um novo contrato para seguir competindo pela equipe na F1.

Mesmo assim, ele espera que a categoria avance ainda mais nas mudanças previstas para os próximos anos.

“Espero que seja melhor no futuro. Aceito onde estamos no momento. Ainda existe o amor pelo esporte, mas não pela pilotagem neste momento. E sim amor pelo esporte”.

Verstappen deixou claro que deseja mais competição na F1. Para ele, a categoria ainda pode aproveitar os próximos anos para melhorar o espetáculo e a experiência dos pilotos ao volante.

“Eu amo competição, naturalmente. Só espero que, nos próximos anos até 2030, isso possa melhorar cada vez mais. E que possamos começar a tirar o melhor disso, porque essas são as regras para os próximos quatro ou cinco anos”.

 

LS - www.autoracing.com.br

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