Verstappen: Aceitar ordens de equipe é “vender a alma”
terça-feira, 13 de janeiro de 2026 às 10:10
Max Verstappen, Lando Norris e Oscar Piastri
Max Verstappen deixou claro que não aceitaria ordens de equipe como as aplicadas pela McLaren na última temporada da Fórmula 1. Segundo o holandês, obedecer esse tipo de instrução equivale a “vender a alma”.
No ano passado, a McLaren viveu uma disputa interna intensa pelo título. Lando Norris e Oscar Piastri chegaram às etapas finais com chances reais. Por isso, a equipe optou, ao menos oficialmente, por oferecer igualdade de oportunidades aos dois pilotos.
Entretanto, ao longo do campeonato, algumas decisões geraram forte debate. Entre elas, destacou-se o episódio do GP da Itália. Na ocasião, Piastri recebeu a ordem para ceder posição a Norris, que havia sido prejudicado por um pit stop lento.

Verstappen critica postura da McLaren
Naquele momento, Verstappen já havia demonstrado surpresa pelo rádio. Agora, ao ser questionado se obedeceria a uma ordem semelhante, foi categórico em entrevista ao jornal suíço Blick.
“Definitivamente não”, afirmou. “Se você faz isso uma vez sem um motivo claro, vende sua alma. A partir daí, a equipe pode fazer o que quiser com você”.
Além disso, o tetracampeão reforçou que o contexto tornava a decisão ainda mais delicada. “Não podemos esquecer que Piastri estava no meio da luta pelo título”, acrescentou.
Dessa forma, Verstappen indicou que aceitar ordens assim cria um precedente perigoso. Ao mesmo tempo, segundo ele, compromete a autonomia do piloto em momentos decisivos da F1.
Campeonato decidido em pequenos detalhes
Apesar da crítica direta, Verstappen terminou a temporada apenas dois pontos atrás de Lando Norris, que conquistou o título após uma forte reação nas etapas finais. Ainda assim, vários episódios foram apontados como momentos em que o campeonato começou a escapar.
Entre eles, surgiu o GP do Catar como um dos mais marcantes. Na corrida, um erro de Kimi Antonelli permitiu que Norris ganhasse posição nas voltas finais. Como consequência, o britânico somou pontos extras cruciais na classificação.
Mesmo assim, Verstappen evitou qualquer tom de ressentimento em relação ao piloto da Mercedes.
“Infelizmente, Kimi cometeu um erro que acabou tendo um papel importante”, explicou. “No entanto, erros fazem parte do nosso esporte, principalmente quando você anda no limite”.
Além disso, o holandês ressaltou a pressão envolvida nesse tipo de situação. “Quando há um adversário no melhor carro logo atrás, isso pode acontecer”, disse.
Por fim, Verstappen adotou um tom conciliador. “É uma pena que ele tenha escorregado demais sob pressão. Ainda assim, isso faz parte. Não estou bravo”, concluiu.
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