Russell cobra mudança no uso do resfriamento na F1

sábado, 3 de outubro de 2026 às 14:38

George Russell

George Russell pediu que a FIA reavalie a forma como os sistemas de resfriamento dos pilotos são tratados dentro do teto de gastos da Fórmula 1. A Mercedes decidiu não desenvolver uma versão confiável do colete para o GP do Bahrain em Sepang, na Malásia.

Russell e Kimi Antonelli disputarão a corrida sem o equipamento, que faz circular líquido resfriado por tubos instalados sob o macacão do piloto. A FIA classificou o fim de semana como um evento de risco por calor. Ainda assim, o uso do colete continua opcional.

“Nós não vamos usar o colete de resfriamento porque não investimos os recursos necessários para tornar o sistema robusto o suficiente”, disse Russell ao jornal The Times.

Mercedes priorizou o desenvolvimento do W17

A equipe precisou escolher entre direcionar parte do orçamento de desenvolvimento para o sistema de resfriamento ou manter o foco no desempenho do W17. Segundo Russell, os pilotos aceitaram a decisão de priorizar o carro.

Mesmo assim, o britânico afirmou que preferiria utilizar o colete tanto na Malásia quanto na corrida seguinte, em Singapura. Afinal, Sepang combina temperaturas elevadas com alta umidade e longos períodos de exigência física para os pilotos.

Além disso, a declaração de risco por calor não significa que as equipes simplesmente possam retirar o equipamento. Cada carro precisa carregar o sistema de resfriamento ou um lastro equivalente. Já o piloto que optar por não vestir o colete recebe uma penalização adicional de peso no cockpit.

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Problema da Mercedes está na confiabilidade

No caso da Mercedes, a questão não está no conceito do equipamento, mas na confiabilidade do sistema. A equipe concluiu que não poderia garantir a manutenção do líquido em temperatura suficientemente baixa durante toda a corrida em Sepang.

Por isso, o colete perderia parte de sua função caso o líquido esquentasse ao longo da prova. A preocupação ganha ainda mais importância diante das condições previstas para o GP do Bahrain.

Russell entende que equipamentos voltados à segurança não deveriam disputar o mesmo espaço financeiro das atualizações aerodinâmicas e de desempenho. Dessa forma, ele sugeriu retirar esse tipo de desenvolvimento do teto de gastos ou criar um sistema padronizado por meio de um fornecedor externo.

“Nós deveríamos estar todos usando isso”, afirmou o piloto da Mercedes.

Calor colocou resfriamento dos pilotos em foco

A discussão sobre o resfriamento ganhou força após o GP do Catar de 2023. Naquela ocasião, o calor extremo levou vários pilotos ao limite físico e alguns chegaram perto de desmaiar durante a corrida.

Russell também enfrentou dificuldades em condições severas. No GP de Singapura de 2024, por exemplo, o britânico precisou receber atendimento após a corrida.

Agora, Sepang acrescenta a umidade elevada e a exigência constante das curvas de alta velocidade às temperaturas altas. Portanto, o comportamento do sistema de resfriamento será um ponto importante durante a prova.

Russell quer equipamento fora do teto de gastos

Para Russell, o episódio mostra uma questão mais ampla sobre a regulamentação da Fórmula 1. Se o desenvolvimento de um equipamento de segurança compete diretamente com atualizações que podem melhorar o desempenho do carro, as equipes precisam fazer uma escolha entre duas prioridades distintas.

A proposta do piloto é separar esse tipo de investimento do teto de gastos ou adotar uma solução padronizada para todo o grid. Enquanto isso, Mercedes, Russell e Antonelli enfrentarão o GP do Bahrain sem o colete.

A resposta definitiva virá durante a corrida. Com calor e umidade elevados, a ausência do sistema poderá representar apenas uma questão de conforto ou aumentar a dificuldade física dos pilotos ao longo da distância completa.

EB - www.autoracing.com.br

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