Verstappen defende GP de Ruanda e Hamilton pede paz na África

domingo, 25 de outubro de 2026 às 9:30

Max Verstappen

Max Verstappen se tornou mais uma figura importante da Fórmula 1 a defender a controversa decisão de levar a categoria a Ruanda. Enquanto o debate envolve questões políticas e de direitos humanos, o piloto da Red Bull argumentou que críticas semelhantes poderiam ser feitas a outros países que já recebem corridas.

Na semana passada, Helmut Marko também defendeu a inclusão do país africano no calendário. Segundo ele, um campeonato mundial deve contemplar todas as regiões, e as críticas a Ruanda precisam considerar a presença de outras nações na programação da F1.

Questionado sobre a controvérsia, Verstappen adotou uma posição semelhante. “Você poderia dizer tudo isso sobre muitos países”, afirmou o tetracampeão mundial.

Verstappen evita se aprofundar na discussão política

O holandês deixou claro que não pretende se envolver profundamente no debate político relacionado ao novo GP africano. Além disso, ao ser questionado se ainda estará competindo quando a corrida estiver prevista para acontecer, no início da década de 2030, ele não quis fazer previsões sobre seu futuro.

“Vamos ver quando chegar a hora”, respondeu Verstappen.

“Já estive lá antes, então, sim, tudo bem”, acrescentou o piloto.

De fato, Verstappen já visitou Ruanda. Em dezembro de 2024, ele cumpriu em Kigali uma punição de serviço comunitário determinada pela FIA. Na ocasião, trabalhou com jovens competidores em um programa de automobilismo de base.

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Hamilton defende presença da F1 na África

Lewis Hamilton também apoiou o retorno da Fórmula 1 ao continente africano. Entretanto, o piloto da Ferrari reconheceu as críticas relacionadas à escolha de Ruanda e ressaltou que a discussão deve considerar a África como um todo.

“Trata-se de algo maior do que apenas um país. Trata-se do próprio continente, e existem muitos países lindos nele”, declarou Hamilton.

Ao mesmo tempo, o heptacampeão destacou que realizar uma corrida não significa ignorar os problemas políticos e humanitários da região. Para ele, a presença da categoria deve coexistir com a atenção a essas questões.

“Ir até lá não significa negligenciar o que está acontecendo naquele lugar”, acrescentou o britânico.

Por fim, Hamilton fez um apelo pela paz e pela liberdade em diferentes regiões afetadas por conflitos e crises políticas.

“Acho que precisamos garantir que estamos trabalhando pela liberdade do Congo, do Sudão, da Síria e da Palestina”, afirmou.

“Espero que, em algum momento, possamos alcançar muita paz”, concluiu o piloto da Ferrari.

EB - www.autoracing.com.br

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