Stroll descarta venda da Aston Martin após pré-temporada difícil
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026 às 9:21
Lawrence Stroll
Lawrence Stroll voltou a público para encerrar definitivamente os rumores sobre uma possível venda da Aston Martin. Embora o início da temporada 2026 tenha sido turbulento, o bilionário canadense garantiu que não pretende deixar a Fórmula 1.
Além disso, Stroll assegurou os direitos totais e permanentes do nome Aston Martin para uso na categoria. Com isso, ele fortalece ainda mais o elo entre a fabricante de carros de rua e a operação de pista. Portanto, qualquer especulação sobre distanciamento perde força.
Os boatos ressurgiram justamente após o começo complicado da nova era com motores Honda. Ainda assim, o projeto segue robusto. A estrutura inclui instalações modernas, investimento pesado e nomes de peso como Adrian Newey e Fernando Alonso.
Em entrevista ao New York Times, Stroll foi enfático. Segundo ele, não faz sentido investir centenas de milhões de libras, construir o mais moderno campus da F1 e contratar cerca de 400 profissionais de elite para logo depois abandonar o negócio.
Além do mais, o empresário descartou abrir mão do controle acionário, tanto da equipe quanto da montadora. Pelo contrário, afirmou que está apenas no início da trajetória em ambos os empreendimentos. Dessa maneira, deixou claro que seu compromisso é de longo prazo.

Motor Honda vira ponto central das dúvidas
Enquanto fora das pistas o discurso é de confiança, dentro delas surgem questionamentos técnicos. Principalmente, as atenções se voltam à nova unidade de potência da Honda.
Ao ser questionado sobre o projeto, Alonso fez uma distinção importante. De um lado, demonstrou confiança no chassi. Por outro, admitiu que o entendimento do novo regulamento ainda não é total no que diz respeito ao motor.
Segundo o espanhol, a parte do chassi oferece sinais encorajadores. Entretanto, a UP exige maior compreensão das regras e das necessidades específicas impostas pelo regulamento de 2026. Assim, o desafio se concentra sobretudo na gestão e integração do sistema híbrido.
Defesa de Newey e promessa de evolução
Apesar das dificuldades iniciais, Alonso saiu rapidamente em defesa de Newey. Para ele, não é plausível imaginar que um projetista com mais de três décadas de domínio na categoria simplesmente perca sua capacidade de desenvolvimento.
Ainda que o conjunto não esteja operando em nível máximo neste momento, o piloto acredita que a evolução virá em breve. Além disso, garantiu que eventuais problemas na UP serão corrigidos. Consequentemente, a expectativa interna é de crescimento ao longo da temporada.
Schumacher alerta para possível tensão
Por outro lado, Ralf Schumacher levantou um alerta relevante. O ex-piloto recordou o histórico delicado entre Alonso e a Honda durante a passagem do espanhol pela McLaren.
Naquela época, a crítica pública ao chamado “motor de GP2” marcou a relação. Segundo Schumacher, experiências desse tipo deixam cicatrizes – especialmente dentro da cultura japonesa. Portanto, uma nova fase turbulenta pode reacender sensibilidades.
Além disso, o alemão demonstrou surpresa com as atuais dificuldades da Honda, sobretudo após o sucesso recente com a Red Bull. Afinal, a fabricante defendia maior protagonismo elétrico no regulamento. No entanto, é justamente nessa área que surgem os maiores entraves.
Por fim, Schumacher aconselhou uma reação estratégica imediata. Na visão dele, a Honda precisa assumir o erro, estabelecer um cronograma claro de recuperação e solicitar paciência à equipe. Só assim o projeto poderá encontrar estabilidade na nova era da F1.
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