Toto Wolff explica impacto do teto orçamentário
domingo, 4 de janeiro de 2026 às 9:45Toto Wolff avalia o início da era de efeito solo
Toto Wolff rejeitou a ideia de que a Mercedes teria conseguido reagir com mais rapidez no início da era moderna de efeito solo caso não existisse o teto orçamentário. A equipe de Brackley iniciou o ciclo anterior de regulamentos em desvantagem. Para 2022, a Mercedes adotou o conceito sem sidepods. O projeto radical parecia promissor. No entanto, a filosofia acabou se mostrando equivocada.
Quando os carros foram apresentados, somente a Mercedes seguiu essa abordagem ousada. Logo ficou claro que as rivais já tinham analisado a ideia. Depois disso, descartaram o conceito por acreditarem que ele tinha falhas estruturais. Mesmo assim, a Mercedes manteve a aposta. A confiança aumentou após a primeira vitória de George Russell naquela temporada. Ainda assim, a equipe só admitiu o erro um ano e meio depois.
Wolff explica o impacto do teto orçamentário
Além disso, o teto orçamentário já estava em vigor. A regra limita os gastos de todas as equipes de Fórmula 1. Desse modo, a então octacampeã de construtores perdeu a margem de reação que possuía antes de 2021. O teto surgiu para conter despesas e também reduzir diferenças no pelotão. E isso realmente aconteceu. Porém, o regulamento também cristalizou parte do desempenho inicial. Assim, quem começou no caminho errado encontrou grande dificuldade para se recuperar. Foi exatamente o caso da Mercedes.
Wolff explicou para os jornalistas: “Nós sabíamos do impacto do teto. Ele não veio só pelo lado comercial. A ideia também buscava nivelar o jogo entre as equipes. Assim, não teríamos apenas os mesmos de sempre gastando mais do que os outros.”
Mesmo assim, Wolff não acredita que o cenário teria sido diferente sem o teto.

Como o teto moldou o equilíbrio de forças
O limite começou em 145 milhões de dólares. Depois caiu cinco milhões em 2022. Em seguida, estabilizou-se em 135 milhões nas três últimas temporadas. O teto permitiu alguma mobilidade no pelotão. Ainda assim, não no mesmo patamar que existia antes.
A Red Bull dominou o campeonato no início dessa fase. A Ferrari também se manteve competitiva. A McLaren mostrou que ainda era possível reagir após erros iniciais. Entretanto, a Mercedes não conseguiu retornar à disputa direta pelo título ao longo dos quatro anos.
Então, Wolff foi direto: “Nós teríamos conseguido comprar a nossa saída do problema?”
Depois, ele analisou a dinâmica entre as grandes equipes: “Olhe para Red Bull e Ferrari. Elas têm as mesmas possibilidades financeiras que nós. Assim, tudo viraria uma guerra de gasto. Talvez a McLaren nem estivesse brigando conosco no topo.”
Por fim, ele resumiu o ponto central: “O resultado seria o mesmo. A Fórmula 1 é uma meritocracia. O melhor piloto e a melhor máquina vencem. E não fomos nós.”
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