Russell: Mercedes de 2026 “parece um carro de corrida”
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026 às 9:11
George Russell
George Russell deixou claro que a Mercedes entra na nova era da Fórmula 1 em 2026 com um sentimento totalmente diferente do vivido em 2022.
Segundo o britânico, o novo monoposto “parece muito mais um carro de corrida”, contraste direto com o projeto que marcou o início traumático do regulamento anterior.
Dessa forma, a equipe alemã tenta virar a página após um dos períodos mais difíceis de sua história recente na F1. Ao mesmo tempo, o discurso reforça a confiança interna para o novo ciclo técnico.

Trauma de 2022 ainda serve como referência na Mercedes
No início da semana, Toto Wolff voltou a falar abertamente sobre o impacto negativo das mudanças de regras em 2022. Naquele momento, a Mercedes apostou no conceito radical de sidepod zero com o W13. No entanto, a solução falhou desde o início.
Como resultado, a equipe caiu de campeã de construtores em 2021 para apenas a quarta posição no campeonato seguinte. Além disso, conquistou apenas uma vitória em toda a temporada, cenário descrito internamente como uma verdadeira “humilhação”.
Porém, agora o panorama é outro. Com o novo regulamento de 2026, no qual as unidades de potência ganham papel central, a Mercedes voltou a ser tratada como uma das principais favoritas ao título.
Não por acaso, isso acontece porque a equipe dominou amplamente a F1 desde a introdução dos motores turbo-híbridos em 2014. Portanto, o favoritismo reaparece naturalmente no paddock.
Novo regulamento recoloca Mercedes e Russell entre os favoritos
Dentro desse contexto, George Russell surge como um dos nomes mais fortes para a disputa do campeonato de pilotos. O britânico entra em 2026 carregando não apenas experiência, mas também a confiança de liderar o projeto técnico da equipe.
Durante o teste de pré-temporada em Barcelona, essa confiança começou a se materializar. Ao todo, a Mercedes completou 502 voltas, o maior número entre todas as equipes presentes.
Russell, por sua vez, foi o piloto que mais andou ao longo dos dias. Ainda assim, no último dia, acabou superado por Lewis Hamilton no tempo final. O heptacampeão marcou a volta mais rápida pilotando a Ferrari.
Apesar disso, Russell fez questão de relativizar os números. Segundo ele, mais importante do que o cronômetro foi a sensação transmitida pelo novo carro.
Russell destaca sintonia imediata com o W17
Ao avaliar o primeiro contato com o W17, Russell destacou imediatamente a diferença em relação a 2022. De acordo com o britânico, a adaptação foi quase instantânea.
“Eu me sinto muito em casa na Mercedes. Para ser honesto, desde as primeiras voltas senti que estava em sintonia com o carro”, afirmou Russell à imprensa.
Em seguida, ele reforçou o contraste com o passado recente. Naquele ciclo, segundo Russell, a pilotagem era estranha e pouco natural desde o primeiro dia.
“Em 2022, tivemos muitos problemas. Tudo parecia antinatural. O carro não era confortável e também era bastante difícil de pilotar”, explicou.
Desta vez, entretanto, o cenário mudou de forma clara. Para Russell, o novo carro entrega exatamente o tipo de sensação esperada em um monoposto de F1.
“Este W17 parece um carro de corrida de verdade. Ele se aproxima muito mais do que a F1 deveria ser, e isso torna a experiência muito mais prazerosa”, acrescentou.
Cautela permanece apesar do início encorajador
Mesmo com o otimismo, Russell adotou um tom cauteloso. Afinal, o trabalho ainda está apenas no começo, e o carro rodou por apenas três dias até agora.
Nesse sentido, o britânico citou uma frase de Wolff para ilustrar o momento atual.
“Ainda é muito cedo. Como Toto disse, pelo menos não parece um desastre, o que já é um bônus”, comentou, em tom descontraído.
Por fim, Russell deixou claro que ainda não é possível afirmar se o carro tem potencial real para disputar títulos. Segundo ele, esse tipo de resposta só virá com mais tempo de pista e competição direta.
“Não acreditamos que seja um carro ruim. No entanto, saber se ele pode ganhar um campeonato mundial é algo impossível de dizer agora. Precisamos esperar para ver se o carro corresponde às expectativas”.
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