Russell explica erro que custou a pole em Madrid

sábado, 12 de setembro de 2026 às 13:10

George Russell

George Russell terminou a classificação para o GP de Madrid em P6, depois de perder uma oportunidade real de disputar a pole. O piloto da Mercedes revelou que um problema com os pneus na curva 11, pouco antes de La Monumental, acabou comprometendo sua última volta rápida.

Russell chegou a ocupar P3 após as primeiras tentativas no Q3. No entanto, Lando Norris melhorou sua marca e garantiu a pole, enquanto Max Verstappen e Charles Leclerc também superaram o britânico. Assim, Russell caiu para a terceira fila do grid.

Além disso, o resultado tranquiliza a vantagem de Kimi Antonelli na liderança do campeonato para 66 pontos. O italiano garantiu P2 e, portanto, terá uma posição privilegiada para tentar aumentar ainda mais sua vantagem na corrida de 57 voltas.

“Não, eu não acho”, respondeu Russell, quando questionado se o toque no muro havia causado algum dano ao carro.

“Obviamente, foi um pouco preocupante naquele momento, mas o carro estava bem. Saí novamente e liderei a sessão depois disso, e então senti que estava na disputa.”

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Erro na curva 11 tirou tempo de Russell

Russell explicou que sua última tentativa no Q3 começou de forma muito positiva. Entretanto, os pneus não conseguiram suportar o ritmo na curva 11 e o piloto perdeu uma quantidade significativa de tempo no restante da volta.

“Mas, na última volta, eu estava cerca de três décimos à frente e, na curva 11, os pneus não aguentaram”, afirmou.

“Perdi todo o tempo de volta depois disso, então foi irritante.”

O britânico também destacou uma característica particular do asfalto do Madring. Embora o circuito ofereça muito aderência, os pneus deslizam bastante. Por isso, Russell acredita que a degradação será um fator importante durante a corrida.

“É uma superfície de pista estranha; tem muita aderência, mas os pneus estão deslizando bastante. Então, a corrida vai ser realmente interessante com a degradação dos pneus.”

Russell critica poucas oportunidades de ultrapassagem

Além do comportamento dos pneus, Russell também avaliou as características do circuito de Madrid. Para ele, a pista combina elementos de diferentes traçados, mas apresenta um problema importante: poucas oportunidades claras de ultrapassagem.

“É parecido com Jeddah por causa das curvas de alta velocidade, mas também há um pouco de Baku, com algumas zonas de frenagem complicadas”, explicou.

“Talvez uma pequena frustração seja que o desenho tenha poucas oportunidades claras de ultrapassagem. Em todas as pistas, no final da reta mais longa, você precisa ter uma oportunidade clara para ultrapassar.”

Por fim, Russell apontou que justamente a maior reta do circuito desemboca em uma sequência que dificulta uma manobra. “E a reta mais longa aqui termina em uma seção apertada, parecida com uma rotatória.”

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