Russell rebate críticas ao regulamento de 2026

domingo, 22 de fevereiro de 2026 às 9:00

Mercedes com George Russell

George Russell saiu em defesa do regulamento da F1 para 2026 e classificou as críticas iniciais como “calor prematuro”. Após os testes de pré-temporada em Barcelona e Bahrain, pilotos de peso questionaram o novo conceito técnico.

A divisão 50/50 entre energia elétrica e combustão interna gerou reações fortes no paddock. Mesmo assim, o piloto da Mercedes acredita que a evolução já é visível. Além disso, ele apontou que o segundo teste, em Sakhir, transcorreu de forma “muito mais tranquila” para todos.

Max Verstappen chamou a F1 2026 de “anti-corrida” e “Formula E com esteróides”. Fernando Alonso, por sua vez, afirmou que a habilidade do piloto agora “importará menos”. Russell, entretanto, vê o cenário sob outra perspectiva.

Segundo ele, os carros não estão “a um milhão de milhas” dos tempos registrados há 12 meses, quando o regulamento anterior já estava em seu quarto ano. Portanto, na visão do britânico, o salto técnico acontece em ritmo acelerado nas primeiras fases de desenvolvimento.

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Russell vê progresso claro após Bahrain

Ao explicar seu ponto, Russell destacou a curva de aprendizado natural de um novo ciclo técnico. “Eu realmente acho que houve muito progresso, para ser honesto. Acho que a cada dia de um novo conjunto de regulamentos você enfrenta desafios que não estava antecipando, e a taxa de melhoria é muito acentuada nesses primeiros dias.”

Ele reforçou que o segundo teste mostrou avanço coletivo. “Eu acho que este teste foi muito mais tranquilo para todos. Se você realmente olhar os tempos de volta e algumas simulações de corrida, os carros não estão realmente a um milhão de milhas dos tempos que víamos 12 meses atrás.”

Na sequência, o piloto da Mercedes abordou diretamente a repercussão negativa inicial. “Eu sei que houve muito calor depois de Barcelona e Bahrain, o que provavelmente foi um pouco prematuro. Acho que, no geral, as pessoas estão um pouco mais felizes esta semana.” Dessa forma, Russell sugere que parte da crítica nasceu da fase inicial de adaptação, quando as limitações ficam mais evidentes.

Piastri admite melhora no entendimento dos carros

Oscar Piastri também havia manifestado preocupação com o regulamento 2026. O australiano afirmou que as regras precisavam de “alguma reforma”, sobretudo por exigir que os pilotos aliviem o acelerador mais cedo e com maior frequência nas curvas para recarregar a bateria e extrair melhor tempo de volta. Esse comportamento altera a forma tradicional de atacar as entradas de curva.

Ainda assim, após conversar com Russell, o piloto da McLaren reconheceu avanço no entendimento do pacote técnico. Segundo ele, “melhorou” e os pilotos começaram a encontrar desempenho de forma mais “natural” à medida que passam a “entender melhor” os carros 2026. Com isso, o debate sobre o regulamento segue aberto, porém agora com sinais claros de adaptação progressiva no grid.

EB - www.autoracing.com.br

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