Steiner alerta para risco de final europeu na F1
domingo, 2 de agosto de 2026 às 9:30O ex-chefe da Haas, Guenther Steiner, acredita que encerrar a temporada 2026 da Fórmula 1 em um circuito europeu seria uma decisão arriscada. Na avaliação do italiano, as condições climáticas do continente no fim do ano podem comprometer a realização de um GP.
O calendário da F1 precisou passar por mudanças após o início do conflito no Oriente Médio. Por causa da instabilidade na região, os GPs do Bahrain e da Arábia Saudita, previstos para o início da temporada, foram adiados.
Posteriormente, a categoria recolocou o GP do Bahrain no calendário para o começo de outubro. No entanto, a prova será disputada no circuito de Sepang, na Malásia.
Steiner vê poucas alternativas para a Fórmula 1
Segundo Steiner, a Fórmula 1 encontrou dificuldades para reorganizar o calendário porque existem poucas pistas capazes de receber um evento da categoria em tão pouco tempo.
“É simplesmente difícil, porque não existem muitos circuitos que consigam fazer isso.”
“Isso só foi possível porque o Bahrain ajudou.”
Atualmente, Catar e Abu Dhabi seguem programados para receber as duas últimas etapas da temporada. Entretanto, a continuidade dos conflitos na região coloca em dúvida a realização desses eventos.
Diante desse cenário, o presidente e CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, já confirmou que a temporada terminará em um circuito europeu caso a categoria não consiga retornar ao Oriente Médio ainda neste ano.
Quero ser VIPClima europeu preocupa ex-chefe da Haas
Apesar dessa possibilidade, Steiner acredita que levar a Fórmula 1 para a Europa entre novembro e dezembro representa um risco elevado.
“Na Europa, em novembro e dezembro, não faz sentido correr. O risco por causa do clima é muito grande.”
O italiano também destacou que a escolha de um circuito precisa fazer sentido do ponto de vista financeiro para as equipes, e não apenas resolver um problema no calendário.
“Depois, é preciso ir para algum lugar que faça sentido para as equipes, para que elas não estejam apenas perdendo dinheiro.”
“Também precisa haver receita. Isso é um negócio. Por isso, acho que será difícil.”
Steiner ressaltou que a solução encontrada com Sepang garantiu que a Fórmula 1 mantenha um calendário com mais de 20 corridas. Ainda assim, ele vê dificuldades para a categoria atingir a meta desejada por Stefano Domenicali.
“Eles fizeram isso, levaram a corrida para a Malásia, para garantir que existam pelo menos mais de 20 corridas.”
“Tenho certeza de que, idealmente, Stefano gostaria de ter pelo menos 22 etapas, mas acho muito difícil encontrar um 22º local para correr no fim do ano.”
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