Stoffel Vandoorne afirmou que a Aston Martin espera dar “grandes passos” após uma pré-temporada desastrosa no Bahrain. No entanto, o piloto reserva reconheceu que a chegada tardia de Adrian Newey “certamente não ajudou” a equipe no início do novo ciclo técnico.
O projetista assumiu o comando da estrutura de Silverstone em março de 2025. Nesse momento, rivais já desenvolviam seus carros de 2026 havia cerca de dois meses. Enquanto isso, a Aston Martin só iniciou os trabalhos no túnel de vento em abril, o que comprometeu o cronograma inicial.
No segundo teste de inverno no Bahrain, a equipe foi a mais lenta do grid. Além disso, completou apenas 128 voltas. Lance Stroll, por exemplo, deu somente seis giros no último dia por causa de problemas que a fornecedora Honda classificou como “extremamente sérios e severos”.
Vandoorne aposta em reação com Newey
Durante a apresentação do hipercarro 9X8 da Peugeot para a temporada 2026 do WEC, Vandoorne comentou as dificuldades enfrentadas pela equipe britânica. Ainda assim, demonstrou confiança no impacto positivo de Newey.
“A Fórmula 1 não é fácil. É um dos ambientes mais competitivos que existem, e as coisas podem mudar rapidamente. Se você olhar para a McLaren há alguns anos, eles estavam em último e, de repente, viraram uma equipe vencedora. Qualquer coisa é possível, temos o Adrian na equipe. Eu sei que ele chegou um pouco tarde, e isso certamente não ajudou. Mas pelo menos existe esse impulso positivo que pode mudar radicalmente as coisas.”
Apesar do otimismo, o belga reconheceu o tamanho do desafio. Segundo ele, o trabalho precisa ser imediato e consistente para recuperar desempenho já nas primeiras etapas.
Questionado sobre a possibilidade de evolução rápida, o ex-piloto da McLaren foi direto ao apontar as prioridades técnicas. Para ele, a integração com a Honda exige atenção especial.
“A realidade simples é que precisamos manter a cabeça baixa, trabalhar duro e encontrar desempenho. Os testes foram difíceis. Não estamos no nível em que queremos estar no momento, e temos muito trabalho pela frente no início desta temporada.”
Ele também detalhou as áreas que demandam desenvolvimento. “Haverá muitos desenvolvimentos no lado do chassi e a integração com a Honda é desafiadora, e precisamos melhorar nessa área também. Espero que vejamos grandes passos, especialmente no início da temporada, quando podemos progredir. Então sim, não foi uma transição fácil, isso é claro. Não foi tão fácil quanto gostaríamos, digamos assim.”
Enquanto isso, o comentarista da Sky F1 e ex-piloto Martin Brundle avaliou o cenário de forma dura e afirmou que a equipe verde já enfrenta “sérios problemas” neste começo de 2026.