Sainz acusa FIA de favorecer alguns pilotos em Singapura

sexta-feira, 9 de outubro de 2026 às 14:45

Carlos Sainz

Carlos Sainz criticou a FIA por uma suposta falta de “equidade esportiva” nas decisões recentes. O piloto da Williams questionou os critérios da entidade e sugeriu que algumas medidas beneficiaram determinados competidores. Para sustentar sua crítica, citou dois episódios: a classificação Sprint do GP de Singapura e a confusão na volta de formação do GP do Bahrain, em Sepang, na Malásia.

Em Singapura, um erro humano na direção de prova afetou o funcionamento do modo ultrapassagem durante o SQ1. Após o acidente de Sergio Pérez e a bandeira vermelha, o sistema não funcionou da mesma maneira para todos quando a atividade recomeçou.

A FIA confirmou que ativou o modo ultrapassagem, mas o desabilitou novamente após apenas 27 segundos. A entidade buscou preservar a igualdade esportiva, porém a decisão acabou prejudicando alguns pilotos. Parte do grid fez a volta com mais potência disponível do que os demais.

Sainz terminou em P22, na última posição, e calculou que perdeu cerca de meio segundo com o problema.

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Sainz aponta diferença de potência

O espanhol já enfrentava dificuldades antes do erro operacional. A Williams precisou trocar os freios após problemas no TL1. Mesmo assim, Sainz continuou sofrendo com travamentos e falta de aderência dos pneus durante a classificação.

“Infelizmente, fizemos uma volta muito ruim. Tivemos apenas uma tentativa e enfrentamos problemas com os freios no TL1, por isso precisamos trocá-los. Mesmo assim, continuamos com dificuldades, tivemos alguns travamentos e sofremos bastante com os freios e os pneus”, explicou.

Em seguida, Sainz destacou o impacto do modo ultrapassagem. Segundo ele, a diferença de potência comprometeu a igualdade da disputa.

“Além disso, metade dos carros fez a volta com um motor que tinha meio segundo a mais de desempenho do que o dos outros. Houve outro problema de software nos carros. Desta vez, fomos prejudicados”, afirmou.

Piloto questiona critérios da FIA

Sainz também é diretor da Associação dos Pilotos de Grande Prêmio (GPDA). Por isso, relacionou o episódio de Singapura à decisão tomada pela FIA no GP do Bahrain, disputado em Sepang na semana anterior.

Naquela corrida, um problema de software provocou confusão durante a volta de formação. Vários carros perderam suas posições originais, e alguns ficaram separados por voltas diferentes.

O regulamento indicava que a ordem alterada deveria definir o grid após a reorganização. Ainda assim, a FIA decidiu recuperar a ordem original de largada. A entidade optou por essa solução diante do caos, mas Sainz considera que adotou um critério diferente do aplicado em Singapura.

“Por algum motivo, assim como aconteceu na Malásia, a FIA não decidiu garantir a equidade esportiva. Aceitou que metade dos carros disputasse a classificação com mais potência do que a outra metade”, criticou.

O espanhol também questionou a aparente mudança de critérios conforme os pilotos afetados.

“Fico um pouco confuso sobre por que o esporte continua tomando decisões diferentes dependendo de quem é eliminado no Q1 ou de quem é afetado na primeira volta”, acrescentou.

Hamilton também foi beneficiado em Sepang

A decisão tomada na Malásia devolveu a posição original a pilotos que haviam perdido lugares durante a confusão na volta de formação. Lewis Hamilton, que largaria em P2 ao lado do pole Max Verstappen, foi um dos nomes mais conhecidos beneficiados pela medida.

Sainz também tinha a ganhar com a recuperação da ordem original. Esse detalhe dá contexto à comparação que ele fez entre os dois episódios.

Agora, o piloto da Williams cobra mais consistência da FIA. Para ele, a entidade precisa aplicar critérios esportivos coerentes quando falhas técnicas ou operacionais afetam as condições da disputa.

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